Ano VI, nº 112, 16 de outubro de 2025
Por Lucas Santiago Portari, Mariana Silveira Gomes, Pamela de Lima, Rúbia Costa Machado (Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)
No dia que marcou 203 anos desde a independência brasileira, as ruas do país foram tomadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em protestos. Em meio a um ato que deveria ter o Brasil como protagonista, a celebração foi ofuscada por um símbolo estrangeiro: uma enorme bandeira norte-americana estendida na Avenida Paulista, retratando a simbologia do atual cenário nacional e a ameaça à soberania brasileira em diferentes aspectos – do simbólico e econômico ao institucional e social.
INTRODUÇÃO
Em um contexto marcado por pressões externas e disputas internas, o Brasil se encontra em um cenário onde a sua soberania vem sendo ameaçada de múltiplas formas e por diversos meios. Os eventos recentes, desde o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos até as mobilizações de diferentes grupos políticos nas ruas do país, revelam diferentes vertentes do desafio à autonomia nacional, seja no plano simbólico, econômico, institucional ou social. A fragilidade dessa autonomia e a busca por reivindicá-la evidenciam um momento de profunda divisão sobre o significado de independência e patriotismo, conduzindo a uma reflexão necessária sobre o futuro político do Brasil.
7 DE SETEMBRO: O DESAFIO SIMBÓLICO À SOBERANIA BRASILEIRA
O episódio do dia 7 de setembro exemplifica como a soberania brasileira vem sendo desafiada simbolicamente. Ao erguerem a bandeira de um país que recentemente aplicou ataques à soberania brasileira e impôs medidas que afetaram negativamente a sua economia e seus comerciantes, parte dos manifestantes deixou claro estarem dispostos a legitimar essas ameaças, mesmo que isso signifique agir contra os interesses da própria nação. Essa postura se torna ainda mais evidente ao longo da passeata, quando muitos apoiadores de Bolsonaro pediram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificasse sua pressão contra instituições e autoridades brasileiras. Entre eles, Rodrigo da Silva — manifestante entrevistado por veículos de imprensa durante o ato — o qual afirmou que Trump seria “o único que poderia nos salvar”, essa colocação ilustra o quanto parte dos presentes depositava esperança política em uma potência estrangeira.
Nesse contexto, o idealismo em torno da imagem de uma potência estrangeira capaz de “salvar” a pátria não é um fenômeno recente, mas uma construção histórica em setores específicos da elite política e de parte da opinião pública brasileira. Um clássico exemplo pode ser observado na política de alinhamento automático adotada pelo governo Dutra — caracterizada pelo apoio a diretrizes norte-americanas mesmo quando contrárias aos interesses nacionais. Essa lógica de busca por reconhecimento externo se repetiu em certos momentos, como no rompimento das relações diplomáticas com a União Soviética em 1947 e no alinhamento incondicional ao bloco liderado pelos Estados Unidos.
No entanto, é importante contextualizar que esse modelo não foi absoluto: o país também se encontrou em momentos de política externa independente, como durante governos como o de Jânio Quadros e João Goulart, que buscaram maior autonomia frente a pressões externas.
Dessa forma, o episódio no dia da independência evidencia a continuidade histórica de dinâmicas de subordinação ao estrangeiro, reforçando que o desafio à soberania não se limita ao plano simbólico, mas se desdobra também em esferas políticas e econômicas.
O TARIFAÇO E A LEI MAGNITSKY
Não se pode esperar, no entanto, que tais disputas de cunho narrativo estejam apartadas de consequências diretas no cenário brasileiro. Mais especificamente na área econômica, no dia 9 de julho de 2025, o governo estadunidense emitiu o decreto executivo responsável pela taxação de 50% de várias das importações brasileiras. Dentro das mercadorias mais importantes arroladas, era possível destacar o café, peças e equipamentos de construção civil e a carne bovina. Em termos da balança comercial brasileira, efetivamente, o impacto do decreto de Trump acabou por afetar apenas 3,3% das exportações brasileiras. De qualquer forma, uma segunda questão foi posta em disputa: a política. Isso porque, no decreto em questão, o governo Trump explicitamente correlaciona a decisão de taxar o Brasil com a forma pela qual o ex-presidente Jair Bolsonaro vinha sendo julgado pela tentativa de Golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Além disso, o decreto também afirma haver falta de reciprocidade por parte do governo brasileiro nas relações bilaterais e ameaça o Brasil com a aplicação da Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Basicamente, trata-se de uma medida de pressão unilateral que os EUA podem exercer sobre os outros países, no intuito de abrir seus mercados às exportações e investimentos norte-americanos.
Outro ponto também presente no decreto executivo esteve nas denúncias à regulação de empresas norte-americanas no âmbito das plataformas digitais. Segundo o governo estadunidense, o intuito do Brasil de regular as mídias sociais contraria a liberdade de expressão dos indivíduos – e portanto, as empresas norte-americanas estariam sofrendo censura brasileira. Essa conjugação de interesses – político, econômico e narrativo – demonstram a maneira pela qual a administração Trump, articulada com a extrema-direita internacional, busca submeter o governo brasileiro a uma agenda de alinhamento automático com os interesses estrangeiros.
