Oriente Médio: a cobertura dos conflitos pela Imprensa Brasileira

Ano VI, nº 105, 10 de julho de 2025  


Por Ana Júlia Moura, Audrey Andrade Gomes, Maria Clara de Faria Lima e Mônica Almeida Peña

(Imagem: Unsplash)


O mesmo conflito, duas lentes. Nesta publicação, analisamos como a Veja e o Brasil de Fato — veículos com linhas editoriais marcadamente distintas — cobrem os conflitos no Oriente Médio. A partir das escolhas de linguagem, dos enquadramentos e dos silêncios, o que se revela é mais do que informação: são disputas por sentido em meio à guerra.


O Oriente Médio é marcado por diversos conflitos e alianças entre os países da região. A partir do ataque do Hamas em outubro de 2023, os conflitos, em especial entre Israel x Palestina e Israel x Irã, ganharam maior espaço nos noticiários, marcando uma nova fase com o agravamento da crise humanitária e das interferências externas. De acordo com Pedro Dallari, professor titular de Direito Internacional da USP, a nova fase do conflito é marcada por dois aspectos: o silenciamento dos países árabes, que não condenaram, nem endossaram as ações de Israel, mas permanecem próximos ao país, e a participação dos Estados Unidos.


Em junho de 2025, Israel iniciou ataques ao Irã de forma unilateral, mas o apoio indireto dos EUA fortaleceu sua estratégia. A relação Israel-EUA remonta ao reconhecimento do Estado de Israel (1948) e ao consentimento estadunidense para a invasão da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Colinas de Golã, na Guerra de 1967, se fortalecendo após o 11 de setembro (HUBERMAN; et al, 2024). Com o início da ofensiva israelense em direção ao Irã e a defesa por parte de Trump, o apoio diplomático a Israel por parte dos EUA é evidenciado, sendo válido ressaltar que os EUA são conhecidos por apoiar o país no Conselho de Segurança da ONU, em tempos de guerra e em negociações de paz (MEARSHEIMER; WALT,  2006).


Dessa forma, os veículos que cobrem esse tema têm responsabilidade sobre as informações divulgadas e sobre a formação da opinião pública (TEIXEIRA; BRITO, 2021). A opinião pública não depende do aprofundamento dos argumentos, mas é desenvolvida a partir do tom adotado nas manchetes e da seleção das imagens. Com o propósito de analisar a cobertura da imprensa brasileira acerca dos conflitos no Oriente Médio, os veículos Veja e Brasil de Fato foram escolhidos como representantes da grande imprensa e da mídia socialmente engajada, respectivamente. As publicações sobre a política externa brasileira desses veículos, ao lado da Folha de São Paulo e da Revista Oeste, são acompanhadas pelo Grupo de Trabalho “Imprensa e Política Externa Brasileira”, do OPEB, coordenado pelos professores Ismara Izepe de Souza e Ivan Filipe de Almeida Lopes Fernandes.


Visão da Grande Imprensa a partir da revista Veja


A revista Veja foi fundada em 1968 pela Editora Abril, se constituindo em um dos maiores conglomerados de comunicação da América Latina, tendo como público-alvo a classe média brasileira (ZANELATTO; MAGNUS, 2023). Inicialmente associada a um projeto político-midiático de centro-esquerda, a magazine transformou-se, após o fim da ditadura militar (1964-1985), em um veículo mais tradicional, adotando uma perspectiva política e econômica neoliberal (CHICARINO; SEGURADO; RONDEROS, 2021). Ademais, há alguns autores que afirmam que a revista apresenta um discurso elitista e segregacionista (FERREIRA FONSECA; DA SILVA; OLIVEIRA, 2023). Dessa forma, tendo em conta seu atual  viés neoliberal e seu papel como um veículo da grande imprensa, ou seja, de ampla circulação na sociedade brasileira, buscamos apresentar e analisar como a cobertura dos conflitos no Oriente Médio é realizada pela Veja.


