111 dias de bloqueio do Estreito de Ormuz: o que mudou?

Mesmo que distantes geograficamente, o continente africano vem sentindo os efeitos concretos do conflito entre Irã e Israel. Em fevereiro de 2026, os Estados Unidos, junto a Israel, iniciaram ofensivas em larga escala contra o território iraniano. Os ataques aéreos coordenados visavam atingir pontos estratégicos, como a infraestrutura militar de mísseis iranianos, instalações nucleares e de liderança iranianas. Este conflito demonstra ser uma escalada de tensões derivadas dos impasses do programa nuclear iraniano, iniciado com a Guerra dos Doze Dias, em 2025. Diante de um sistema internacional interdependente, os efeitos do conflito armado podem ser sentidos em todo o globo, em especial no continente africano, com sua relação ao Irã, exigindo uma resposta que avalie os custos e riscos deste choque geopolítico.

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Datacenters e energia na América Latina

A expansão acelerada dos datacenters, impulsionada pela digitalização e pela inteligência artificial, eleva significativamente a demanda por energia e recursos naturais. Embora a transição energética avance com a ampliação das fontes renováveis, o crescimento do consumo elétrico e da infraestrutura digital impõem novos desafios à sustentabilidade.
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A guerra de EUA e Israel ao Irã e os impactos na economia política internacional da energia

Os impactos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã vêm tendo efeitos cumulativos na produção e no fornecimento de petróleo, gás e seus derivados.Em análises anteriores, discutimos o uso das Reservas Estratégicas e os impactos do bloqueio do Estreito de Ormuz. No atual contexto, observa-se uma combinação de choques de oferta e respostas ce política energética para lidar com uma nova fase de instabilidade prolongada.
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A crise de Ormuz e os desafios da política energética brasileira 

Mesmo sendo um grande produtor e exportador de petróleo, o Brasil não está imune aos choques externos. A dependência de preços internacionais, a necessidade de importação de derivados e insumos fazem com que o país seja também afetado pela crise energética provocada pela guerra dos EUA e Israel contra Irã.

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O desafio de estocar energia renovável gera novos riscos e oportunidades 

O avanço das energias renováveis está estreitamente ligado a formas eficazes de armazenamento. Sem um sistema de armazenamento apropriado, parte significativa da energia gerada é desperdiçada. É preciso, então, desenvolver formas adequadas para guardá-la, formando estoques de energia renovável a fim de permitir o seu máximo aproveitamento e contribuir para a estabilidade da rede elétrica, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e diminuindo custos operacionais. Esse artigo aborda a complexidade desse desafio ao tratar das três rotas existentes: baterias estacionárias, bombeamento hidrelétrico e hidrogênio verde. Continuar lendo O desafio de estocar energia renovável gera novos riscos e oportunidades 

Reservas estratégicas de petróleo aliviam o impacto da guerra no Irã, mas não muito

As reservas estratégicas de petróleo constituem mecanismo importante para a segurança energética dos países consumidores e para o controle de preços a nível global. Mas até que ponto as reservas estratégicas conseguem, de fato, atenuar os efeitos da guerra ao Irã sobre os preços internacionais do petróleo? A partir da análise histórica da formação das reservas estratégicas, de sua utilização em períodos de crise e dos efeitos do atual conflito, o artigo debaterá esta questão. Continuar lendo Reservas estratégicas de petróleo aliviam o impacto da guerra no Irã, mas não muito

Rotas energéticas e disputas geopolíticas: o Estreito de Ormuz

Diante dos ataques aéreos dos EUA e do Israel, o estreito se tornou uma vantagem geopolítica para o Irã que detém a capacidade de tornar a passagem militarmente insegura e com isso controle da circulação no canal. Este artigo examina os principais fluxos do Estreito nos últimos anos, bem como as consequências do seu “fechamento”. Embora a dependência direta dos EUA do petróleo e do gás que passam pelo estreito seja pequena, o impacto sobre os preços da gasolina na bomba pode ter um efeito explosivo para Trump em ano eleitoral. Continuar lendo Rotas energéticas e disputas geopolíticas: o Estreito de Ormuz

Transição energética no Nordeste: para quem?

O Nordeste se transformou em protagonista na produção de energias renováveis, atraindo olhares e investimentos do Brasil e do mundo. A região concentra 85% dos parques eólicos brasileiros. Os governos estaduais nordestinos competem para atrair investimentos federais e privados. Enquanto isso, as populações locais, no epicentro das transformações energéticas, vivem os impactos socioeconômicos positivos como a geração de empregos e o desenvolvimento local, e ao mesmo tempo enfrentam impactos negativos, principalmente fundiários, ambientais e de saúde. Continuar lendo Transição energética no Nordeste: para quem?

Economia circular na transição energética

A infraestrutura energética global nunca cresceu tão rápido. Painéis solares, turbinas eólicas, plataformas de petróleo, usinas nucleares, termelétricas a carvão, baterias de veículos elétricos, cada tecnologia tem seu ciclo de vida, e todas, em algum momento, chegam ao fim. O que fazer com esses equipamentos quando isso acontece? O volume potencial de resíduos é imenso, e o descarte inadequado pode transformar qualquer fonte de energia, renovável ou não em fonte de poluição, contaminação de solos e desperdício de recursos. Continuar lendo Economia circular na transição energética