Na esteira do tarifaço, a disputa de Trump com a Justiça brasileira ganha contornos mais profundos com a aplicação da Lei Magnitsky, no dia 30 de julho de 2025, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Aprovada ainda no governo de Barack Obama, em 2012, trata-se de uma ferramenta pela qual o governo estadunidense se habilita a aplicar sanções econômicas com base na justificativa da punição contra indivíduos que supostamente tenham sido perpetradores dos Direitos Humanos, ou culpados pelo crime de corrupção. Dentro do que é previsto, estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país.
É preciso destacar o aspecto unilateral de tal medida, pois o julgamento acerca de quais indivíduos são de fato culpados está muito mais relacionado ao parecer do próprio presidente dos Estados Unidos do que com consensos estabelecidos em fóruns internacionais, como a ONU. Além disso, trata-se de uma forma pela qual a Justiça estadunidense se impõe a de outros países, pelo fato de ser uma condenação carente de devido processo judicial. Como dirá Luciano Nascimento, repórter da Agência Brasil: “basta um ato administrativo do governo norte-americano, que deve ser embasado a partir de uma investigação de órgãos como o Departamento de Estado, o Departamento do Tesouro e as Comissões de relações exteriores e finanças do Congresso Americano justificando as violações, o que não ocorreu com Moraes”.
Com esses dois movimentos – Tarifaço e Magnitsky – a administração Trump forçou uma situação na qual a ressignificação das relações Brasil-EUA precisou ser feita, na medida em que ditos ataques acabaram por constituir um “marco zero” para a resposta que viria por parte tanto do governo, como da população brasileira.
DESAFIO POLÍTICO À SOBERANIA: QUANDO A LEALDADE É DIVIDIDA
A inserção política de Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e deputado federal pelo Partido Liberal, tem desafiado a soberania brasileira, com a radicalização de seus posicionamentos no exterior enquanto porta-voz de grupos da extrema direita. Desde declarações em redes sociais sobre as supostas sanções a Alexandre de Moraes antes mesmo do anúncio oficial do “tarifaço”, Eduardo sempre demonstrou suporte à uma agenda de política externa da extrema-direita sustentada por um “patriotismo às avessas”, em que o discurso patriota serve para defender, paradoxalmente, os interesses estrangeiros.
Segundo noticiado pelo o G1 em 05 de maio de 2025, Eduardo Bolsonaro afirmava que a visita da Comitiva do governo Trump ao Brasil teria interesse em discutir sanções contra o Alexandre de Moraes — alegações não confirmadas pelos próprios EUA, já que a ocasião seria utilizada para discutir sobre o crime organizado transnacional e sanções americanas voltadas para o terrorismo e tráfico de drogas, segundo nota da Embaixada americana. Essa ação do parlamentar demonstra o quanto ele internacionaliza disputas políticas domésticas sob o pretexto de proteção da liberdade de expressão, para fazer um apelo à interferência estrangeira em assuntos nacionais.
Enquanto um dos intermediários da extrema-direita estadunidense e a brasileira, o deputado apresenta-se como um instrumento de subordinação aos interesses estrangeiros. Observa-se que até mesmo o Partido Liberal tentou “segurar” a articulação de Eduardo nos EUA e frear as sanções contra o Brasil. Esse fato deixa explícito a atuação de Eduardo contra o próprio país, deixando à vista até mesmo para o seu próprio partido que suas ações fogem dos objetivos partidários e podem gerar possíveis transtornos diplomáticos.
Seguindo nessa mesma lógica, o deputado afirmou que os Estados Unidos poderiam enviar “caças F-35 e navios de guerra” para o país. Tal discurso militarista, desvela uma parcela do complexo de “vira-lata” transcrito em parceria estratégica militar. Em outro momento, abordou a possibilidade de se aplicar no país — com a saída do ministro Luís Roberto Barroso, Eduardo Bolsonaro diz que o ex-ministro teme sanção por Lei Magnitsky — a Lei Magnitsky, que como mencionado, permite sanções unilaterais à autoridades acusadas de violações de direitos humanos. Em ambas ocasiões, ainda se procura a legitimação e aprovação norte-americana, a busca pela soberania tutelada a partir da perspectiva do outro, abdicando do próprio protagonismo para ser coadjuvante na narrativa de outra perspectiva.
Recentemente, o deputado foi indicado pela Procuradoria-Geral da República por coação de testemunhas, convertendo a política externa em palco para confrontos, esvaziando a diplomacia brasileira, servindo para enfraquecer a autonomia estatal, não somente pela imposição externa mas também por aqueles que se dizem patriotas.
Não é de hoje que a construção atual do patriotismo brasileiro se cruza com a crise identitária da direita, desvelando uma confusão entre nacionalismo e subserviência aos Estados Unidos. Dessa forma, assistimos bandeiras americanas em manifestações que dizem defender os interesses do Brasil, figuras como a de Eduardo Bolsonaro carregam a ambiguidade de naturalizar as dependências históricas e transformá-las em orgulho nacional.
