Ano VI, nº 110, 18 de setembro de 2025
Por Ana Izadora Rodrigues Bezerra, Andressa Francisca Martins da Cunha, Jéssica Carolyne de Almeida Souza, Levi Manoel dos Santos, Rafael Alexandre Silva de Moraes (Imagem: Unsplash)
Na era da transição energética, a eletrificação destaca-se como um ponto essencial para atingir as metas globais de descarbonização. O investimento nas redes de transmissão é imprescindível, e sua ausência representa um gargalo em muitas regiões. A China é um exemplo de país que compreende que esse setor, além de estratégico para a segurança nacional, também pode servir como alavanca para um mercado internacional de tecnologia, do qual o Brasil já é um dos principais consumidores.
Introdução
Recentemente, a siderúrgica Gerdau anunciou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) teve de cortar 70% da produção de energia dos parques eólicos e solares da empresa devido a gargalos na rede de transmissão (tecnicamente chamado de curtailment). Trata-se de um problema pouco discutido e que está longe de ser apenas brasileiro e que precisa ser enfrentado com investimentos, tecnologia e cooperação internacional.
Desde os meios de transporte, passando pela diversificação da matriz de produção e atingindo novas tecnologias como os data centers, a questão da eletricidade está cada vez mais presente. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), a energia elétrica corresponde a 20% de toda a energia consumida atualmente no mundo, podendo alcançar 31% até 2040 em um cenário em que os países busquem a diversificação da matriz energética, alinhando-se ao Acordo de Paris e aos Princípios do Desenvolvimento Sustentável.
A descarbonização dos meios de transporte, como automóveis, ônibus, navios e aviões, é um dos principais objetivos para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa a fim de combater o aquecimento global e as mudanças climáticas. Nesse sentido, a utilização de fontes alternativas aos combustíveis fósseis, como os biocombustíveis e a energia elétrica de origem eólica ou solar, são essenciais para mitigar as emissões do setor. Ademais, com a expansão da Inteligência Artificial e a implementação dos data centers a necessidade de energia elétrica também aumenta. De acordo com a IEA, em 2024 a demanda energética para o abastecimento de data centers representou 1,5% do total global, equivalente a 415 TWh. Projeta-se que esse consumo poderá mais do que dobrar em 2030, atingindo 945 TWh. Também é válido destacar o papel das economias emergentes como outro fator de pressão sobre a demanda por eletricidade, com o crescimento econômico levando ao maior consumo de energia.
Embora as economias de todos os países permaneçam dependentes de fontes de energia fósseis, como o carvão, o gás e o petróleo, o investimento em energias limpas apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos. O mesmo não pode ser dito dos investimentos em outros componentes do sistema elétrico global, em particular as redes de transmissão de energia. Para alcançar as metas de descarbonização é imprescindível que as redes de transmissão operem de novas maneiras para aproveitar a energia gerada através de fontes alternativas, especialmente das renováveis. Em um relatório lançado em 2023, a IEA mostrou que pelo menos 3.000 gigawatts (GW) de projetos de energia renovável, dos quais 1.500 GW em estágios avançados, aguardavam em filas de conexão à rede. Infere-se, também, que para se atingir as metas climáticas o investimento nas redes de transmissão teria que dobrar até 2030, atingindo os 600 bilhões de dólares por ano. As redes devem ser capazes de hospedar e conectar as novas fontes de geração de energia a dispositivos eficientes e flexíveis.
