Do Reino do Meio ao campo brasileiro: a cooperação China-MST e a soberania produtiva

Ano VII, nº 134, 8 de Outubro de 2026

Por Alexandra Rodrigues Sanches, Ana Carolina Vieira de Souza, Eduardo Nascimento Lima, Giovanna de Araújo Veloso (Imagem: MST) 

Os grãos, vida do povo e grande tesouro do Estado

(Xi Jinping, 2023, p. 498)

Os grãos estão entre os principais produtos agrícolas que compõem a dieta chinesa e, por isso, seu suprimento integra a agenda de segurança nacional. Não se trata, porém, apenas da oferta de gêneros alimentícios, mas de garantir que o controle desse suprimento permaneça “em nossas próprias mãos” (Xi, 2023). Como declarou o presidente Xi Jinping, “[…] preferimos produzir mais e armazenar mais alimentos, pois a pressão de ter mantimentos em demasia é totalmente diferente da de não ter alimentos suficientes” (Xi, 2023, p. 498). Essa consciência de autossuficiência remonta a raízes históricas longínquas. Um primeiro indício reside na forma como os próprios chineses chamam seu país: Zhōngguó (中国), o Reino do Meio, termo que ainda hoje corresponde ao que o Ocidente chama de “China”.

Etimologicamente, a combinação desses caracteres sugere uma concepção de centralidade e, em certa medida, de autossuficiência da civilização chinesa, associada à longa trajetória de suas formas de organização e governança e ao desenvolvimento de uma tradição cultural própria, expressa em diferentes campos, como a literatura, a filosofia, a política e a religião (Schilling, 1984, p. 15-16; Spence, 1990, p. 119). Nas Comunas Populares de 1958, o princípio de autossuficiência também refletia essa mesma aspiração à autonomia. À época, prevalecia a convicção de que o desenvolvimento — sobretudo no que diz respeito ao abastecimento alimentar — precisava ser assegurado tanto em escala nacional quanto no plano local, alcançando cada povoado.

Esse anseio por autonomia espelhava um cenário de carência material e de recursos limitados, que assombrava os economistas do governo desde o declínio do Império Qing e o início das incursões estrangeiras: na falta de tecnologias sofisticadas, cabia aos aldeões recorrer principalmente à própria força de trabalho (O’Leary; Watson, 1982, p. 594).

Na contemporaneidade, Xi Jinping reiterou “a necessidade de proteger as terras cultiváveis da mesma forma que protegemos os pandas gigantes e de defender com unhas e dentes a linha vermelha de 1,8 bilhão de mu (120 milhões de hectares) de terras cultiváveis” (Xi, 2023, p. 498-499). A preocupação se justifica: o país abriga cerca de 18% da população mundial, mas dispõe de apenas 7% das terras aráveis. Com escassez de água, depende de importações e de parcerias externas para garantir alimento à sua população.

Dada a extensão territorial da China e sua população de cerca de 1,41 bilhão de habitantes, o planejamento econômico precisa considerar estratégias capazes de assegurar a produção e o abastecimento de produtos do campo. A experiência do Grande Salto Adiante (1958–1962), por exemplo, evidenciou os riscos associados ao enfraquecimento da capacidade produtiva agrícola, bem como as consequências que a escassez de alimentos pode acarretar à segurança do país.

Nesse sentido, o abastecimento alimentar foi alçado à condição de prioridade de segurança do Estado chinês, especialmente sob a liderança de Xi Jinping, que conheceu a fome de perto no período em que foi enviado ao campo durante a Revolução Cultural (1966–1976). Com isso, a China adotou metas de autossuficiência produtiva. Medidas como o fim do racionamento de alimentos, a adesão à Organização Mundial do Comércio e a compra da Syngenta (empresa suíça de sementes e agroquímicos), somadas a tecnologias agrícolas de ponta, geraram resultados expressivos, como o aumento da produção de frutas, carnes e laticínios.

Segundo Welsh e Hart (2026, tradução nossa), a produção de carnes cresceu 55% entre 2000 e 2025 e o país “alcançou quase a autossuficiência” em grãos como milho, arroz e trigo. Ao mesmo tempo, “a desnutrição diminuiu significativamente, caindo de 10% da população em 2001 para menos de 3% em 2010” (Welsh; Hart, 2026, tradução nossa).

A China tornou-se a maior financiadora de pesquisa e desenvolvimento agrícola do mundo, superando os Estados Unidos e a Europa em patentes de biotecnologia de ponta, e está realizando uma parceria inusitada com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Brasil. Nesse contexto, esta newsletter apresenta como a cooperação entre o MST e instituições chinesas vem levando maquinário agrícola, bioinsumos e ferramentas digitais à agricultura familiar brasileira.

