Ano VII, nº 130, 30 de julho de 2026
Por Ana Carolina da Rosa Tozzini, Clara Parra Dias, Joyce Neves Couto, Martha Gaudencio da Silva, Pedro Guilherme Echila Rocha, Rafael Antonio Novaes Bevilacqua e Joshua Alves de Oliveira (Imagem: Flickr/The White House)
A nova guinada à direita na América Latina não se explica apenas pelas urnas. O avanço conservador revela uma ofensiva geopolítica dos Estados Unidos para recuperar sua hegemonia regional, conter a influência chinesa e influenciar os rumos das eleições brasileiras de 2026. Afinal, o que está em disputa: governos ou a própria autonomia do continente?
Ponto de Partida
A América Latina vem sendo atravessada nos últimos anos por processos eleitorais que culminaram com a vitória de partidos de direita e de extrema-direita. Até aqui são 12 governos articulados com os Estados Unidos, o que inclui a Venezuela, que teve seu presidente Nicolás Maduro sequestrado por forças de segurança a mando da Casa Branca.
Na terça-feira, 11 de agosto, o Departamento de Estado publicou um vídeo tratando a América Latina como seu quintal. Além de enaltecer a Doutrina Monroe, é exibida uma intervenção do presidente Donald Trump, na qual ele afirma: “Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”.
O panorama contrasta com a situação de duas décadas atrás, quando os países do continente elegeram uma dezena de governos progressistas, num movimento batizado de “onda rosa” pelo jornalista Larry Rohter. Entre outros, foram eleitos Hugo Chávez na Venezuela, Lula no Brasil, Tabaré Vazquez no Uruguai, Evo Morales na Bolívia, Fernando Lugo no Paraguai e Nestor Kirchner na Argentina.
A partir de 2015, no entanto, a região foi marcada por uma reação conservadora: o Brasil enfrentou o golpe de 2016, que empossou Michel Temer na presidência; a Argentina foi governada por Mauricio Macri e Iván Duque assumiu o governo da Colômbia. Apesar de tudo, ainda não era a extrema-direita no poder, onda inaugurada pelos governos Jair Bolsonaro no Brasil e Nayeb Bukele em El Salvador. Em meados de 2020 a maré já voltava a ser marcada pelo retorno de Lula no Brasil e pelos governos de Alberto Fernández na Argentina, Gustavo Petro na Colômbia e Gabriel Boric no Chile. A partir de 2025, impulsionada pela chegada de Javier Milei – que se aproveitou de sérias inconsistências do governo Fernández na Argentina – e pelo novo mandato de Donald Trump, a extrema-direita passou a obter vitórias em praticamente todos as eleições realizadas desde então e ameaçando a reeleição de Lula. Este artigo busca investigar as razões da mudança e o papel central dos Estados Unidos nesta movimentação.
Os novos governantes, por país
Na Bolívia, Rodrigo Paz foi eleito em outubro de 2025 e tomou posse em novembro do mesmo ano, encerrando um ciclo de governos de centroesquerda. Seu slogan de era “capitalismo para todos”, focado na promoção do setor privado e no crescimento econômico. Defende o congelamento de contratações para o setor público e a abertura do mercado para a livre importação de combustíveis com a diminuição de subsídios para este insumo. Na Colômbia e na Costa Rica, Aberlado de la Espriella e Laura Fernández, respectivamente, adotam a diretriz trumpista de considerar os cartéis de drogas como narcoterroristas, o que implica aumento desmedido da repressão policial e suspensão de garantias constitucionais no combate ao crime organizado.
O Paraguais elegeu Santiago Peña, em 2023, a partir de um discurso nacionalista de “Paraguay gigante” e de fortalecimento das forças armadas, congelamento de contratações e desacelarações de gastos sociais. No Panamá, José Raúl Mulino chegou ao governo em 2024 e busca reforçar o alinhamento de seu país com o Estados Unidos. Isso ficou evidente com o apoio panamenho à agenda de mobilização de forças militares estadunidenses no Mar do Caribe em 2025 e com a repressão intensa ao movimento de migração em suas fronteiras.
Em El Salvador, Nayib Bukele, que assumiu o governo pela primeira vez em 2019, foi reeleito em 2024. A própria volta foi controversa, uma vez que a Constituição do país proíbe postulações consecutivas. Na sequência, o Congresso, em sua maioria do mesmo partido do presidente, o Novas Ideias, aprovou reeleições por tempo indeterminado, eliminou a existência de 2º turno eleitoral e estendeu o tempo de mandato de cinco para seis anos. O governo de Bukele tem sido caracterizado por políticas de segurança pública marcadas por violações de direitos humanos, como a realização de prisões sem mandado.