Um exemplo recente dos desafios enfrentados pelo sistema elétrico global foi o caso do apagão que atingiu a Espanha e Portugal em abril de 2025. Segundo a Agência Brasil, a causa do apagão foi a queda de energia em uma subestação na cidade espanhola de Granada, seguida de falhas em Badajoz e Sevilha. A falha ocasionou desligamentos abruptos de produção, especialmente em instalações renováveis, levando à separação da Península Ibérica do restante do continente europeu e deixando milhões sem energia. O grupo de peritos da Rede Europeia de Operadores de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E) encarregados de investigar o que causou o incident, afirmou ter sido o aumento de tensão em cascata, algo nunca antes visto na rede europeia. Os especialistas enfatizaram a importância de aprimorar os processos de gestão e controle da tensão dos componentes do sistema elétrico, além de reavaliar os planos automáticos de defesa do sistema europeu. Esse exemplo mostra como a interconexão da rede elétrica é essencial para a garantia da segurança energética e a importância de um planejamento adequado no que tange à integração entre os sistemas de geração, transmissão e distribuição, especialmente no cenário em que os países procuram cada vez mais diversificar suas matrizes energéticas.
A busca por formas mais eficientes de distribuição de energia constitui uma discussão constante no setor energético, especialmente nesse contexto de crescente demanda e transição para fontes renováveis. A geração, transmissão e distribuição de energia elétrica representam pilares essenciais não apenas para a manutenção do estilo de vida moderno, mas também para o desenvolvimento socioeconômico, a estabilidade industrial e a promoção da sustentabilidade ambiental.
O papel central do planejamento energético
No Brasil, é possível explorar uma ampla variedade de fontes energéticas, que vão desde hidrelétricas e termelétricas a energia eólica e solar, cada uma com características específicas de eficiência, intermitência e impacto ambiental. A integração dessas fontes exige planejamento criterioso, a fim de minimizar perdas e garantir estabilidade para os pontos de consumo. Apenas em 2024, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o Sistema Elétrico Brasileiro (SEB) contou com 4,4 mil quilômetros de novas linhas de transmissão e um aumento de 19,2 mil megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação.
O processo de transmissão de eletricidade envolve inicialmente a adaptação das voltagens geradas pelas usinas e, posteriormente, o transporte por meio de linhas de alta e ultra alta tensão (UAT), que devem reduzir as perdas energéticas em longas distâncias e manter a estabilidade do fluxo elétrico. Essas linhas fazem uso de torres de alta resistência construídas com materiais como alumínio, aço e fibra de carbono, enquanto os condutores geralmente são feitos de cobre, devido à sua elevada condutividade elétrica, tornando esse processo totalmente dependente da mineração. A energia passa por transformadores de tensão, nos quais sua potência é ajustada para garantir que a eletricidade chegue aos consumidores finais. Esse modelo de transmissão apesar de tecnicamente avançado, têm um custo elevado, causa um grande impacto ambiental e é vulnerável a eventos climáticos extremos, exigindo investimentos contínuos na sua manutenção.
Além disso, a entrega da eletricidade aos consumidores finais, geralmente em tensões menores adaptadas a residências, empresas e indústrias, tem se beneficiado do avanço da microgeração e da geração distribuída. Esse sistema permite que indivíduos e empresas produzam eletricidade localmente e a integrem à rede. Essa abordagem reduz perdas na transmissão, aumentando a eficiência energética e possibilitando a ampliação de fontes renováveis. No entanto, a integração desses sistemas apresenta desafios regulatórios, técnicos e econômicos, demandando novos modelos de gestão e investimentos em infraestrutura e tecnologia.
No que se refere às redes elétricas, diferentes arquiteturas atendem a propósitos distintos. Embora eficientes para coordenação e monitoramento, redes centralizadas apresentam vulnerabilidades importantes, como maior risco de falhas sistêmicas, menor flexibilidade para integrar fontes distribuídas e dificuldade para responder rapidamente a variações de demanda ou falhas locais. Por isso, sistemas energéticos baseados exclusivamente em centralização tendem a ser menos resilientes e menos adaptáveis às mudanças tecnológicas e ao aumento da geração distribuída. Assim, há uma discussão sobre a descentralização dos sistemas energéticos, visando uma maior variedade e proximidade dos consumidores.