O cenário agropecuário brasileiro e a modernização conservadora

Em contraste, o desenvolvimento do setor agrícola no Brasil ocorreu de forma distinta, influenciado pela herança colonial e pelas demandas do capitalismo global. Ao contrário da China, o país nunca realizou uma reforma agrária ampla, perpetuando as bases econômicas introduzidas pela colonização — isto é, a monocultura, o latifúndio e a exportação — a partir do regime de sesmarias e da Lei de Terras, de 1850 (Silva; Batista; Teixeira, 2026).

Segundo Sá (2026), esse processo contribuiu para o aumento da desigualdade e da exclusão social no Brasil nas décadas seguintes, visto que concentrou o controle de imensas propriedades rurais nas mãos de um pequeno grupo, padrão que se mantém nos dias atuais. Nesse sentido, o Índice de Gini Agrário, incluído no último Censo Agropecuário do IBGE (2017), revelou que a desigualdade de acesso à terra atingiu 0,867 (IBGE, 2020), o que corrobora esse argumento.

Conforme ilustra a Tabela 1, cujos dados foram retirados do mesmo levantamento, os latifúndios com área superior a mil hectares representam apenas 1% dos estabelecimentos agropecuários em território nacional, apesar de ocuparem 47,6% de toda a superfície agrícola brasileira. Por outro lado, os pequenos estabelecimentos (de até 20 hectares), que correspondem a 64,5% do total, ocupam apenas 5,2% da superfície agrícola.

Tabela 1 – Estrutura fundiária brasileira (2017)

Área total (ha)

Estabelecimentos

Superfície (hectares)

% dos estabelecimentos

% da superfície

De 0 a 20

3.274.343

18.199.765

64,5

5,2

De 20 a 50

855.865

26.661.932

16,9

7,6

De 50 a 200

612.915

56.323.552

12,1

16,0

De 200 a 500

147.083

44.875.314

2,9

12,8

De 500 a 1.000

54.878

38.001.742

1,1

10,8

1.000 e mais

51.203

167.227.510

1,0

47,6

Produtor sem área

77.037

0,0

1,5

0,0

Total

5.073.324

351.289.816

100,0

100,0

Fonte: IBGE (2020), com base no Censo Agropecuário 2017; percentuais recalculados sobre o total de estabelecimentos, incluindo os produtores sem área.

Mudanças no cenário rural brasileiro, como a Revolução Verde e a própria industrialização, porém, não alteraram essa configuração (Krajevski; Teles; Bosquerolli, 2026). Ambos os fenômenos contribuíram para a modernização do setor agropecuário entre as décadas de 1960 e 1980, promovendo o uso de insumos químicos, máquinas e outras tecnologias. Nesse contexto, surgiu o chamado agronegócio, impulsionado pelo crédito rural subsidiado e, depois, adequado às medidas neoliberais dos anos 1990, que resultou na:

  1. a) integração de capitais via formação de complexos agroindustriais;
  2. b) redução do papel da pequena produção, seja como produtora de bens ou como reserva de mão de obra;
  3. c) diminuição da sazonalidade do trabalho temporário, associada à mecanização, substituição de culturas e contratação de mão de obra permanente (Fabrizio et al., 2025, p. 5).

Diante disso, Von Dentz e Lamoso (2026) enfatizam que esse processo — a chamada modernização conservadora, que atualiza a técnica sem alterar a estrutura fundiária — se mostrou profundamente assimétrico, além de trazer prejuízos ambientais. Isso porque seus principais beneficiários foram os estabelecimentos mais capitalizados, que coincidem com os latifúndios exportadores, enquanto as unidades produtivas de menor porte continuaram à margem da modernização agrícola.

Cabe destacar o papel do Estado brasileiro na intensificação da desigualdade entre produtores rurais e regiões: os programas nacionais de financiamento agropecuário, como o Plano Safra, priorizam a concessão de crédito para médios e grandes produtores. Ao passo que o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) recebeu cerca de R$ 468 bilhões na safra 2024/2025, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) obteve apenas R$ 72 bilhões no mesmo intervalo (Schincariol; Vasconcelos; Dutra, 2026).

Em paralelo, os investimentos e a utilização de máquinas agrícolas também se concentram no Centro-Sul do país, como mostra a Tabela 2: o Nordeste reúne 45,8% dos estabelecimentos, mas apenas 6,8% dos tratores, ao passo que Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentram cerca de 88% dos tratores (Fabrizio et al., 2025; Von Dentz; Lamoso, 2026).