A partir de cerca de dez artigos publicados online entre maio e julho de 2025, é possível observar o posicionamento da revista Veja sobre o conflito entre Israel e Palestina. A cobertura inclui denúncias sobre a crise humanitária, como a publicação do vídeo de palestinos invadindo um depósito da ONU em busca de comida, diante de denúncias da ONU e outras organizações sobre como Israel utiliza a ajuda humanitária como ferramenta de controle em Gaza. As divergências internas em Israel, como a carta de oficiais das Forças de Israel pedindo o fim da guerra em Gaza, caracterizada como ‘imoral’, também são noticiadas. Contudo, o Hamas, grupo militar palestino que defende seu objetivo de libertar os territórios palestinos do controle israelese, é retratado como um obstáculo à paz, como nas manchetes: “Hamas se diz ‘pronto’ para chegar a acordo de trégua, mas sem acolher proposta de Trump”, ou “Hamas dá resposta ‘positiva’ a cessar fogo em Gaza, mas pede algumas modificações”, as quais sinalizam a aceitação da trégua, mas com certa resistência, ao contrário de Israel que aceitou o acordo proposto.


Embora o conflito Israel x Palestina não seja uma temática recorrente na revista, há publicações sobre a posição enfática do presidente Lula: como as afirmações de que “Não é guerra, é genocídio” e que “Israel precisa para com esse vitimismo”. Por outro lado, a autodenominação de Trump como agente diplomático pelo fim do conflito é recorrentemente noticiada em concordância com o tom neutro e com aproximação ocidental da Veja, em busca da manutenção do status quo, adotada após a redemocratização do país (CHICARINO; SEGURADO; RONDEROS, 2021).


Com a ofensiva entre Israel e Irã, iniciada em 12 de junho de 2025, a cobertura da Veja sobre os conflitos no Oriente Médio ganhou mais um capítulo. O ataque israelense às usinas nucleares iranianas é retratado como uma decisão estratégica e certeira, ao afirmarem que “qualquer outro país na posição de Israel teria motivos para atacar”. A declaração  do G7 sobre o Irã como principal fonte de ‘terror regional’ e seu apoio a Israel no conflito também são utilizados como elementos argumentativos para legitimar as ações israelenses. O Irã é retratado como um país fanático e radicalizado, que não distingue soldados e crianças, as quais também carregam mísseis: a imagem chocante é colocada como justificativa para a ação contundente dos EUA, caso entrem no conflito, o que já aconteceu


Por meio das notícias publicadas, o Irã é retratado como o agente desestabilizador e há um esforço para legitimar a posição de Israel, como na manchete “A linha do tempo das violações do cessar-fogo no Oriente Médio, segundo Israel”. Ao noticiar a posição do governo brasileiro, que condenou os ataques ao Irã por parte de Israel e dos EUA, Veja  ressalta os questionamentos da oposição e da Comissão de Assuntos Exteriores, que sugerem a existência de um  alinhamento do Itamaraty com o Irã. A revista enfatiza  que “a destruição do programa nuclear iraniano era desejada por boa parte do mundo”, reforçando seu alinhamento ocidental. 


Visão da Imprensa popular a partir do Brasil de Fato


O Brasil de Fato é um veículo de comunicação digital, surgido em 2003, que se propõe a oferecer uma perspectiva jornalística pautada por uma visão popular do Brasil e do mundo. Seguindo uma orientação progressista e aproximada do espectro político da esquerda, o veículo conduz sua cobertura por valores como justiça social, soberania nacional e direitos humanos, buscando contrapor a hegemonia da grande imprensa tradicional. Desde essa perspectiva, o veículo constrói um ponto de vista que expressa uma visão de solidariedade entre os povos, mantendo uma cobertura internacional orientada por movimentos e organizações populares do mundo, evidenciando as lutas anti-imperialistas, as contradições do poder global e atribuindo destaque para posições e vozes invisibilizadas pelos veículos de comunicação tradicionais dominantes. (BRASIL DE FATO, s.d.)