Smart grids, as redes inteligentes
As redes flexíveis e inteligentes, conhecidas como smart grids, são uma das apostas. Elas incorporam tecnologias digitais avançadas, sensores, sistemas de monitoramento em tempo real e algoritmos de otimização que permitem respostas rápidas às flutuações de demanda, integrando de forma eficiente as fontes renováveis com maior capacidade de automação e resiliência. Diferente das redes convencionais, elas operam com fluxo bidirecional de eletricidade e dados, o que permite monitoramento e ajustes em tempo real. Com sensores e automação, essas redes reagem rapidamente às variações de consumo, evitando sobrecargas e interrupções. Elas são um avanço importante para o setor elétrico, gerando eficiência energética – e são uma opção mais sustentável.
No entanto, a implementação de smart grids ainda é um debate complexo, uma vez que a integração de sistemas e a gestão segura de dados exigem não apenas grandes investimentos financeiros e tecnológicos, mas também políticas públicas consistentes, capacitação profissional e mecanismos robustos de segurança cibernética. Sua centralidade levanta a preocupação com a vulnerabilidade dos sistemas elétricos de transmissão perante o risco de ataques cibernéticos, uma vez que as smart grids são diretamente conectadas à internet, o que pode acarretar na interrupção da oferta de energia, além de prejuízos econômicos e sociais.
Casos como o do Slammer, um vírus cibernético que desativou o sistema de monitoramento e segurança da usina nuclear Davis-Besse no estado de Ohio, nos Estados Unidos, no início de 2003, e do vírus Stuxnet, criado em 2010 por ocasião do ataque israelense às instalações nucleares iranianas no mesmo ano, mostram a importância da segurança da infraestrutura. Todavia, as redes inteligentes se apresentam como um avanço significativo não só na interconexão energética, mas também em relação à segurança, uma vez que integram tecnologias de fiscalização e monitoramento. A evolução para redes inteligentes, portanto, não é apenas uma questão tecnológica, mas também estratégica e regulatória, exigindo uma abordagem integrada que considere os impactos econômicos, sociais e ambientais do setor energético.
Outro desafio é a dificuldade de armazenamento da energia gerada para consumo nos períodos de intermitência. Isso se deve ao fato de que as fontes renováveis convencionais, como a hidroeletricidade, a energia eólica e a energia solar, são naturalmente intermitentes, uma vez que a vazão hídrica, a incidência de radiação solar e as rajadas de vento não são constantes e se distribuem de forma irregular no território. A intermitência dificulta a previsibilidade, causa desequilíbrio entre a demanda constante e a oferta instável de energia, além de ser um desafio para a integração das energias renováveis geradas nas redes já instaladas.
A liderança chinesa no setor da transmissão elétrica
A China, que nos últimos anos tem se destacado pelo contínuo crescimento econômico (somente no primeiro trimestre de 2025 foi de 5,4%) ancorado na produção industrial, setor responsável por cerca de 30% do PIB, se tornou líder na produção de energias renováveis (gerando 34% da energia renovável global) e na construção de uma rede nacional que integra correntes contínuas e alternadas para interligar suas regiões. Em seu amplo processo de urbanização, a China precisava garantir o fornecimento de energia para suas indústrias e para a sua população, que vinha sofrendo com diversos apagões no início dos anos 2000, já que os recursos energéticos produzidos principalmente nas regiões norte e noroeste do país não chegavam na velocidade necessária à população e às indústrias concentradas na costa leste.
