Propostas para energia expressam a diferença radical entre os candidatos

Este artigo faz um balanço do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva no campo das políticas energéticas relacionadas com os combustíveis e compara as propostas de sua candidatura para 2027–2030 com as apresentadas por Flávio Bolsonaro. A discussão está organizada em seis eixos: mobilidade verde, biocombustíveis, medidas de contenção dos preços dos combustíveis diante do conflito no Oriente Médio, implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, o papel da Petrobras e a justiça energética. Esses temas permitem avaliar os instrumentos previstos por cada candidatura, o grau de detalhamento de seus compromissos e as relações entre política energética, regulação e desenvolvimento produtivo.
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Petróleo da Venezuela: o sequestro da soberania

Em 3 de janeiro de 2026, uma operação militar dos EUA resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, levados como prisioneiros para Nova York, onde se encontram no presente momento, e no assassinato de cerca de 100 pessoas, entre civis e militares venezuelanos e 32 cubanos integrantes do dispositivo de segurança pessoal do presidente. Desde então, os EUA assumiram ilegalmente o controle político da Venezuela, forçando a vice-presidente Delcy Rodríguez, que substituiu Maduro como presidente interina, a se submeter às ordens do governo do presidente Donald Trump. Entre as muitas imposições feitas pelo EUA, destaca-se o controle das exportações, da receita e dos ativos da empresa estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA). Nesse contexto, Trump anunciou em agosto a assinatura de um acordo com o governo venezuelano que garante às autoridades estadunidenses o controle de 17 campos petrolíferos na Venezuela, com um volume total de reservas de petróleo calculado em 65 bilhões de barris, o equivalente a 21% das reservas venezuelanas. O artigo que se segue aborda os efeitos da intervenção dos EUA no cenário petrolífero venezuelano.

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De volta ao jogo: a Petrobras retorna ao cenário global em meio à disputa geopolítica por energia

Em meados de agosto, o presidente Lula chamou a atenção ao defender a internacionalização da Petrobras, fazendo referência explícita ao continente africano e à América Latina. A própria empresa afirmou, na mesma linha, ter bastante conhecimento geológico da costa oeste africana, um litoral em grande parte análogo ao das bacias sedimentares brasileiras, e, por isso, pretende ampliar novamente seu interesse pelas boas oportunidades naquele continente. A presença internacional da Petrobras passou por altos e baixos nas últimas décadas. A recente descoberta de grandes reservas de gás offshore na Colômbia mostra o potencial da retomada de seus investimentos no exterior com base na competência tecnológica para explorar petróleo e gás em alto-mar. Este artigo explora essa trajetória e aponta as características da atual fase de internacionalização da empresa.
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Brasil e América Latina perante o desafio de integrar as cadeias produtivas dos carros elétricos e das baterias da transição energética

A transição para veículos elétricos cria uma intensa dependência de insumos minerais, envolvendo simultaneamente baterias, motores, sistemas eletrônicos e infraestrutura elétrica. Dessa forma, o fortalecimento da indústria de baterias assume caráter estratégico, não apenas para garantir maior resiliência das cadeias produtivas, mas também para sustentar o avanço da transição para uma economia de baixo carbono.
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Mudanças climáticas e energia: como tornar a rede elétrica mais resiliente

A resiliência do sistema elétrico tornou-se um ponto importante para o planejamento energético no mundo e particularmente no Brasil. Com os eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos, a matriz elétrica brasileira tem mostrado fragilidades estruturais. Embora seja renovável, é profundamente dependente das condições do clima. Essa característica, que coloca o Brasil em posição de destaque na transição energética global, também torna o sistema mais sensível às mudanças climáticas. Continuar lendo Mudanças climáticas e energia: como tornar a rede elétrica mais resiliente

111 dias de bloqueio do Estreito de Ormuz: o que mudou?

Mesmo que distantes geograficamente, o continente africano vem sentindo os efeitos concretos do conflito entre Irã e Israel. Em fevereiro de 2026, os Estados Unidos, junto a Israel, iniciaram ofensivas em larga escala contra o território iraniano. Os ataques aéreos coordenados visavam atingir pontos estratégicos, como a infraestrutura militar de mísseis iranianos, instalações nucleares e de liderança iranianas. Este conflito demonstra ser uma escalada de tensões derivadas dos impasses do programa nuclear iraniano, iniciado com a Guerra dos Doze Dias, em 2025. Diante de um sistema internacional interdependente, os efeitos do conflito armado podem ser sentidos em todo o globo, em especial no continente africano, com sua relação ao Irã, exigindo uma resposta que avalie os custos e riscos deste choque geopolítico.

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Datacenters e energia na América Latina

A expansão acelerada dos datacenters, impulsionada pela digitalização e pela inteligência artificial, eleva significativamente a demanda por energia e recursos naturais. Embora a transição energética avance com a ampliação das fontes renováveis, o crescimento do consumo elétrico e da infraestrutura digital impõem novos desafios à sustentabilidade.
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A guerra de EUA e Israel ao Irã e os impactos na economia política internacional da energia

Os impactos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã vêm tendo efeitos cumulativos na produção e no fornecimento de petróleo, gás e seus derivados.Em análises anteriores, discutimos o uso das Reservas Estratégicas e os impactos do bloqueio do Estreito de Ormuz. No atual contexto, observa-se uma combinação de choques de oferta e respostas ce política energética para lidar com uma nova fase de instabilidade prolongada.
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A crise de Ormuz e os desafios da política energética brasileira 

Mesmo sendo um grande produtor e exportador de petróleo, o Brasil não está imune aos choques externos. A dependência de preços internacionais, a necessidade de importação de derivados e insumos fazem com que o país seja também afetado pela crise energética provocada pela guerra dos EUA e Israel contra Irã.

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