Desde o início do conflito entre Israel e Palestina, em 07 de Outubro de 2023, o Brasil de Fato vem acompanhando atentamente seus desdobramentos, sendo uma temática recorrente nas publicações do veículo. Adotando uma perspectiva crítica em relação às ações do governo israelense e ao apoio ocidental – especialmente dos Estados Unidos  à ofensiva militar em Gaza –  em suas edições, o veículo condena as práticas aplicadas por Israel no âmbito do conflito contra o povo palestino. Nessa direção, temáticas relacionadas às intervenções militares e a violência empregada contra a população de Gaza são recorrentemente abordadas pelo Brasil de Fato. Publicações como: Horror em números: genocídio de Israel na Faixa de Gaza completa um ano e Quase metade dos israelenses defende a morte de todos os palestinos da Faixa de Gaza, diz pesquisa, expressam essa posição do veículo, que converge na direção de enfatizar a brutalidade e a violência perpetrada pelas forças ilegais de ocupação israelense contra o povo palestino, chamando a atenção para os altos números de mortos e feridos, além do impacto e destruição provocada na região. 


Além disso, o Brasil de Fato busca contextualizar historicamente a ocupação israelense e a desigualdade de forças entre as partes envolvidas, contrapondo-se a narrativas mais alinhadas com os interesses de Israel, predominantes na mídia tradicional. Vídeos e análises publicadas, como por exemplo Brasil de Fato Explica a questão Israel x Palestina e Nakba: 2024 é o ano da nova tragédia palestina?, denotam o esforço do veículo em trazer uma abordagem contextualizada sobre os desdobramentos mais recentes dessa questão, enfatizando as tensões históricas e as assimetrias de poder observadas.


Outro enfoque de destaque nas análises e publicações do veículo são as consequências humanitárias da guerra, denunciando sistematicamente os bombardeios israelenses a áreas densamente povoadas, a escassez de alimentos, água potável e medicamentos, além da destruição de escolas e hospitais. Nesse sentido, citamos o título de algumas publicações que refletem o posicionamento do veículo: Genocídio? Terrorismo? Massacre de Israel escancara limites das leis internacionais com confronto colonial na Palestina; Torturar, matar crianças, bombardear hospital: confira atrocidades cometidas por Israel em 2023; Meio milhão de pessoas em Gaza estão sob risco de ‘fome catastrófica’, aponta relatório da OMS e Israel e EUA usam comida como isca para acelerar genocídio em Gaza, denuncia jurista. Essas reportagens apontam que a maioria das vítimas em Gaza são civis, sobretudo mulheres e crianças, e classificam o bloqueio imposto por Israel como um fator de agravamento das condições de vida no território. Tais publicações chamam atenção para o caráter assimétrico do conflito e reforçam a crítica do veículo, ao que considera violações sistemáticas de direitos humanos e crimes de guerra cometidos contra a população palestina. 


Também ganha destaque na cobertura do Brasil de Fato as percepções do governo brasileiro sobre o conflito. Atribui-se ênfase em declarações do governo brasileiro em fóruns internacionais, como na manchete: Brasil abre evento do Brics pedindo ‘retirada total’ das forças israelenses de Gaza, além de cobrir com frequência as falas do presidente Lula, especialmente aquelas em que o chefe de Estado condena os ataques israelenses e classifica a situação em Gaza como um genocídio, como em: Lula acusa Israel de cometer ‘genocídio premeditado’ por governo de extrema direita em Gaza; Novos bombardeios israelenses atingem abrigo e deixam mais de 50 mortos em Gaza; ‘Vergonhoso e covarde’, diz Lula e ‘Eu fico pasmo com o silêncio do mundo’, reitera Lula sobre genocídio em Gaza. No entanto, apesar dessa ênfase, o veículo adota uma perspectiva crítica em relação à postura diplomática do Brasil, questionando a manutenção das relações com Israel em meio às denúncias de crimes de guerra. Como na publicação: Por que o Brasil mantém relações diplomáticas com Israel apesar do genocídio em Gaza?, na qual questiona e aponta para a contradição entre o discurso humanitário do governo e a continuidade de acordos de cooperação e comércio, incluindo a exportação de combustíveis. Assim sendo, embora o veículo valorize os posicionamentos públicos em defesa dos direitos humanos, também pressiona por uma atuação mais enfática do Estado brasileiro.


