PEB NAS URNAS 2026: HERTZ DIAS (PSTU)

Por Marcelo Balloti Monteiro, Laís Eugênio Lobue dos Santos (Imagem: Patrick Silva/Alma Preta)

Entre a ruptura com a dependência e os limites da diplomacia, o programa de Hertz Dias recoloca a soberania econômica no centro da política externa brasileira. Ao confrontar imperialismo, privatização e dependência tecnológica, a proposta desloca o debate: quem controla a riqueza brasileira e para quem ela serve? Mas a ruptura econômica exige também uma estratégia internacional capaz de enfrentar o isolamento e construir novas formas de cooperação e autonomia.

Introdução 

A política externa brasileira historicamente ocupa uma posição peculiar dentro da formulação das políticas públicas nacionais. Embora decisões sobre comércio, investimentos,

defesa, recursos naturais, tecnologia e financiamento internacional tenham efeitos diretamente domésticos, a política externa costuma ser apresentada como uma área especializada, associada principalmente à atuação do Ministério das Relações Exteriores e às relações diplomáticas do Estado brasileiro. 

O programa de governo apresentado pela candidatura de Hertz Dias e Vanessa Portugal, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), rompe parcialmente com essa separação. O documento intitulado Com os trabalhadores contra o sistema — Por um Brasil soberano e socialista apresenta a política internacional como uma extensão das estruturas econômicas e sociais existentes no país. A questão central não é, portanto, apenas “qual deve ser a relação do Brasil com determinado Estado?”, mas “quais estruturas econômicas determinam a posição brasileira na divisão internacional do trabalho?”. 

Essa característica torna o programa particularmente interessante para a análise das Relações Internacionais. Em vez de organizar sua proposta externa prioritariamente em torno de instituições como ONU, BRICS, Mercosul, OMC ou de relações bilaterais específicas, o documento constrói sua concepção de política externa a partir de categorias como imperialismo, dependência, soberania econômica, estatização, controle de capitais, reindustrialização e soberania tecnológica. 

Enquadramento metodológico: política externa a partir da Economia Política Internacional 

A análise do programa de Hertz Dias exige um enquadramento metodológico que ultrapasse a concepção estritamente diplomática. Se em termos convencionais a política externa concentra-se em alianças, organismos multilaterais e relações bilaterais, esse procedimento é insuficiente para o programa de Hertz Dias, que estabelece uma relação direta entre a posição internacional do Brasil e a sua estrutura econômica doméstica, inscrevendo-se na Economia Política Internacional (EPI). 

A tradição crítica da EPI, fundamentada por Robert W. Cox em Social forces, states and world orders: beyond international relations theory, compreende as Relações Internacionais como relações históricas entre Estado, forças sociais, estruturas econômicas e formas de produção, ressaltando que as instituições e as estruturas de poder não são neutras, mas derivam dessas relações. Para Susan Strange em States and Markets, por sua vez, destaca a dimensão estrutural do poder internacional, que se manifesta na capacidade de determinar as estruturas globais dentro das quais os atores precisam operar. Essa perspectiva aproxima-se da lógica da candidatura, a qual sustenta que a dependência brasileira decorre da sua posição na divisão internacional do trabalho enquanto plataforma de exportação de produtos primários. 

Assim, a categoria de “imperialismo” ocupa uma função estrutural no documento: não se limita a uma crítica pontual aos Estados Unidos, mas interpreta o capitalismo internacional a partir da subordinação de determinadas economias aos polos dominantes. O programa rejeita explicitamente a substituição da dependência norte-americana por uma dependência chinesa ou europeia, afirmando que a China tampouco constitui uma alternativa para a soberania nacional. 

Metodologicamente, o programa articula a EPI crítica, a leitura estruturalista da dependência e a busca pela soberania econômica. Dessa forma, a fronteira entre política interna e política externa praticamente desaparece: a estatização de empresas estratégicas, por exemplo: Petrobras e Vale, e o controle da infraestrutura digital constituem, simultaneamente, políticas econômicas domésticas, tecnológicas, de segurança e de inserção internacional.

