Por Soraya Abdo Bannout, Maria Eduarda Carbinatto Carita e Camila Furlan Patricio (Imagem: Pizzutto/Band)
Entre o discurso da “terceira via” e a promessa de um Brasil mais integrado ao mercado global, o programa de Augusto Cury aposta na diplomacia como vitrine para exportações, investimentos e recursos estratégicos. A proposta de modernização do Itamaraty levanta uma questão central: até onde a abertura ao capital estrangeiro pode avançar sem transformar soberania em mercadoria? Entre promoção comercial, exploração de riquezas e cooperação humanitária, o desafio é conciliar inserção internacional, desenvolvimento e autonomia nacional.
INTRODUÇÃO
Com um discurso que se propõe a ser a terceira via entre os dois lados, à direita e à esquerda, o candidato Augusto Cury estreia sua carreira política em 2026 lançando sua candidatura à presidente da República pelo partido Avante. Cury, mesmo com uma carreira política recém nascida, já era conhecido no país devido a seus livros e atuação na área da psiquiatria, ganhou força em Agosto deste ano, alcançando o terceiro lugar nas pesquisas eleitorais.
De modo geral, em seu plano de governo, chamado de Brasil dos Nossos Sonhos, o candidato apresenta uma proposta de construção de governo que visa a democracia, a união, a cultura de paz e o respeito ideológico. Por conseguinte, seu plano defende também a despolarização da sociedade e propõe a abertura do diálogo e da cooperação entre os dois lados políticos. Em suma, isso significa que ele busca conciliar a responsabilidade e liberdade econômica, defendidas pela direita e a sensibilidade social defendida pela esquerda, como ele mesmo diz. Para tal, o plano está dividido em 18 propostas de governo, identificados como projetos.
O presente texto busca analisar as propostas de política e externa que envolvam a inserção internacional do Brasil. Foram identificados no plano três propostas: o projeto 10, nomeado como Brasil Exportador, o projeto 11 embaixadas empreendedoras (pee) e o projeto 12 Plano de Combate Mundial da Fome. Cada uma dessas propostas faz parte da política externa proposta pelo candidato. O texto está dividido em três seções, além desta introdução, na segunda discutiremos sobre a proposta de reforma do Ministério das Relações Exteriores, a terceira foi dedicada a analisar as três propostas citadas acima e por fim a conclusão.
RELAÇÕES INTERNACIONAIS E DIPLOMACIA ESTRATÉGICA
Acerca dos temas relacionados à política externa brasileira, Augusto Cury introduz em seu plano de governo, um projeto institucional que discorre sobre a necessidade em desenvolver um processo diplomático baseado na cooperação e no diálogo, salientando estas características como históricas e tradicionais das relações internacionais do país. Ao destacar o Brasil como potência diplomática, o candidato exibe certa continuidade ao pensamento político do governo atual, apesar das críticas presentes em seu próprio plano de governo, que enxerga o país enquanto player global, que atua com independência em relação às potências hegemônicas.
Embora Augusto Cury nomeie a política externa brasileira enquanto pragmática, seus objetivos, que incluem ampliar a participação do país em fóruns globais e fortalecer a posição do Brasil enquanto potência emergente, evidenciam o alinhamento do candidato à corrente diplomática autonomista, neste primeiro ensaio, que defendem sob a ótica nacionalista, a presença do Brasil de maneira autônoma na política internacional, com desempenho ativo visando atender os interesses do Sul global. Ao discorrer sobre a importância em fortalecer as relações Sul-Sul, com o objetivo em promover novas parcerias tecnológicos e educacionais, além da necessidade em cultivar o multilateralismo como base da ordem internacional, o candidato evita apoiar exclusivamente qualquer potência mundial e busca maximizar suas opções visando a continuidade do interesse nacional soberano.
A proposta desenvolvimentista apresentada por Cury, busca expandir acordos comerciais com blocos e parceiros estratégicos para diversificar o mercado nacional e reduzir possíveis dependências estratégicas. No entanto, é necessário olhar com cautela para que este processo que deve ser seletivo, almejando ganhos estratégicos país, não seja confundido com a limitação da posição internacional que hoje o Brasil ocupa, considerando a vasta rede de contatos bilaterais que possui para a realização dos interesses nacionais. Ao propor a consolidação da competitividade da economia brasileira no mercado mundial, deve-se recordar da integração enquanto instrumento de acesso para abertura de novos caminhos para as indústrias brasileiras.
Desta maneira, o candidato oferece uma nova reforma ao Ministério das Relações Exteriores ao apresentar um plano intitulado “Embaixada 4.0”, que busca modernizar as embaixadas brasileiras para articular a apresentação do país enquanto território de minérios raros e grande fornecedor de matérias-primas ao investimento estrangeiro, justificado pela
geração de emprego e renda ao país. Esta promoção que coloca em jogo a troca de recursos naturais nacionais em prol de interesses estrangeiros, não apenas contrapõe-se a preservação do meio ambiente, tópico no qual Cury parece defender assiduamente em seu plano de governo ao mencionar a importância da diplomacia para temas climáticos e ambientais em prol da defesa da biodiversidade e da preservação da Amazônia no país por exemplo, mas também esgota o ecossistema brasileiro não somente primordial para a funcionalidade da própria indústria nacional, mas também indispensável para o manutenção do bem-estar social da população.