Sobre os desdobramentos mais recentes do conflito no Oriente Médio e a escalada da violência na região, o Brasil de Fato acompanha com atenção o acirramento das tensões entre Israel e Irã, especialmente após ataques mútuos que elevaram o risco de regionalização da guerra. Nas reportagens: Israel bombardeia Irã em escalada do conflito no Oriente Médio e Cessar-fogo entre Irã e Israel começa com trocas de acusações de violação do acordo, o veículo expressa preocupações com as proporções do conflito. Outro foco importante da cobertura é o envolvimento dos Estados Unidos, cujas ações são tratadas de forma crítica, como podemos identificar em:  Conflito com Irã serve aos interesses bélicos e econômicos dos EUA, diz analista político e Gaza e Irã mostram que dominação dos EUA não está no fim e só cairá com mobilização popular global. O veículo aponta que a presença norte-americana na região — por meio de envio de tropas, armamentos e vetos sistemáticos a resoluções na ONU — contribui para a manutenção e o agravamento do conflito, reforçando os desequilíbrios de poder. 


Comparação entre as duas abordagens


A cobertura da revista Veja sobre os conflitos no Oriente Médio, especialmente entre Israel e Palestina, revela um posicionamento alinhado a perspectivas ocidentais e a uma lógica de manutenção do status quo. Ainda que aborde episódios de crise humanitária em Gaza, como a escassez de alimentos e denúncias da ONU sobre o bloqueio de ajuda, a ênfase recai frequentemente sobre a responsabilização do Hamas, tratado como principal entrave à paz. O uso de manchetes que destacam a “resistência” do grupo a propostas de trégua, contrastando com uma imagem de Israel como mais disposto ao diálogo, reforça essa assimetria. O mesmo padrão é observado na cobertura da escalada do conflito com o Irã, quando a revista apresenta os ataques israelenses às instalações nucleares como estratégias legítimas e necessárias, ao passo que retrata o Irã como um agente radical e desestabilizador, cuja ameaça justificaria uma resposta contundente por parte de Israel e dos Estados Unidos na região. Há ainda um esforço evidente para enquadrar os acontecimentos de modo a preservar a autoridade de países do eixo ocidental e relativizar críticas ao governo israelense. Assim sendo, confirma-se uma abordagem que está em consonância com o perfil editorial da Veja, que, desde a redemocratização, adota uma linha neoliberal e alinhada a valores ocidentais, com menor espaço para perspectivas populares ou contra-hegemônicas.


Em contrapartida, a cobertura do Brasil de Fato se diferencia significativamente da adotada pelos grandes veículos tradicionais da imprensa brasileira, tanto nas temáticas abordadas quanto na linguagem e no embasamento do editorial. São destaques em suas manchetes temáticas centradas na denúncia da violência e do genocídio cometidos pelas forças israelenses contra o povo palestino, ressaltando o impacto humanitário dos bombardeios, o colapso dos serviços básicos e a escassez de recursos essenciais em Gaza, o que resulta em uma abordagem categórica sobre a brutalidade do conflito. No que se refere à linguagem, o jornal evita termos institucionalizados como “Estado de Israel” ou “conflito entre dois lados” e adota expressões como “forças de ocupação israelenses” e “genocídio palestino”, o que evidencia uma postura crítica frente à narrativa dominante no cenário midiático. Por fim, além da linguagem engajada, o veículo também demonstra um compromisso com o embasamento analítico, recorrendo com frequência a especialistas e intelectuais para aprofundar suas publicações. Nomes como os dos jornalistas Breno Altman e Soraya Misleh, dos professores e pesquisadores Mohammed Nadir e Reginaldo Nasser, entre outros acadêmicos do campo dos direitos humanos e da política internacional, são frequentemente convidados a oferecer interpretações que contextualizam os desdobramentos do conflito e oferecem um aprofundamento crítico sobre a questão.