A crítica às forças políticas hegemônicas e à inserção internacional brasileira 

Um dos eixos do programa é a crítica simultânea à extrema-direita e ao governo Lula, afirmando que ambas as forças são incapazes de romper com a dependência internacional. Enquanto o bolsonarismo é criticado pelo alinhamento e aprofundamento da influência dos Estados Unidos, o governo Lula é questionado por negociar com múltiplos centros do capitalismo mundial sem alterar as estruturas econômicas internas do país. 

Para o PSTU, a verdadeira autonomia não decorre da mera diversificação de parceiros externos. Substituir os Estados Unidos pela China ou pela União Europeia mantém a vulnerabilidade periférica se o padrão produtivo interno permanecer inalterado. O documento exemplifica essa dinâmica ao analisar a ascensão chinesa: a aquisição de ativos existentes em setores estratégicos como: energia e mineração, e a instalação de empresas como a BYD mantêm o núcleo tecnológico no exterior, sem promover uma transformação estrutural da capacidade produtiva brasileira. 

Assim, a crítica é de natureza político-econômica, e não meramente geopolítica. Dialogando com a tradição do estruturalismo latino-americano a partir de uma matriz marxista e revolucionária, o programa sustenta que a superação da dependência exige romper com a especialização em commodities. A política externa, portanto, está diretamente vinculada à reindustrialização e à conquista da soberania econômica. 

Economia Política Internacional, estatizações e soberania econômica 

A dimensão mais desenvolvida do programa de Hertz Dias situa-se na Economia Política Internacional. A proposta central consiste em alterar a estrutura de propriedade de setores estratégicos através da expropriação e reestatização de grandes empresas de mineração, energia, petróleo, siderurgia, celulose e agronegócio, além de tornar a Petrobras cem por cento estatal sob controle dos trabalhadores. Nesse arranjo, a estatização ultrapassa a mera prestação de serviços públicos para se constituir como um instrumento de soberania e poder internacional. 

A lógica do documento parte da premissa de que a propriedade privada e estrangeira sobre esses setores resulta na apropriação e evasão externa dos excedentes gerados no Brasil, reduzindo a capacidade estatal de direcionar a economia. Por isso, o programa defende canalizar esses recursos para a transformação produtiva interna, priorizando áreas como o

refino, o processamento de terras raras e minerais críticos, a fabricação de máquinas e equipamentos, a infraestrutura digital, a química fina e a indústria de defesa. 

Essa reorientação projeta três implicações diretas para a inserção internacional do país: primeiro, altera a posição brasileira nas cadeias globais de valor ao substituir a exportação de bens primários pelo processamento de maior valor agregado; segundo, reduz a vulnerabilidade e a dependência em relação a tecnologias estrangeiras; e terceiro, converter recursos naturais e energéticos em ativos estratégicos vinculados à soberania nacional, e não em meras mercadorias exportáveis. 

Ademais, a candidatura propõe um rígido controle sobre os fluxos de capital para conter a evasão financeira e a dependência do dólar, acompanhado da suspensão do pagamento da dívida pública para auditoria. Essa estratégia configura um modelo de desglobalização seletiva: uma transição na qual o país não busca o isolamento autárquico total, mas redefine as bases da sua integração internacional a partir do planejamento estatal e do condicionamento soberano da economia. 

Soberania digital como dimensão contemporânea da política externa 

Um dos aspectos mais inovadores do programa é a incorporação da soberania digital à ideia de soberania nacional. O documento diagnostica que a dependência contemporânea extrapola os fluxos comerciais e financeiros, manifestando-se no controle de dados, nuvens, plataformas e inteligência artificial por conglomerados transnacionais submetidos a jurisdições estrangeiras. 

Para contornar esse domínio, o plano propõe proibir a hospedagem de dados governamentais sensíveis em servidores privados internacionais e defende a criação de uma inteligência artificial pública nacional — financiada pelos excedentes das empresas estatizadas e desenvolvida em parceria com as universidades brasileiras. Essa estratégia amplia o conceito tradicional de soberania do século XX — focado em território, moeda e recursos naturais — ao posicionar o controle da infraestrutura informacional como pilar de política industrial, científica e de segurança. 

