A guerra de EUA e Israel ao Irã e os impactos na economia política internacional da energia

Os impactos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã vêm tendo efeitos cumulativos na produção e no fornecimento de petróleo, gás e seus derivados.Em análises anteriores, discutimos o uso das Reservas Estratégicas e os impactos do bloqueio do Estreito de Ormuz. No atual contexto, observa-se uma combinação de choques de oferta e respostas ce política energética para lidar com uma nova fase de instabilidade prolongada.
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A crise de Ormuz e os desafios da política energética brasileira 

Mesmo sendo um grande produtor e exportador de petróleo, o Brasil não está imune aos choques externos. A dependência de preços internacionais, a necessidade de importação de derivados e insumos fazem com que o país seja também afetado pela crise energética provocada pela guerra dos EUA e Israel contra Irã.

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O desafio de estocar energia renovável gera novos riscos e oportunidades 

O avanço das energias renováveis está estreitamente ligado a formas eficazes de armazenamento. Sem um sistema de armazenamento apropriado, parte significativa da energia gerada é desperdiçada. É preciso, então, desenvolver formas adequadas para guardá-la, formando estoques de energia renovável a fim de permitir o seu máximo aproveitamento e contribuir para a estabilidade da rede elétrica, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e diminuindo custos operacionais. Esse artigo aborda a complexidade desse desafio ao tratar das três rotas existentes: baterias estacionárias, bombeamento hidrelétrico e hidrogênio verde. Continuar lendo O desafio de estocar energia renovável gera novos riscos e oportunidades 

Reservas estratégicas de petróleo aliviam o impacto da guerra no Irã, mas não muito

As reservas estratégicas de petróleo constituem mecanismo importante para a segurança energética dos países consumidores e para o controle de preços a nível global. Mas até que ponto as reservas estratégicas conseguem, de fato, atenuar os efeitos da guerra ao Irã sobre os preços internacionais do petróleo? A partir da análise histórica da formação das reservas estratégicas, de sua utilização em períodos de crise e dos efeitos do atual conflito, o artigo debaterá esta questão. Continuar lendo Reservas estratégicas de petróleo aliviam o impacto da guerra no Irã, mas não muito

Rotas energéticas e disputas geopolíticas: o Estreito de Ormuz

Diante dos ataques aéreos dos EUA e do Israel, o estreito se tornou uma vantagem geopolítica para o Irã que detém a capacidade de tornar a passagem militarmente insegura e com isso controle da circulação no canal. Este artigo examina os principais fluxos do Estreito nos últimos anos, bem como as consequências do seu “fechamento”. Embora a dependência direta dos EUA do petróleo e do gás que passam pelo estreito seja pequena, o impacto sobre os preços da gasolina na bomba pode ter um efeito explosivo para Trump em ano eleitoral. Continuar lendo Rotas energéticas e disputas geopolíticas: o Estreito de Ormuz

Transição energética no Nordeste: para quem?

O Nordeste se transformou em protagonista na produção de energias renováveis, atraindo olhares e investimentos do Brasil e do mundo. A região concentra 85% dos parques eólicos brasileiros. Os governos estaduais nordestinos competem para atrair investimentos federais e privados. Enquanto isso, as populações locais, no epicentro das transformações energéticas, vivem os impactos socioeconômicos positivos como a geração de empregos e o desenvolvimento local, e ao mesmo tempo enfrentam impactos negativos, principalmente fundiários, ambientais e de saúde. Continuar lendo Transição energética no Nordeste: para quem?

Economia circular na transição energética

A infraestrutura energética global nunca cresceu tão rápido. Painéis solares, turbinas eólicas, plataformas de petróleo, usinas nucleares, termelétricas a carvão, baterias de veículos elétricos, cada tecnologia tem seu ciclo de vida, e todas, em algum momento, chegam ao fim. O que fazer com esses equipamentos quando isso acontece? O volume potencial de resíduos é imenso, e o descarte inadequado pode transformar qualquer fonte de energia, renovável ou não em fonte de poluição, contaminação de solos e desperdício de recursos. Continuar lendo Economia circular na transição energética

Biometano: de resíduos a energia

Na busca global por opções energéticas mais sustentáveis, aquilo que seria descartado obtém protagonismo. O biometano vem ganhando espaço como uma alternativa concreta ao gás natural, unindo segurança energética e mitigação climática a partir de um mesmo recurso, uma oportunidade ímpar para países em desenvolvimento de conciliar soluções sustentáveis em centros urbanos com desenvolvimento verde nos meios rurais, na questão de resíduos agrícolas. Continuar lendo Biometano: de resíduos a energia

Energia Nuclear: demanda crescente, desafios persistentes

A transição energética será um dos temas centrais da COP 30, que acontecerá em novembro em Belém (PA). Nesse cenário, a energia nuclear retorna como grande aposta para se atingir as metas de descarbonização como fonte de energia limpa. Apesar dos investimentos em energia nuclear terem crescido nos últimos anos, ainda há desafios a serem superados. Custos elevados, gestão dos resíduos radioativos, resistência da opinião pública e preocupações com a proliferação de armas nucleares são questões a serem consideradas quando se trata de retomar a era da energia nuclear. Continuar lendo Energia Nuclear: demanda crescente, desafios persistentes

Gás natural: o fóssil sustentável?

Se depender do presidente Lula, a COP30 será a COP da verdade. Entre outros pontos, o termo “transição energética” deverá deixar de ser uma retórica técnica para se tornar uma bússola política. Mas, como toda bússola, sua indicação depende do rumo adotado. A disputa em torno do papel do gás natural nesse processo ilustra bem essa ambiguidade. O combustível fóssil que menos emite CO2 (comparado ao carvão e ao petróleo), com participação crescente na matriz energética mundial, vive uma contradição permanente. É celebrado como “combustível ponte” na transição às renováveis, mas expande sua infraestrutura de forma que pode comprometer os objetivos de longo prazo da transição energética. Cada novo gasoduto e cada novo terminal de GNL pode prorrogar a travessia. Continuar lendo Gás natural: o fóssil sustentável?