A mudança, visando modernizar a infraestrutura de redes para expandir a capacidade de transmissão, reduzir perdas e implementar de forma automatizada as smart grids, foi apresentada no 14º Plano Quinquenal, de 2006, por meio de projetos orientados pela empresa estatal State Grid Corporation, que se alinhava ao governo por meio de projetos para integração de cadeias de suprimentos nacionais. Em 2009, entrou em operação um projeto que levava eletricidade do centro carbonífero de Shanxi, ao norte, à provincia de Hubei, no centro do país, por uma rede de corrente alternada de 640 km. Esse feito abriu as portas para projetos maiores, como a primeira rede de ultra alta tensão (UAT), concluída em 2010, que liga a hidrelétrica de Xiangjiaba, no curso superior do rio Yangtzé no sudoeste do país, à cidade de Xangai, na costa Leste. A linha Xiangjiaba-Xangai custou US$3,2 bilhões e percorre 1.900km, cortando oito províncias amparada por 3.939 torres de transmissão, com capacidade máxima de 6,4 gigawatts.
Em 2024, a China já possuía mais de 48.000km de linhas de transmissão em UAT, representadas por 18 linhas em correntes alternadas e 20 em corrente contínua, das quais 33 já estão em operação. Tais números mostram a capacidade chinesa de garantir que a energia gerada em lugares remotos chegue aos grandes centros consumidores. Apesar de sua rede integrar tanto energias advindas de fontes convencionais quanto renováveis, a intermitência das energias solar e eólica faz com que a energia renovável predominante na rede seja proveniente de hidrelétricas, seguida das fontes tradicionais, principalmente o carvão e o gás natural. Entretanto, a China vem liderando a busca por energias renováveis acessíveis e confiáveis.
Além do desenvolvimento tecnológico que o país asiático tem apresentado no setor, liderando a produção de equipamentos para geração, armazenamento e distribuição energética, a China se destaca também por iniciativas capazes de transformar o comércio internacional de energia, sobretudo através da Política da Interconexão Energética Global, que se ancora em três pilares: transição dos fósseis para as energias renováveis, redes inteligentes e a nova tecnologia de transmissão de longa distância (UAT), já em maior desenvolvimento na Índia e no Brasil, em ambos por meio da presença da State Grid.
Essas linhas de transmissão são ativos estratégicos, uma vez que são capazes de garantir a chegada da energia às demandas mais distantes, assim como estão no centro das discussões sobre transição e segurança energética. Assim, as redes inteligentes integram desde o processo de geração de energia até seu armazenamento, distribuição e consumo, graças à inserção de sistemas de informação e controle automatizados bidirecionais, que se adequam às flutuações de oferta e demanda, permitindo uma gestão mais eficaz dos recursos energéticos.
Brasil
O caso brasileiro é complexo, diante da escala continental do território e da presença de bacias hidrográficas extensas, com diferentes características geográficas em cada região. Por isso o Brasil apresenta uma diferente gama de possibilidades e também de problemas a serem enfrentados quando se pensa na modernização e ampliação da transmissão por redes elétricas. No que concerne à transmissão, o país é marcado grandes distâncias entre os polos de produção de hidrelétricas no Norte e parques eólicos no Nordeste, e os principais centros de consumo, que estão localizados no Sul e no Sudeste.
Esses desafios logísticos têm sido enfrentados com capacidade técnica e tecnologia, além de políticas públicas e investimentos de infraestrutura. São casos exemplares o histórico do Programa Luz para Todos, além das contínuas expansões do Sistema Interligado Nacional (SIN). O Programa Luz para Todos, lançado em 2003, levou energia elétrica a mais de 17 milhões de pessoas, inclusive de difícil acesso. Em 2023, com o relançamento do programa, foram registradas 145 mil novas ligações em dois anos de operação. O objetivo é alcançar mais 400 mil até 2028, sendo que metade desses atendimentos estão destinados a comunidades amazônicas.
O desafio geográfico e ambiental ainda se faz presente no setor elétrico brasilieiro. Belo Monte, Tucuruí e Balbina, importantes usinas hidrelétricas do Norte do país, reduziram sua geração de energia em função da queda dos níveis de água nos reservatórios, ocasionada pela falta de chuvas. Já a região Nordeste desponta como um polo produtor de energia renovável em parques eólicos e solares que estão crescendo significativamente nos últimos anos. Alguns dos maiores polos produtores de energia eólica e 85% das usinas eólicas em operação do país estão concentrados na região. Por outro lado, estas instalações também geram disputas pelo território. Ademais, a questão da regulação, com processos de licenciamento morosos e insegurança política e jurídica, também apresentam desafios a serem considerados quando se pensa a expansão da rede.
