Presidência brasileira da COP é avanço na participação social, apesar de desafios

A realização da COP 30 em Belém (PA), após um período de descrença sobre a agenda climática e ausência de participação social, trouxe grande expectativa por ser realizada em um país reconhecidamente democrocático, com um governo em que a participação social é valorizada – após as COPs 27, 28 e 29 terem sido, respectivamente, no Egito, nos Emirados Árabes Unidos e no Azerbaijão. Além disso, ao sediá-la no coração da Amazônia brasileira eleva o destaque para a questão ambiental e coloca as populações locais no centro das discussões. Continuar lendo Presidência brasileira da COP é avanço na participação social, apesar de desafios

A sociedade civil brasileira e o conflito Israel-Palestina

O agravamento dos ataques em Gaza tem gerado debates entre a sociedade civil brasileira acerca dos posicionamentos e medidas adotadas pelo governo. Apesar das constantes críticas às investidas e ações militares de Israel – inclusive com a acusação de genocídio partindo diretamente do Presidente Lula já no início de 2024 – e do anúncio de medidas e sanções econômicas, o posicionamento oficial do governo brasileiro enfrenta contestações tanto de grupos que defendem uma atuação mais rigorosa frente às constantes violações de direitos humanos na Palestina, quanto de setores que avaliam a posição brasileira como infundada, pois não respeitaria o direito de Israel à autodefesa, por exemplo. Esse cenário demonstra como temas da política externa atraem o interesse e a participação de setores diversos da sociedade civil, que buscam influenciar a discussão e pautar suas visões através de diferentes estratégias de manifestação e de participação social. Continuar lendo A sociedade civil brasileira e o conflito Israel-Palestina

Participação social ganha impulso na Presidência Brasileira dos BRICS

A política externa brasileira passou a refletir uma nova fase de abertura e escuta ativa da sociedade civil. Essa “nova onda” de participação social, retomada em 2023, marca uma transição da diplomacia centrada exclusivamente no Estado para uma diplomacia aberta às vozes da sociedade, dos territórios e dos movimentos populares. A transição tem se manifestado de forma significativa nos debates e reuniões que envolvem o BRICS. Com a presidência brasileira, o país adotou uma postura inovadora ao integrar a sociedade civil em debates antes restritos ao alto escalão diplomático. Essa mudança foi amparada pelo eixo People to People (P2P), uma das frentes do BRICS voltadas à cooperação entre os povos e à institucionalização da escuta social como parte da construção de agendas multilaterais. Continuar lendo Participação social ganha impulso na Presidência Brasileira dos BRICS