Nota Pública – OPEB

O Observatório da Política Externa e Inserção Internacional do Brasil (OPEB) se solidariza com a Embaixadora Vanessa Dolce de Faria, Alta Representante para temas de Gênero do Itamaraty, diante da violenta intimidação sofrida recentemente através de post do ex-Deputado Federal, cassado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Diplomatas altamente qualificadas, profissionais e comprometidas com o Brasil – a exemplo da embaixadora Faria – são fundamentais na construção de … Continuar lendo Nota Pública – OPEB

PEB NAS URNAS 2026: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT)

O programa de governo de Lula apresenta a soberania nacional como eixo de sua política externa, articulando defesa, integração regional, multilateralismo, soberania digital e liderança climática. Entre a promessa de reposicionar o Brasil no mundo e as contradições entre desenvolvimento, transição energética e capacidade de implementação, o plano reafirma tradições diplomáticas conhecidas, mas deixa em aberto os meios para transformá-las em estratégia internacional efetiva. Continuar lendo PEB NAS URNAS 2026: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT)

PEB NAS URNAS – ROMEU ZEMA (NOVO)

O plano de Romeu Zema subordina a inserção internacional do Brasil à abertura econômica, à aproximação com os Estados Unidos e ao endurecimento da agenda de segurança. Embora reivindique pragmatismo e autonomia, suas propostas podem reduzir a capacidade brasileira de diversificar parcerias, fortalecer a integração regional e responder soberanamente às disputas internacionais.
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PEB NAS URNAS 2026: CLARIANA BARÃO (Democracia Cristã)

Clariana Barão apresenta um plano de governo que reduz a inserção internacional do Brasil à securitização das fronteiras e ao combate ao crime organizado transnacional. Embora o documento mencione o compartilhamento de informações, o uso de tecnologias de vigilância e a cooperação com países fronteiriços, a política externa aparece de forma residual, sem diretrizes para temas como relações com Estados Unidos, China e União Europeia, BRICS, mudanças climáticas, energia, comércio internacional e conflitos contemporâneos. O resultado é um programa que enuncia uma agenda de controle fronteiriço, mas não formula uma estratégia abrangente para a atuação do Brasil no sistema internacional Continuar lendo PEB NAS URNAS 2026: CLARIANA BARÃO (Democracia Cristã)

PEB nas Urnas: Wilson Grassi (Democrata) 

Entre oportunidades comerciais e lacunas estratégicas, que projeto de Brasil emerge da PEB de Wilson Grassi? O plano de governo reduz a política externa a uma agenda essencialmente comercial, centrada em reciprocidade, abertura de mercados e defesa dos interesses exportadores brasileiros. A proposta combina pragmatismo e alguns elementos desenvolvimentistas, mas deixa em segundo plano temas estratégicos da inserção internacional contemporânea.
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PEB nas Urnas 2026: Rui Costa Pimenta (PCO)

A soberania nacional aparece como eixo de uma plataforma que conecta política externa, controle dos recursos estratégicos e defesa dos direitos dos trabalhadores. Ao confrontar privatizações, dependência financeira e ingerência externa, o PCO amplia o debate sobre os limites da autonomia brasileira diante das estruturas econômicas internacionais. O ponto decisivo está nos meios: transformar soberania política em capacidade tecnológica, produtiva e diplomática exige enfrentar as cadeias globais de valor e construir instrumentos concretos de inserção internacional.
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PEB NAS URNAS: EDMILSON COSTA (PCB)

O programa de Edmilson Costa propõe uma inflexão radical na Política Externa Brasileira: soberania, socialismo e internacionalismo de classe passam a orientar a inserção do país no sistema internacional. Ao rejeitar o universalismo pragmático e questionar estruturas do multilateralismo vigente, o PCB coloca o enfrentamento ao imperialismo no centro de sua estratégia externa. A ruptura, porém, também revela um dilema: como formular uma política internacional capaz de responder à complexidade do mundo atual sem reproduzir as lentes da Guerra Fria?
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PEB NAS URNAS 2026: AUGUSTO CURY (AVANTE)

Entre o discurso da “terceira via” e a promessa de um Brasil mais integrado ao mercado global, o programa de Augusto Cury aposta na diplomacia como vitrine para exportações, investimentos e recursos estratégicos. A proposta de modernização do Itamaraty levanta uma questão central: até onde a abertura ao capital estrangeiro pode avançar sem transformar soberania em mercadoria? Entre promoção comercial, exploração de riquezas e cooperação humanitária, o desafio é conciliar inserção internacional, desenvolvimento e autonomia nacional.
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PEB NAS URNAS 2026: HERTZ DIAS (PSTU)

Entre a ruptura com a dependência e os limites da diplomacia, o programa de Hertz Dias recoloca a soberania econômica no centro da política externa brasileira. Ao confrontar imperialismo, privatização e dependência tecnológica, a proposta desloca o debate: quem controla a riqueza brasileira e para quem ela serve? Mas a ruptura econômica exige também uma estratégia internacional capaz de enfrentar o isolamento e construir novas formas de cooperação e autonomia.
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