Se, por um lado, a geração hidrelétrica no Brasil revela a abundância de sua hidrografia, por outro também aponta a fragilidade do sistema frente à crise hídrica, que pode se tornar cada vez mais recorrente. Ou seja, o crescimento e a expansão das fontes renováveis demonstra a capacidade de liderança brasileira no setor de energias menos poluentes e de descarbonização do setor elétrico, mas também é importante reforçar a importância de modernizar a rede com tecnologias que otimizem a integração dessas fontes para promover maior capacidade resiliência.
Nesse sentido, projetos de linhas de transmissão em ultra alta tensão (UAT) estão sendo desenvolvidos para interligar regiões distantes, com o objetivo de reduzir perdas e buscar estabilidade do sistema elétrico nacional. Um exemplo disso é o projeto liderado pela subsidiária da estatal chinesa State Grid, a Brazil Holding, batizado de “Projeto de Ultra Alta Tensão no Nordeste do Brasil (Gate)” que foi lançado em junho do presente ano de 2025, com uma estimativa de R$ 23 bilhões de investimento para sua operacionalização, com uma linha de transmissão de 1.468 km em corrente contínua e UAT. O projeto visa uma capacidade para 5 milhões de kw, ligando as cidades de Graça Aranha (MA) e Silvânia (GO), passando pelo estado do Tocantins. A estimativa é que o projeto seja concluído em 2029 e entre em operação comercial em 2030.
Essa expansão é estratégica e demonstra o papel importante do Brasil na geopolítica internacional das energias renováveis. A cooperação técnica entre Brasil e China está alinhada à Iniciativa do Cinturão e Rota chinesa, que traz investimentos em larga escala na infraestrutura e também transferência de tecnologia de ultra e alta tensão e sistemas inteligentes de transmissão o que marca um momento relevante no que concerne a cooperação técnico-científica. O projeto fortalece a posição regional do país como potência de energia limpa e competitiva, visto que novas linhas ajudam a mitigar gargalos logísticos. Esses avanços apontam também para a necessidade de que os projetos na área da transmissão elétrica esteja associados a objetivos de justiça ambiental e governança territorial, para que a governança brasileira garanta a soberania, inclusão social e proteção dos interesses estratégicos em um quadro energético global cada vez mais complexo.
Conclusão
O Brasil se encontra no meio de um duplo movimento global na área energética: o de transição energética e o de modernização das redes de transmissão. A relação entre os dois se pelo motivo de que sem redes robustas, inteligentes e flexíveis, a energia limpa gerada não pode ser escoada eficientemente até os centros de consumo. O risco daí decorrente é o de comprometer as metas de descarbonização e até mesmo de aumentar a dependência de fontes fósseis como backup, como ilustrado pela experiência internacional. É possível entender, portanto, a transição energética sendo indissociável da modernização das redes de transmissão energética. A China é um exemplo de um país que compreende como esse setor, além de estratégico para a segurança dos países, também pode ser uma alavanca para um mercado de tecnologia nacional, que também pode ser exportado.
O caso brasileiro, com seus desafios geográficos e seu potencial renovável, exemplifica a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura, como linhas de UAT e smart grids, e em marcos regulatórios estáveis que contenham atenção às questões ambientais e à segurança cibernética, visando um setor elétrico moderno e seguro, que possa ser referência mundial. Para isso, a cooperação internacional surge como um dos principais pontos que podem alavancar essas modernizações nacionais a tempo de não causar maiores transtornos à crescente expansão da necessidade energética do país.
Agradecimentos aos professores Igor Fuser e Giorgio Romano Schutte