Considerações finais


Por fim, podemos concluir que as abordagens adotadas pela Veja e pelo Brasil de Fato sobre os conflitos no Oriente Médio vão muito além de diferenças editoriais ou escolhas pontuais de pauta — elas revelam projetos e narrativas em disputa. Enquanto a Veja reproduz uma lógica de cobertura alinhada aos interesses do Ocidente e à manutenção da ordem geopolítica vigente, o Brasil de Fato aposta em uma narrativa contra-hegemônica, que enfatiza as desigualdades históricas e as contradições estruturais do poder global. Mais do que relatar fatos, os veículos constroem sentidos: elegem protagonistas, destacam determinados discursos e rejeitam outros, orientando a forma como o público compreende o conflito. A cobertura jornalística, nesse sentido, não se limita à função informativa, ela participa ativamente da disputa simbólica que define quem tem legitimidade, quem é vítima, e quem representa ameaça. Reconhecer essa disputa por sentido e narrativa é essencial para desenvolver uma leitura crítica da imprensa e compreender como se forjam consensos, omissões e conflitos no debate público contemporâneo.


Referências


BRASIL DE FATO. Quem somos? Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/quem-somos/>. Acesso em: 5 jul. 2025

CHICARINO, Tathiana Senne; SEGURADO, Rosemary; RONDEROS, Sebastián. Impeachment! Em nome do povo: uma análise discursiva da revista Veja nos governos Collor e Rousseff. Aurora – Revista de Arte, Mídia e Política, São Paulo, v. 12, n. 8, 2021. DOI: 10.14195/2183-6019_12_8. Acesso em: 5 jul. 2025.


FERREIRA FONSECA, Erisson Jordan; DA SILVA, Jaqueline Maria; OLIVEIRA, Almir Almeida de. Análise do Discurso: Uma análise do discurso presente na capa da revista Veja São Paulo de 27 de Janeiro de 2021. Diversitas Journal, [S. l.], v. 8, n. 1, 2023. DOI: 10.48017/dj.v8i1.2085. Disponível em: <https://diversitasjournal.com.br/diversitas_journal/article/view/2085>. Acesso em: 5 jul. 2025.


HUBERMAN, Bruno; NASSER, Reginaldo Mattar; dos Santos, AGOSTINELLI, Isabela. Guerra Global ao Terror: o “urbicídio” no centro da aliança EUA-Israel. Tensões Mundiais, Fortaleza, v.20, N.42, p.263-285, 2024.

MEARSHEIMER, John J.; WALT, Stephen M. The Israel Lobby. 2006.


TEIXEIRA, Eliana Maria de Souza Franco; BRITO, Rafaela Silva. A influência dos meios de comunicação na opinião pública no sistema político. Revista Direitos Democráticos & Estado Moderno – Faculdade de Direito da PUC-SP, n. 02, p. 97-112, 2021. DOI: https://doi.org/10.23925/ddem.v0i2.50544. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/index.php/DDEM/article/view/50544>. Acesso em 7 jul. 2025. 


ZANELATTO, João Henrique; MAGNUS, Lucene Candido. A revista Veja na desconstrução da imagem da presidenta Dilma Rousseff: o processo de construção do golpe no Brasil em 2016. Revista Eletrônica História em Reflexão, [S. l.], v. 17, n. 33, p. 01–20, 2023. DOI: 10.30612/rehr.v17i33.13413. Disponível em: <https://ojs.ufgd.edu.br/historiaemreflexao/article/view/13413>. Acesso em: 5 jul. 2025.

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