Como o esforço de guerra dos Estados Unidos e Israel no Irã se refletem na Política Econômica Brasil-China?

A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel desestabiliza as cadeias de suprimentos globais e pode ter impactos econômicos sobre a relação entre Brasil e China. Diante da alta dos custos de energia e logística ligada ao fechamento de rotas marítimas, a diplomacia e o modelo de desenvolvimento chinês serão importantes para a manutenção da estabilidade econômica brasileira, transformando a crise em um catalisador para novas formas de cooperação Sul-Sul.
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Automação Portuária: Portos Fantasmas e o eixo Brasil-China

Os investimentos chineses em infraestrutura portuária, parte de iniciativas do país asiático em se aproximar de outros países na economia mundial, estão transformando o setor logístico com foco em automação e inteligência artificial. A presença de portos fantasmas na China e o interesse de empresas chinesas em portos estratégicos na América Latina mudam as posições dos países envolvidos no cenário internacional ao redistribuir relevância geopolítica.
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Governança chinesa rumo a um “Mundo Harmonioso”: O que o orçamento de 2026 revela sobre Política Externa, Tecnologia e Meio Ambiente na China

Em 5 de março de 2026, o primeiro-ministro da China Li Qiang apresentou, na Assembleia Popular Nacional (APN), os objetivos estabelecidos no Relatório de Trabalho do Governo anual. Entre as principais metas, destacam-se: crescimento do PIB entre 4,5% e 5%; manutenção do desemprego urbano em torno de 5,5%, com a criação de mais de 12 milhões de novos empregos; e limitação da inflação (CPI) a cerca de 2%, entre outros. Continuar lendo Governança chinesa rumo a um “Mundo Harmonioso”: O que o orçamento de 2026 revela sobre Política Externa, Tecnologia e Meio Ambiente na China

O financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) aos municípios: o caso de Sorocaba

Em um cenário em que os municípios têm dificuldades para cumprir com suas obrigações de desenvolvimento local, o NBD tem surgido como uma alternativa de recursos. Contudo, ainda precisa equacionar melhor aplicações voltadas ao desenvolvimento sustentável com as realidades locais. Continuar lendo O financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) aos municípios: o caso de Sorocaba

Rotas para integração da América Latina, a China e o Brasil

Diante dos impactos negativos, ao Brasil, da nova política tarifária do governo dos Estados Unidos (EUA), além de negociar para tentar remover ou reduzir os percentuais das tarifas impostas, será necessário intensificar ainda mais a diversificação de mercados e a integração com a América Latina (AL) – e dela com a Ásia, novo centro econômico do mundo – com o objetivo de reduzirmos nossa vulnerabilidade.

Nesse sentido, iniciativas de integração da infraestrutura física e produtiva entre países da América Latina e Caribe (ALC) e da Ásia ganham ainda mais importância, dando-se destaque ao papel que as duas maiores economias dos dois continentes – Brasil e China – podem ter para o desenvolvimento de ações para promover a integração. Nessa perspectiva, este artigo aborda de forma geral: i) o investimento da China na infraestrutura da ALC; ii) entre Brasil e China e; iii) destaca a relevância das Rotas de Integração Sul-americana ligando a América Latina e a Ásia. Continuar lendo Rotas para integração da América Latina, a China e o Brasil

Reconfiguração estratégica dos investimentos chineses no Brasil: tendências e perspectivas para um futuro mais sustentável

Esse artigo analisa uma possível reconfiguração dos investimentos chineses no Brasil, na medida em que a China busca reafirmar sua posição em um contexto global de reordenamento econômico. Questiona-se a capacidade desses novos investimentos se articularem com os interesses do governo brasileiro de modernização da estrutura produtiva e neoindustrialização. Continuar lendo Reconfiguração estratégica dos investimentos chineses no Brasil: tendências e perspectivas para um futuro mais sustentável

Desdolarização em foco: BRICS e a relação Brasil-China na arquitetura financeira internacional

Sob os ventos da multipolaridade, Brasil e China firmam acordos para promover a diversificação do sistema monetário. No âmbito do BRICS, também cresce a aposta em sistemas próprios de pagamentos. Apesar dos esforços, o especialista entrevistado pelo OPEB, Bruno De Conti, professor da Unicamp, destaca que ainda há desafios a serem superados. Continuar lendo Desdolarização em foco: BRICS e a relação Brasil-China na arquitetura financeira internacional

Unidade Brasil-China-Celac: eixo de uma ordem mundial econômica multipolar

O IV Fórum China-Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) – realizado no último dia 13 de maio, em Pequim -, além de outras autoridades, contou com as presenças do presidente da China, Xi Jinping, do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Colômbia Gustavo Petro, do Chile, Gabriel Boric, e da presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB – sigla em inglês), Dilma Roussef, mas não foi mais uma reunião para incrementar o comércio entre os países: como evidenciaremos aqui se tornou uma associação em defesa do multilateralismo. Continuar lendo Unidade Brasil-China-Celac: eixo de uma ordem mundial econômica multipolar

O Banco do Brics e os desafios da desdolarização: um balanço

Em um cenário marcado por disputas geopolíticas e desafios estruturais à ordem financeira internacional, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), criado em 2014 pelo BRICS, tem buscado atender às demandas de financiamento de seus membros, países do Sul Global. Com uma estratégia de desdolarização e aumento do uso de moedas locais, contudo, o banco vem enfrentando desafios. O balanço de sua atuação nos últimos anos mostra que houve avanços, mas que desacordos internos e a própria estrutura do sistema financeiro e monetário limitam os seus objetivos. Continuar lendo O Banco do Brics e os desafios da desdolarização: um balanço

Impactos e oportunidades da guerra comercial para as relações Brasil-China

A atual guerra comercial infligida pelos Estados Unidos (EUA) vem impondo não só tarifas e barreiras econômicas aos demais países, mas um cenário internacional de incertezas e instabilidade, produzindo grande volatilidade do mercado financeiro e expectativas de aumento da inflação global. Ainda que o “tarifaço” de Donald Trump tenha aplicado a alíquota mínima de 10% aos produtos brasileiros, a medida preocupa, pois tende a afetar quase “todas as exportações de bens para os EUA”. Já a imposição de tarifas altíssimas a China – respondida com o também aumento de taxas da China para os EUA –, por um lado, pode favorecer as exportações de produtos brasileiros ao mercado asiático, por outro, forçará a China a escoar seus produtos para outros mercados, o que pode afetar o Brasil. Continuar lendo Impactos e oportunidades da guerra comercial para as relações Brasil-China