Na Argentina, Javier Milei tenta se colocar como ao principal porta voz da extrema-direita no continente. Eleito em 2023, o presidente aplicou medidas de austeridade que têm resultado no aumento da pobreza da população. Recentemente, tentou emplacar um projeto que permitia a venda de terras do país a países estrangeiras, só tendo recuado por falta de apoio. Além de ser aliado declarado dos Estados Unidos e de Israel, Milei tem proferido uma série de ataques à Lula e instituições democráticas do Brasil, afetando as relações bi-laterais.
No Peru, após eleições acirradas, Keiko Fujimori chega na frente por uma diferença de 561 votos, após três tentativas frustradas. Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, Keiko também usa a bandeira do combate à criminalidade como proposta principal. Em sua posse, a nova presidente já anunciou que as Forças Armadas irão liderar a segurança em estados com maiores índices de criminalidade. Na mesma esteira estão a República Dominicana, que em 2025 elegeu Nasry Asfura, com apoio de Donald Trump. Em Honduras, Luis Abinader governa desde 2024.
A internacional da extrema-direita
Um dos momentos simbólicos dessa nova onda foi o lançamento na Flórida da coalizão “Escudo das Américas”, patrocinada pelos Estados Unidos em março de 2026. Estiveram presentes os presidentes de 12 países da América Latina: El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A iniciativa foi criada sob o pretexto de ser um combate ao tráfico de drogas: “Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”, disse Donald Trump, conforme notícia da Agência Brasil.
A vitória de Donald Trump nas eleições de 2024 é um ponto de inflexão na condução da política externa estadunidense (Contrera; Gregorio, 2025). O rompimento com a tradição liberal e institucionalista, caracterizada pela defesa dos regimes internacionais e seus instrumentos, normas e princípios que regem a cooperação entre atores estatais (Keohane, 1984) refletem esse novo comportamento. As relações internacionais norte-americana durante o período foram marcadas pela coerção tarifária, deportações de imigrantes, rivalidade sino-americana, retração do multilateralismo e interferência na América Latina.
O continente latino-americano apresenta-se como uma das arenas centrais da política externa estadunidense, podendo ser analisada como a aplicação e reinterpretação da Doutrina Monroe, de 1823, como a Doutrina Donroe. Essa diretriz é definida como um instrumento ideológico do excepcionalismo da Casa Branca, estruturando-se em torno de três eixos centrais: a defesa contra interferência extracontinental; a crença na superioridade civilizatória e política dos Estados Unidos; e a percepção da fragilidade institucional dos países latino-americanos. Tais características sustentam a crença, por parte de Washington, de sua legitimidade para exercer tutela sobre a América Latina em aspectos políticos, econômicos e de segurança.
Nesse contexto, a interferência é baseada no lema “Make America Great Again” (MAGA), e está vinculada aos interesses na região que podem ser atendidos por meio da eleição de governos de extrema-direita. A presença de Marco Rubio à frente do Departamento do Estado representa diretriz do alinhamento ideológico continental. A estratégia de forçar alinhamentos compõe o offensive realism (Mearsheimer, 2001), baseada em ações que possam garantir a manutenção hegemonia sobre a América Latina com o intuito de conter a influência chinesa. Isso é exemplificado pela fala do secretário de Estado, ao relatar que o continente está cheio de aliados dos EUA, com exceção de certos países como o Brasil.
A expansão econômica da China sobre a América Latina se dá nos setores de comércio, acesso a mercados, investimentos em infraestrutura e no interesse em minerais críticos. No caso brasileiro, o crescimento comercial com o país foi de 19,7% no primeiro semestre de 2026. O dado contraste com a queda de 12,2% nas trocas com os Estados Unidos. Em reação a esse contexto, Washington tem adotado uma abordagem ofensiva para minar a credibilidade pública de governos contrários ao seus interesses, através da aplicação de tarifas de 25% e sobretaxas de 12,5% contra o Brasil, além de ofensivas contra a lisura das eleições na região.
A interferência dos Estados Unidos representa a erosão do multilateralismo e a ascensão de regimes extremistas de direita que redefinem as bases da ordem internacional liberal (Contrera; Gregorio, 2025).Em função disso, tornou-se como regra a intervenção pública dos EUA, conforme visto no apoio direto de Donald Trump a governos aliados, como a nova administração colombiana. O presidente estadunidense afirmou que a vitória de De la Espriella seria fundamental para o futuro do país e sua relação com os Estados Unidos. Também a vitória da Keiko Fujimori representou para os EUA a chegada de uma aliada preferencial em questões econômicas e de segurança (Rebaza, 2026).