Ademais, a soberania digital articula-se diretamente com a pauta laboral: os ganhos de produtividade da automação e da IA são vinculados à redução da jornada de trabalho sem redução salarial, associados a auditorias algorítmicas e ao veto à vigilância digital invasiva. Frente a corporações de tecnologia cujo poder transpassa fronteiras e rivaliza com o de

Estados médios, a candidatura responde com a nacionalização, controle público e socialização das infraestruturas tecnológicas estratégicas. 

Mapeamento das lacunas e omissões diplomáticas 

Embora o programa apresente uma concepção relativamente desenvolvida de Economia Política Internacional, sua política externa enquanto agenda diplomática convencional é menos detalhada. Essa diferença é importante e deve ser considerada na avaliação acadêmica do documento. O primeiro ponto é a relativa ausência de propostas sistemáticas para a diplomacia multilateral. O programa não desenvolve, de forma significativa, uma estratégia para a atuação brasileira nas Nações Unidas, na Organização Mundial do Comércio, no G20, nos organismos financeiros internacionais ou em outros regimes multilaterais. 

Da mesma forma, não há uma formulação detalhada sobre uma possível reforma do sistema internacional, apesar de a crítica ao imperialismo sugerir uma concepção estrutural das instituições internacionais. Essa ausência produz uma tensão analítica: se a ordem internacional é considerada estruturalmente assimétrica, seria esperado que o programa apresentasse também uma estratégia para disputar a transformação das instituições que organizam essa ordem. 

A segunda lacuna diz respeito ao BRICS. O Brasil ocupa posição relevante nesse agrupamento, e a política externa brasileira contemporânea tem utilizado o BRICS como instrumento de diversificação das relações internacionais. Entretanto, o programa de Hertz Dias não apresenta uma estratégia sistemática de atuação no bloco. A referência à China ocorre principalmente para contestar a ideia de que Pequim representaria uma alternativa ao imperialismo ocidental. 

Isso não significa necessariamente uma rejeição formal do BRICS, mas evidencia que o programa não transforma o agrupamento em eixo explícito de sua estratégia diplomática.O mesmo ocorre com o Mercosul. O programa critica o acordo Mercosul–União Europeia, interpretando-o como mecanismo que manteria o Brasil especializado na exportação de produtos primários enquanto facilitaria a entrada de bens de maior valor agregado produzidos

na Europa. Entretanto, não é apresentada uma estratégia alternativa detalhada para o Mercosul. Essa é uma lacuna particularmente importante porque a integração sul-americana poderia constituir instrumento para uma política de desenvolvimento regional, especialmente em áreas como infraestrutura, energia, indústria, defesa, ciência e tecnologia. 

O programa também não desenvolve extensivamente uma agenda de relações bilaterais com os países sul-americanos. Não aparecem, com a mesma centralidade, propostas detalhadas para Argentina, Bolívia, Chile, Venezuela, Colômbia, Peru ou outros parceiros regionais. Essa ausência contrasta com a importância estratégica da América do Sul para qualquer projeto brasileiro de autonomia internacional. 

Outra lacuna refere-se às questões de segurança internacional e defesa. Embora o discurso anti-imperialista tenha implicações evidentes para a política de defesa, o programa não estrutura uma doutrina abrangente sobre Forças Armadas, indústria de defesa, segurança regional, tratados militares, cooperação estratégica ou participação brasileira em operações internacionais. A defesa aparece mais relacionada à soberania econômica e ao desenvolvimento tecnológico do que como uma política externa específica. 

Há ainda uma lacuna significativa em relação à agenda ambiental internacional. O programa apresenta posições relevantes sobre agronegócio, petróleo, reforma agrária e preservação ambiental, inclusive oposição à exploração de petróleo na Margem Equatorial. Entretanto, não desenvolve de forma sistemática uma estratégia para negociações climáticas, financiamento climático, transferência internacional de tecnologia, Amazônia, Convenção do Clima ou relações com países envolvidos na transição energética. 

Essa questão é particularmente importante porque a transição energética mundial aumenta o valor estratégico de minerais críticos, terras raras e fontes de energia. O próprio programa identifica esses recursos como estratégicos, mas poderia desenvolver mais claramente como o Brasil deveria negociar internacionalmente sua exploração, processamento e comercialização. 

