A diversificação do endividamento externo e o papel dos Panda Bonds

O endividamento externo tem sido, historicamente, uma questão de grande relevância econômica para diversos países em desenvolvimento, com o dólar estadunidense ocupando um espaço de centralidade como moeda utilizada na emissão de títulos no sistema financeiro internacional. Mais recentemente, outros atores têm apresentado instrumentos que podem diversificar essas dívidas, com destaque para a China
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O Multilateralismo em Reconfiguração: A reformulação da economia internacional e a diversificação das estratégias comerciais de Brasil e União Europeia

Embora a crise do multilateralismo contemporâneo seja frequentemente vista como uma mera falha institucional ou um reflexo da “globalização complexa”, suas raízes são mais profundas. Elas são também o resultado das transformações que, ao longo de décadas, remodelaram o padrão de produção e dos fluxos do comércio global — um movimento impulsionado, em sua origem, pela própria expansão monopolista dos Estados Unidos. Continuar lendo O Multilateralismo em Reconfiguração: A reformulação da economia internacional e a diversificação das estratégias comerciais de Brasil e União Europeia

Esporte e Relações Internacionais: a Copa do Mundo de 2026 como palco de disputas geopolíticas 

Muito além das quatro linhas, a Copa do Mundo de 2026 evidencia como o esporte permanece profundamente entrelaçado às disputas geopolíticas. Restrições migratórias, rivalidades diplomáticas e estratégias de poder transformam o torneio em um espaço privilegiado para compreender as relações internacionais contemporâneas.
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A fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos

Em 17 de junho de 2026, depois de 38 dias de guerra aberta entre Estados Unidos e Irã, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, firmaram o chamado Memorando de Entendimento de Islamabad. O documento de 14 pontos pretendia encerrar a Operação Epic Fury e fixou um prazo de 60 dias para a negociação de um acordo final. Em troca de reabrir o Estreito de Ormuz, que o Irã havia fechado durante o conflito, Teerã obteve o fim do bloqueio naval, a suspensão de sanções, a liberação de ativos congelados, a promessa de um fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares e a preservação de seu programa de enriquecimento de urânio. Em Washington, o memorando foi apresentado como o fim de uma guerra (provocada por eles mesmos), enquanto em Teerã foi comemorado como uma vitória. Continuar lendo A fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos

Retorno ao Passado ou Continuação? A Nova Era Militar do Japão

A remilitarização do Japão acende um dos maiores alertas internacionais desde a Segunda Guerra Mundial, sinalizando que o “pacifismo” previsto no Artigo 9 da Constituição vem sendo diluído. Diante da expansão militar da China e da Coreia do Norte, observa-se uma mudança na doutrina de adaptação defensiva para uma doutrina de dissuasão ativa. Esse cenário aumenta as tensões regionais e gera posicionamentos até mesmo em países distantes da Ásia, como é o caso do Brasil. Continuar lendo Retorno ao Passado ou Continuação? A Nova Era Militar do Japão

Irã, África e reconfigurações geopolíticas contemporâneas: conflito, reposicionamento estratégico e perspectivas futuras

Mesmo que distantes geograficamente, o continente africano vem sentindo os efeitos concretos do conflito entre Irã e Israel. Em fevereiro de 2026, os Estados Unidos, junto a Israel, iniciaram ofensivas em larga escala contra o território iraniano. Os ataques aéreos coordenados visavam atingir pontos estratégicos, como a infraestrutura militar de mísseis iranianos, instalações nucleares e de liderança iranianas. Este conflito demonstra ser uma escalada de tensões derivadas dos impasses do programa nuclear iraniano, iniciado com a Guerra dos Doze Dias, em 2025. Diante de um sistema internacional interdependente, os efeitos do conflito armado podem ser sentidos em todo o globo, em especial no continente africano, com sua relação ao Irã, exigindo uma resposta que avalie os custos e riscos deste choque geopolítico.
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111 dias de bloqueio do Estreito de Ormuz: o que mudou?

Mesmo que distantes geograficamente, o continente africano vem sentindo os efeitos concretos do conflito entre Irã e Israel. Em fevereiro de 2026, os Estados Unidos, junto a Israel, iniciaram ofensivas em larga escala contra o território iraniano. Os ataques aéreos coordenados visavam atingir pontos estratégicos, como a infraestrutura militar de mísseis iranianos, instalações nucleares e de liderança iranianas. Este conflito demonstra ser uma escalada de tensões derivadas dos impasses do programa nuclear iraniano, iniciado com a Guerra dos Doze Dias, em 2025. Diante de um sistema internacional interdependente, os efeitos do conflito armado podem ser sentidos em todo o globo, em especial no continente africano, com sua relação ao Irã, exigindo uma resposta que avalie os custos e riscos deste choque geopolítico.

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Por que a guerra (again)? Contribuições da psicanálise para a compreensão de um “mundo em carne viva”

A intensificação de conflitos internacionais, nos últimos anos, evidencia a impotência da ONU como instrumento garantidor da paz no mundo, a possibilidade de emergência de uma nova guerra mundial e a tendência do ser humano à violência e destruição. A fim de ampliar a compreensão sobre esta perigosa conjuntura, que Celso Amorim descreve como um “mundo em carne viva” (2026). Continuar lendo Por que a guerra (again)? Contribuições da psicanálise para a compreensão de um “mundo em carne viva”