O avanço da extrema-direita na América Latina busca agora eleger um governo aliado no Brasil. No maior país da América Latina, o avanço do extremismo ganhou força principalmente com a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, consolidada pelas eleições de aliados no Congresso e na esfera estadual.
O que corre nas veias do Brasil?
No ano de 2026, o número de brasileiros aptos a votar alcança 158,7 milhões, apresentando um crescimento de 1,4% em relação às eleições de 2022. Uma pesquisa do Datafolha aponta que 44% dos eleitores se identificam com a direita, enquanto 39% preferem a esquerda e 17% o centro. Com Jair Bolsonaro inelegível, a direita precisou se reorganizar sem seu principal representante e encontrar outros candidatos para não perder suas bases. O conservadorismo se fragmentou entre quatro nomes principais: Flávio Bolsonaro (PL), que tem o sobrenome como principal ativo, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). O progressismo e várias vertentes de esquerda confluem para Lula (PT). A reorganização conservadora mostra como a direita consegue se sustentar mesmo sem contar com sua liderança original. Conta pontos para isso o apoio internacional do trumpismo e seus seguidores pelo continente.
O eleitorado brasileiro é um dos maiores e regionalmente mais diversos do mundo. Com cerca de 159 milhões de votantes cadastrados, o contingente mapeado para as Eleições de 2026 inclui uma maioria feminina (53%) e no coletivo destacaram-se pardos (51,76%) em relação a brancos (35,7%), pretos (10,95%), indígenas (0,88%) e amarelos (0,7%). Sob o recorte de escolaridade, sobressaem-se cidadãos de ensino médio completo (27,9%), ensino fundamental incompleto (21,17%), ensino médio incompleto (18,21%), superior completo (11,36%). Além de outras categorias (22,37%). Sob a perspectiva regional, houve aumentos absolutos do público eleitor em ordem decrescente no Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul, enquanto o Sudeste, mesmo que persista com a maior fração do eleitorado nacional (41,78%), foi a única região com redução percentual.
Neste mês, iniciam-se os debates entre governadores em cada estado, etapa que antecede os confrontos entre os postulantes à Presidência da República. À medida que as pesquisas ganham tração, a disputa pelos cargos tende a evidenciar convergências e divergências pragmáticas, além de influenciar os rumos dos investimentos públicos nos quatro anos dos próximos mandatos. Cabe aqui observar o comportamento de alguns dos estados em relação aos seus governadores. São eles São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná, que concentram os cinco maiores eleitorados do país, totalizando 52% dos votos totais.
A princípio, tem-se no maior dos colégios a disputa entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), cujas intenções de voto registradas no último Datafolha são, respectivamente, 51% e 34%, além de serem acompanhadas pelos índices de rejeição de 27% e 48%. Há, dentre os dados, uma vantagem do republicano em um eventual segundo turno. Apesar de existir rejeição a candidatos apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, a direita persiste mais forte em São Paulo do que o progressismo, impactada pela oposição ao governo Lula.
O governo de Minas Gerais, por sua vez, teve uma competição marcada por reviravoltas e fragmentação, com 11 chapas no tabuleiro. O Rio de Janeiro, em levantamento do Genial/Quaest, revelou 38% a Eduardo Paes (PSD), cuja candidatura se destaca por reunir várias alianças e apoio à reeleição do atual presidente, contra 10% de Anthony Garotinho (Republicanos), em adição a outro dado que o favorece em um segundo turno. Na Bahia, o instituto Paraná Pesquisas apresentou estatísticas de 48,9% para ACM Neto (União Brasil) e 38,7% a Jerônimo Rodrigues (PT), com vitória ao primeiro caso haja um segundo turno. Por fim, tem-se o Paraná, onde a Quaest indica Sergio Moro (PL) como maior opção, com 39%, em relação a Requião Filho (PDT), 18%, Rafael Greca (MDB), 12%, ou outros.
Em conjunto, esses quadros revelam contradições internas inerentes ao processo político. Apesar de exemplificadas com apenas alguns dos estados, pode-se observar o padrão de uma direita em ascensão que se repete em relação aos demais países da América Latina, coexistindo com oposições consolidadas e parcelas expressivas de eleitores indecisos. Essa dinâmica, por vezes em assimetria com as projeções em âmbito nacional, exige acompanhamento atento dos desdobramentos eleitorais para compreender os rumos da política nos próximos anos.