Por fim, existe uma relativa ausência de discussão sobre direitos humanos e regimes internacionais de proteção. Embora o programa trate de racismo, desigualdade, povos

indígenas, população negra, mulheres e outros grupos no âmbito doméstico, ele não constrói uma política externa sistemática de direitos humanos. 

A questão palestina, por exemplo, não ocupa papel central no programa presidencial, embora apareça em materiais e candidaturas estaduais vinculadas ao PSTU. Isso indica uma diferença entre o discurso internacional mais amplo do partido e aquilo que foi efetivamente incorporado ao programa presidencial analisado. 

Em termos metodológicos, é importante não transformar essas ausências em afirmações sobre aquilo que o candidato “pensa” sobre determinado assunto. A conclusão mais segura é simplesmente que o documento não apresenta uma formulação detalhada sobre essas questões. 

Entre soberania e isolamento: uma tensão central do programa 

A análise do programa permite identificar uma tensão fundamental. De um lado, a candidatura apresenta uma concepção abrangente de soberania, baseada na capacidade brasileira de controlar seus recursos naturais, sistema financeiro, empresas estratégicas e infraestrutura tecnológica. De outro, quanto maior o grau de ruptura pretendido com os mecanismos existentes de integração econômica internacional, maior será a necessidade de construir mecanismos alternativos de comércio, financiamento, tecnologia e cooperação. 

Esse é um problema central para qualquer projeto de autonomia internacional. A soberania não significa simplesmente reduzir relações externas. Um Estado pode aumentar sua autonomia justamente ampliando o número de parceiros, diversificando mercados e construindo instituições regionais. O programa de Hertz Dias apresenta uma crítica consistente à dependência, mas oferece menos detalhes sobre como seria construída uma nova arquitetura de relações externas. Por exemplo, se o Brasil rejeitasse simultaneamente a dependência de Estados Unidos, União Europeia e China, seria necessário definir quais parceiros poderiam substituir essas relações em determinados setores. 

Também seria necessário explicar como ocorreria a obtenção de tecnologia avançada, financiamento externo, equipamentos industriais e insumos estratégicos durante um eventual

processo de transição. Essa questão não invalida a lógica interna do programa, mas revela uma assimetria entre o desenvolvimento da crítica e o desenvolvimento da estratégia diplomática. 

O diagnóstico da dependência internacional é mais detalhado do que o desenho institucional da política externa necessária para superá-la. Essa característica talvez seja explicada pelo próprio enquadramento ideológico do programa. A prioridade está na transformação das relações sociais e econômicas internas. A diplomacia aparece como instrumento subordinado a essa transformação. 

Considerações finais 

A análise do programa de governo de Hertz Dias permite identificar uma concepção de política externa distinta da tradição diplomática brasileira mais convencional. O eixo fundamental da proposta não é a busca de equilíbrio entre grandes potências, a diversificação de parceiros comerciais ou a ampliação do protagonismo brasileiro em instituições multilaterais. O eixo é a soberania econômica e tecnológica. 

Nesse sentido, a política externa proposta por Dias pode ser interpretada como uma extensão de seu projeto de transformação da estrutura produtiva brasileira. A crítica ao imperialismo ocupa posição central. Estados Unidos e Europa são identificados como centros tradicionais de poder econômico internacional, enquanto a China é analisada como potência capitalista em ascensão que, segundo o programa, não oferece uma alternativa estrutural à dependência brasileira. 

O resultado é uma posição que não se enquadra simplesmente na lógica de alinhamento a um dos pólos da atual competição internacional. O programa busca construir uma terceira posição baseada na ruptura com a dependência em relação aos diferentes centros do capitalismo mundial. 

Essa concepção está diretamente associada à defesa das estatizações. Petrobras, mineração, energia, siderurgia, sistema financeiro e outros setores estratégicos são tratados

como instrumentos de soberania. Os excedentes dessas empresas deveriam financiar a industrialização, a infraestrutura e a construção de capacidades tecnológicas nacionais. 