Tabela 2 – Comparação entre a quantidade de estabelecimentos agropecuários e de tratores existentes nesses estabelecimentos, de acordo com o Censo Agropecuário 2017

Região

Estabelecimentos agropecuários

Tratores nos estabelecimentos agropecuários

Norte

580.613 (11,4%)

58.436 (4,8%)

Nordeste

2.322.719 (45,8%)

83.866 (6,8%)

Centro-Oeste

347.263 (6,8%)

196.611 (16,0%)

Sudeste

853.314 (16,8%)

373.952 (30,4%)

Sul

969.415 (19,1%)

517.042 (42,0%)

Total

5.073.324 (100%)

1.229.907 (100%)

Fonte: Elaboração própria com base nos dados de Von Dentz e Lamoso (2026)

Por fim, o predomínio do agronegócio sobre a produção familiar não diminui a importância dessa produção para a economia brasileira, uma vez que ela abastece o mercado interno, contribui para a segurança alimentar e diversifica as culturas. Dessa forma, políticas públicas, bem como iniciativas locais, são essenciais para ampliar a atuação desses pequenos produtores, garantindo acesso a terra e crédito, assistência técnica e comercialização de suas mercadorias em um país em que predomina a agroindústria (Fabrizio et al., 2025; Sá, 2026).

A cooperação entre o MST e instituições chinesas: construção, resultados e perspectivas

A cooperação entre o MST e instituições chinesas deve ser compreendida como um processo de institucionalização progressiva, e não como uma iniciativa isolada de transferência de máquinas. O MST mantém, desde março de 2020, um grupo de articulação com a China voltado à construção de vínculos entre agricultura familiar, reforma agrária e agroecologia no Brasil e experiências chinesas de desenvolvimento e revitalização rural. Ao longo dos anos seguintes, essa articulação estabeleceu relações com universidades, cooperativas, empresas e comunidades chinesas, configurando o que o próprio movimento e seus interlocutores descrevem como uma forma de “diplomacia popular” e de cooperação entre países e organizações do Sul Global (Nataraj, 2025).

Um marco importante dessa institucionalização ocorreu em setembro de 2022, com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste), a Associação Internacional para a Cooperação Popular (Baobab), o Instituto Cinturão e Rota de Inovação de Equipamentos Agrícolas e Agricultura Inteligente, ligado à Universidade Agrícola da China (UAC), e a Associação de Fabricantes de Máquinas Agrícolas da China. O acordo criou uma base institucional para o intercâmbio tecnológico e para a introdução, o teste e a adaptação de máquinas chinesas destinadas à agricultura familiar brasileira. Esse arranjo opera como uma cooperação descentralizada: o MST participa por meio da articulação da Baobab e, posteriormente, a parceria passou a se conectar aos acordos mais amplos celebrados entre os governos brasileiro e chinês para a agricultura familiar e a mecanização (Fabrizio et al., 2025).

Em 2023, a cooperação materializou-se: foi anunciada, em novembro, a chegada de cerca de 30 máquinas chinesas (entre microtratores, roçadeiras, semeadeiras e plantadeiras) destinadas a áreas de agricultura familiar no Ceará, no Maranhão, na Paraíba e no Rio Grande do Norte, incluindo assentamentos do MST. Apodi (RN) foi escolhida para receber uma unidade demonstrativa para testar o maquinário em condições produtivas nordestinas. No mesmo período, o MST, a UAC e a Universidade de Brasília (UnB) avançaram na criação do Centro Brasil-China de Pesquisa, Desenvolvimento e Promoção de Tecnologia para Agricultura Familiar, ampliando a parceria para além da aquisição de equipamentos e incorporando pesquisa, formação, bioinsumos e adaptação tecnológica (Ramos, 2023a; Ramos, 2023b).

Essa trajetória ajuda a explicar por que a mecanização se tornou o eixo mais visível da parceria, pois a cooperação procura responder a uma lacuna histórica da agricultura familiar brasileira: a baixa disponibilidade de máquinas adequadas a propriedades pequenas e a sistemas produtivos diversificados. Almeida (2025) argumenta que a experiência chinesa é particularmente relevante porque o país desenvolveu uma indústria de máquinas de pequeno e médio porte associada à modernização da agricultura camponesa, enquanto a indústria agrícola brasileira se estruturou prioritariamente em torno das necessidades do agronegócio de grande escala. Nesse sentido, para o MST, a importação inicial de máquinas funciona sobretudo como etapa de experimentação, adaptação e construção de capacidade tecnológica para a Reforma Agrária Popular (Almeida, 2025).