21 DE SETEMBRO E A RESISTÊNCIA: SOBERANIA COMO DISPUTA SOCIAL E POLÍTICA
A priori, nesse cenário, se, de um lado, a retórica de certos atores políticos têm reduzido o patriotismo brasileiro a um simulacro de submissão, de outro, novas expressões sociais emergem para disputar esse mesmo imaginário. Após anos em que a lealdade nacional foi confundida com o alinhamento automático aos Estados Unidos, o 21 de setembro de 2025 marcou a retomada da soberania como valor político e socialmente construído a partir de dentro. Em contraste com o simbolismo de dependência que dominara o 7 de setembro, as ruas do país voltaram a ser ocupadas por movimentos progressistas, sindicatos, estudantes e diversos setores da sociedade civil em um ato de resistência ao autoritarismo e ao crescente alinhamento do Brasil a interesses estrangeiros.
De acordo com estimativas da imprensa nacional e internacional, dezenas de milhares de pessoas participaram das manifestações em ao menos 200 cidades brasileiras, incluindo grandes atos em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte. Em São Paulo, a Avenida Paulista foi novamente o epicentro simbólico, abrigando mais de 40 mil manifestantes. Faixas com dizeres como “Soberania é democracia” e “Nenhuma anistia ao autoritarismo” sintetizam o tom político e cívico do ato. A mobilização teve como estopim a resistência à proposta de anistia a Jair Bolsonaro e a outros envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, mas assumiu contornos mais amplos: tratou-se de uma reação coletiva contra o avanço do autoritarismo, a instrumentalização do patriotismo e o alinhamento automático do Brasil a interesses estrangeiros.
Essas mobilizações, mais do que um simples protesto político, constituíram um movimento de reconstrução simbólica da soberania nacional. Em um contexto em que o discurso de patriotismo vinha sendo apropriado por setores que defendem a intervenção estrangeira e o enfraquecimento das instituições nacionais, o ato do 21 de setembro resgatou, de certo modo, o sentido autônomo e popular da soberania. Ao defender a independência das instituições brasileiras frente a pressões externas e internas, os manifestantes reconfiguraram o espaço público como arena de disputa pela legitimidade do que significa ser soberano. Conforme destaca matéria da BBC News, as manifestações simbolizaram uma virada na narrativa política nacional, ao reposicionar o povo como protagonista na defesa da democracia e da autonomia estatal.
Nesse sentido, o 21 de setembro não se limita a um evento de oposição política, mas também diz respeito à dimensão social e ideológica do conceito de soberania. Dessa forma, o que está em jogo é uma disputa de projetos de país: de um lado, um nacionalismo subordinado, que vê na tutela externa e no autoritarismo interno um caminho de força e legitimidade; de outro, uma soberania democrática e popular, que entende a independência como construção coletiva e enraizada na participação cidadã. Assim, a resistência que emergiu nas ruas expressa a tentativa de reapropriar o patriotismo enquanto valor político emancipador e não como um instrumento de submissão. Como afirmou o The Guardian, a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe representou um marco na defesa da democracia brasileira, mas “essa luta não acabou”. A reflexão que emerge, portanto, vai além do evento em si: evidencia que a soberania é, antes de tudo, um campo de disputa permanente no âmbito social, político e simbólico, no qual o Brasil define não apenas sua posição no mundo, mas também o significado de ser uma nação soberana.
Dessa forma, o 21 de setembro se consolida como contraponto à submissão simbólica do 7 de setembro e à interferência política estrangeira, reafirmando que a defesa da soberania brasileira não se restringe a um gesto isolado, mas constitui um processo contínuo de resistência popular.
CONCLUSÃO
Desde o gesto simbólico de submissão com a bandeira norte-americana no último 7 de setembro até o embate institucional e social no dia 21 de setembro, o Brasil se encontra em um cenário, no qual a soberania nacional é constantemente colocada à prova. No entanto, esse conceito não se restringe a um imaginário específico, mas sim a um campo em disputa, atravessado por diferentes dinâmicas, que vão desde a legitimação simbólica de potências estrangeiras até as tensões políticas e econômicas internas.
A ameaça à soberania nacional e a necessidade de resistência diante desses ataques não são fenômenos recentes, mas novas expressões de um padrão histórico de dependência e subordinação que marca a trajetória brasileira. Seja por meio de pressões externas, disputas internas, o país segue sendo tensionado em diferentes esferas, como pela busca de autonomia e afirmação nacional diante da própria população e reconhecimento externo.
Essas questões permanecem em aberto e as respostas determinarão os contornos do futuro político do Brasil e de sua inserção internacional. De acordo com análises de veículos estrangeiros, a postura brasileira de resistência frente aos recentes desdobramentos transcende a esfera doméstica e assume profunda relevância para a América Latina e o restante do mundo, evidenciando que a luta pela defesa da soberania nacional não se encerra em um episódio, mas se constitui em um processo contínuo que precisa ser constantemente reafirmado.
REFERÊNCIAS
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*Agradecemos, também, a professora Nathália Henrich pelo apoio na orientação do texto.