Considerações finais
Em 1971 o consagrado autor Eduardo Galeano publicou As veias abertas da América Latina. Na obra, o continente é retratado como uma região que sempre fora saqueada a fim de prover riquezas às grandes potências, limitando suas possibilidades de desenvolvimento. Mais de meio século depois, vivenciamos dinâmica parecida. Ainda que com características diferentes, essa dominação sobre o território persiste, de modo que sua autonomia segue sendo drenada por quem possui mais poder na ordem internacional: a nova onda conservadora que atravessa a América Latina em 2026 mostra-se como um projeto político encabeçado pelos Estados Unidos.
Sob o pretexto de combater o crime organizado e o narcotráfico, problemas persistentes e estruturais na região, lançaram-se candidatos de direita e nasceu o “Escudo das Américas” em mais uma ofensiva norteamericana. No entanto, a geopolítica mostra outra coisa: o objetivo real dessa estratégia é de realizar um alinhamento ideológico na região para isolar os governos mais independentes, buscando conter a expansão do financiamento chinês em infraestrutura na América Latina, mesmo que isso custe a democracia desses países. Manter a hegemonia é o mais importante.
Dentro desse plano de governo estadunidense, o Brasil é o maior obstáculo ao controle total da região, dada a sua importância política, territorial e econômica. O país tem estado em situação de atrito com os EUA em episódios recentes, como com a imposição de sanções tarifárias, apoiadas pela família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 9 de agosto, representantes dos EUA declararam que respeitarão o resultado das urnas no Brasil. No entanto, essa declaração mostra-se contraposta ao histórico aqui analisado. O próximo artigo do GT da América Latina irá explorar mais a fundo essa interferência externa nas eleições brasileiras. Enquanto isso, fica o questionamento: se já houve episódios assim anteriormente, qual a garantia de que não haverá uma interferência direta ou indireta nas eleições do maior país da América do Sul?
Em conclusão, o resultado das eleições de 2026 irá definir não apenas os rumos do país, mas de toda a região. A disputa não se limitará à alternância de poder e projetos de governo, mas expressa visões diferentes de inserção internacional: de um lado, a subordinação aos Estados Unidos; e do outro, a preservação da autonomia e da soberania nacional nas relações internacionais.
Referências
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REDAÇÃO G1. Keiko Fujimori toma posse como nova presidente do Peru com discurso de combate a criminalidade e às mudanças climáticas. G1, 2026. Disponível em: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/28/keiko-fujimori-toma-posse-como-nova-presidente-do-peru.ghtml>. Acesso em: 11 aug. 2026.
REDAÇÃO G1. O que é o “modelo El Salvador”, citado e elogiado por candidatos de direita no Brasil. G1, 2026. Disponível em: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/10/o-que-e-o-modelo-el-salvador-citado-por-candidatos-de-direita-no-brasil.ghtml>. Acesso em: 11 aug. 2026.
REDAÇÃO. Para historiador, tanto Maduro como o Estado venezuelano seguem sequestrados. Brasil de Fato, Caracas, 05 ago. 2026. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/08/05/historiador-alerta-para-vulnerabilidade-militar-da-america-do-sul-frente-aos-eua/. Acesso em: 10 ago. 2026.
RUBIO diz que América Latina é cheia de amigos e aliados dos EUA, mas deixa Brasil de fora. G1, Rio de Janeiro, 02 jun. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/02/rubio-diz-que-america-latina-e-cheia-de-amigos-e-aliados-dos-eua-mas-deixa-brasil-de-fora.ghtml. Acesso em: 07 ago. 2026.
SETE gráficos para entender as relações EUA-América Latina. Deutsche Welle, Bonn, 12 dez. 2025. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/sete-gr%C3%A1ficos-para-entender-as-rela%C3%A7%C3%B5es-euaam%C3%A9rica-latina/a-75126474. Acesso em: 06 ago. 2026.
TAVARES, Vitor. Brasil em crise com EUA e Argentina: os ônus e bônus eleitorais para Flávio Bolsonaro e Lula. BBC News Brasil, 6 ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2gvd1nzrvo. Acesso em: 10 ago. 2026.
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. Perfil do Eleitorado Mensal. Brasília, DF: TSE, 2026. Disponível em: https://sig.tse.jus.br/ords/dwapr/r/seai/sig-eleitor-eleitorado-mensal/perfil-do-eleitorado-mensal?session=107859263788150. Acesso em: 10 ago. 2026.
VEJA. As promessas de Espriella durante posse como presidente da Colômbia. Veja, 2026. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/mundo/as-promessas-de-espriella-durante-posse-como-presidente-da-colombia>. Acesso em: 11 aug. 2026.