A soberania digital aprofunda essa concepção ao incorporar dados, inteligência artificial, computação em nuvem e plataformas digitais à agenda de soberania nacional. Do ponto de vista da Economia Política Internacional, trata-se de uma proposta coerente em sua tentativa de vincular estrutura produtiva, propriedade do capital e posição internacional do Estado. 

Entretanto, quando analisada especificamente como política externa, a proposta apresenta lacunas importantes. O programa oferece relativamente pouca elaboração sobre o funcionamento cotidiano da diplomacia, sobre a participação brasileira em organismos multilaterais, sobre o futuro do Mercosul, sobre o BRICS, sobre as relações com os países sul-americanos e sobre os mecanismos institucionais necessários para implementar uma estratégia internacional de ruptura. 

Essa característica produz uma conclusão importante para a análise acadêmica: o programa de Hertz Dias apresenta uma teoria relativamente desenvolvida sobre a economia política da dependência, mas uma doutrina diplomática convencional menos detalhada. 

Sua política externa pode ser compreendida, portanto, como uma política externa de transformação estrutural. O ponto de partida não é o Itamaraty, mas a estrutura econômica brasileira; não é a diplomacia, mas a propriedade dos ativos estratégicos; não é apenas o comércio exterior, mas a posição do Brasil na divisão internacional do trabalho. 

O programa desloca, assim, a pergunta clássica “qual deve ser o lugar do Brasil no mundo?” para uma pergunta anterior: quem controla as condições materiais que determinam o lugar do Brasil no mundo? 

Essa inversão constitui talvez a característica analiticamente mais relevante da proposta. Ao mesmo tempo, ela deixa em aberto uma questão central para qualquer projeto de política externa baseado em soberania: como transformar autonomia econômica interna em

capacidade efetiva de atuação internacional sem produzir novas formas de dependência ou isolamento. 

Responder a essa questão exigiria complementar o programa econômico com uma estratégia diplomática mais detalhada, especialmente em relação à América do Sul, BRICS, Mercosul, sistema multilateral, comércio internacional, financiamento, tecnologia, meio ambiente e segurança internacional. 

Dessa forma, a proposta de Hertz Dias pode ser entendida menos como um programa convencional de política externa e mais como um projeto de reconfiguração da inserção internacional brasileira a partir de uma transformação socialista da economia nacional. 

Essa característica coloca a candidatura dentro de uma tradição de pensamento que interpreta a autonomia internacional não como simples capacidade diplomática de negociar com diferentes potências, mas como resultado da capacidade de controlar internamente os recursos econômicos, financeiros, produtivos e tecnológicos necessários para sustentar decisões políticas independentes. 

REFERÊNCIAS

COX, Robert W. Social forces, states and world orders: beyond international relations theory. Millennium: Journal of International Studies, v. 10, n. 2, p. 126–155, 1981. 

GILPIN, Robert. The Political Economy of International Relations. Princeton: Princeton University Press, 1987. 

MILNER, Helen V. The political economy of international trade. Annual Review of Political Science, v. 2, p. 91–114, 1999. 

STRANGE, Susan. States and Markets. London: Pinter Publishers, 1988. 

PSTU. Com os trabalhadores contra o sistema: por um Brasil soberano e socialista — Programa de Governo 2026. Programa apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral pela candidatura Hertz Dias e Vanessa Portugal. 2026. TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. DivulgaCandContas — Eleições 2026. Documentação relativa às candidaturas e programas de governo. 2026. 

FOLHA DE S.PAULO. Candidato do PSTU propõe reestatizar totalmente Petrobras, Vale e Embraer. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/candidato-do-pstu-propoe-reestatizar-totalmente-petrobras-vale-e-embraer.shtml. 30 ago. 2026. 

FOLHA DE S.PAULO. Veja o que os candidatos à Presidência pensam sobre EUA, China, Brics e outros temas de política externa. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/veja-o-que-os-candidatos-a-presidencia-pensam-sobre-eua-china-brics-e-outros-temas-de-politica-externa.shtml. 12 set. 2026. 

PSTU MARANHÃO. Hertz Dias — Presidente · PSTU 16. 2026.

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