Os resultados divulgados em 2026 mostram a passagem da fase experimental para uma cooperação de maior continuidade. Segundo a Xinhua, até abril daquele ano cinco grupos de estudantes chineses haviam trabalhado no Brasil, 15 sessões de treinamento técnico haviam sido realizadas e quase duas mil famílias tinham sido beneficiadas. Ao todo, 62 máquinas de pequeno e médio porte haviam chegado às áreas agrícolas. Segundo a reportagem, em Apodi, a mecanização teria elevado em seis a sete vezes a eficiência na produção de alface e coentro e quase dobrado a renda dos agricultores; no Ceará, o plantio de precisão de milho teria reduzido em 50% o uso de sementes e aumentado a produtividade em 40%. Quanto ao futuro da parceria, pesquisadores chineses afirmaram que o objetivo para os próximos anos é construir sistemas técnicos, modelos produtivos e padrões operacionais especificamente adequados à agricultura familiar brasileira, além de ampliar o intercâmbio de estudantes (Xinhua, 2026).

A estratégia também começou a avançar da importação para a produção local. Em novembro de 2025, a estatal chinesa China National Machinery Industry Corporation (Sinomach) e o MST assinaram um acordo para construir no Brasil uma fábrica de montagem de tratores, com capacidade projetada de cinco mil unidades anuais. A mudança é significativa porque aponta para uma cooperação que pretende abranger a cadeia produtiva da mecanização, incluindo montagem local, assistência técnica, formação e adaptação dos equipamentos, em vez de se restringir à compra de máquinas prontas. Essa perspectiva já aparecia nas iniciativas do MST de instalar fábricas de equipamentos chineses no país como forma de reduzir custos, gerar empregos e ampliar o acesso da agricultura familiar à mecanização (Xinhua, 2026; Fórum de Macau, 2025).

Outro eixo em expansão é o de bioinsumos e agroecologia: em março de 2025, o MST anunciou a instalação, em Nova Santa Rita (RS), de uma fábrica de fertilizante orgânico com tecnologia chinesa, inicialmente direcionada à cadeia do arroz agroecológico. Resultado de articulações construídas em intercâmbios na China, o projeto prevê transferência de tecnologia e capacitação de organizações populares para operar a fábrica. Paralelamente, o movimento passou a discutir com a UAC uma tecnologia de tratamento de resíduos orgânicos capaz de acelerar a compostagem e gerar biofertilizantes. A articulação entre mecanização e bioinsumos é central para a estratégia do MST porque procura associar modernização tecnológica à produção de alimentos e à agroecologia, e não simplesmente reproduzir o padrão tecnológico da agricultura intensiva em insumos químicos (Fórum de Macau, 2025; Nataraj, 2025).

A dimensão mais recente da cooperação é a digitalização. Um exemplo é o Laboratório de Agroecologia Familiar Digital, desenvolvido pelo MST em parceria com a UnB, a UAC e a Baobab e integrado ao Centro Brasil-China. O laboratório utiliza uma plataforma da Sinomach Digital que conecta sensores de temperatura, de umidade do solo e de presença de pragas a sistemas de monitoramento de máquinas. Em julho de 2026, o laboratório foi escolhido pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China como um dos dez casos apresentados na iniciativa “IA da China em Benefício do Mundo (2026)”. Para o MST, a relevância do projeto está em deslocar ferramentas de agricultura digital, normalmente concentradas no agronegócio de maior escala, para cooperativas e experiências de agricultura familiar e agroecológica (MST, 2026).

Considerações finais

As perspectivas da cooperação, portanto, apontam para um modelo amplo que combina mecanização, produção local de equipamentos, bioinsumos, pesquisa, formação e agricultura digital. Fabrizio et al. (2025) interpretam essa aproximação no marco da cooperação Sul-Sul e destacam seu potencial para fortalecer a soberania alimentar, a inclusão produtiva e a agroecologia, desde que a transferência tecnológica seja territorialmente adaptada e não comprometa a autonomia política e produtiva dos sujeitos do campo. Essa ressalva é importante: o êxito da parceria não depende apenas do volume de tecnologia transferida, mas da capacidade de agricultores e cooperativas se apropriarem do conhecimento, participarem das adaptações e desenvolverem capacidades próprias (Fabrizio et al., 2025).

Nesse aspecto, a experiência chinesa de reconstrução rural oferece uma referência útil, mas não um modelo a ser simplesmente reproduzido. Tsui et al. (2017) mostram que a resiliência rural depende da combinação entre políticas e investimentos “de cima” e processos “de baixo”, baseados em auto-organização, participação popular, reciprocidade, cooperativismo e práticas ecológicas. Aplicada à cooperação MST-China, essa perspectiva sugere que o caráter estratégico da cooperação estará justamente na possibilidade de converter o intercâmbio internacional em capacidade tecnológica local e em fortalecimento das organizações camponesas. Se essa direção for mantida, a parceria poderá deixar de ser apenas uma experiência de importação de tecnologia chinesa e consolidar-se como um processo de coprodução e adaptação tecnológica orientado às necessidades da agricultura familiar brasileira (Tsui et al., 2017).

Referências

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