Augusto Cury conclui a introdução das teses propostas com três principais reformas para construir sua gestão no país, dentre elas, a modernização do Ministério das Relações Exteriores. O objetivo do candidato com a reforma, é atribuir ao órgão uma projeção estratégica capaz de transformá-lo em um instrumento de abertura de mercado e inovação ao capital estrageiro, pretendendo o protagonismo político, econômico e estratégico da instituição, visando atrair investimentos para estimular a industrialização no país. Desta maneira, a agressiva abertura de mercado junto a diplomacia estratégica fortaleceria a presença brasileira no cenário internacional, e consequentemente motivaria maior renda e desenvolvimento para o país.
Em análise, é necessário discutir à que termos vê-se compreensível “modernizar” o Ministério das Relações Exteriores, considerando que o processo proposto pelo candidato considera a adesão dos interesses estrangeiros em prol de objetivos nacionais. Ao defender a soberania brasileira e a promoção estratégica do país no cenário internacional, soa incoerente fragilizar o Ministério das Relações Exteriores ao usá-lo como instrumento para abertura de capital estrangeiro, considerando a representatividade sólida histórica da entidade.
É preciso cuidado ao vincular a promoção de novos meios de renda e desenvolvimento nacional, ao capital estrangeiro, ao ofertar a exportação de terras e minerais raros, por exemplo, além do estímulo ao investimento em tecnologia estrangeira no Brasil. Deve-se considerar o Ministério das Relações Exteriores enquanto entidade com grandes parceiras e potencial estratégicos para a promoção dos acordos propostos por Cury, mas questiona-se a necessidade de utilizá-la para promover o país enquanto produto a ser ofertado ao capital estrangeiro, á qualquer custo.
PRINCIPAIS PLANOS PARA A PEB NO BRASIL
Ao introduzir as teses propostas para o desenvolvimento de sua gestão, Augusto Cury, apresenta o planejamento de sua candidatura dividido em dezoito projetos relacionados à temas como saúde, educação, gênero, política externa, economia, empreendedorismo, reformas políticas e meio ambiente.
A seção á seguir tem como objetivo examinar os projetos propostos pelo candidato relacionados à questões de política externa, dentre estes identificam-se três principais: Projeto 10: Brasil Exportador – Um novo protagonismo para a economia brasileira; Projeto 11: Embaixadas Empreendedoras (PEE) – A era de Ouro das Embaixadas Brasileiras e; Plano 12: Plano de Combate Mundial à Fome.
PROJETO 10: BRASIL EXPORTADOR: UM NOVO PROTAGONISMO PARA A ECONOMIA BRASILEIRA
O projeto de número 10 da campanha de Augusto Cury, intitulado Brasil Exportador, diz sobre a necessidade do país em assumir uma posição de destaque no comércio mundial, mais especificamente em priorizar o aumento e diversificação das exportações brasileiras, as quais são vistas pelo plano como um motor de crescimento. Para tal, é proposto como objetivos elevar o número de exportações brasileiras, reduzir a dependência em commodities através do aumento de produtos industrializados, geração de empregos, integração do Brasil às cadeias globais de produção, além da inovação e tecnologia como base. Ademais, propõe também a criação de zonas francas de exportação, a ideia central do plano. Como colocado, este projeto prevê reposicionar o Brasil no cenário mundial, mais especificamente na questão de ampliar o comércio internacional a partir da criação de zonas de exportação, aumento da diversidade e competitividade dos produtos brasileiros, cujo objetivo é fazer com que o país entre nas cadeias globais de valores.
O projeto faz uma colocação interessante ao apontar uma estratégia para colocar o país em uma posição relevante no comércio internacional. Como consta no relatório da OMC de 2025, o Brasil foi o 24º maior país exportador de mercadorias com um valor de US$337 milhões, o que corresponde a 1,4% das exportações mundiais. Ao mesmo tempo que enfatiza uma maior diversificação da pauta de exportação, para depender menos de commodities, o que indica uma preocupação com a participação, a qual o próprio plano afirma ser tímida na inserção do Brasil. Entretanto, embora pequenas se comparadas às outras economias, a participação do país vem crescendo, principalmente no que tange a indústria de transformação, a qual representou 54% do setor em 2025.
Esta parte da proposta vai além da questão de inserção do Brasil no comércio internacional e aproxima de uma política industrial e tecnológica , uma vez que tem a intenção de fazer dos ganhos do comércio internacional mecanismos para transformar a estrutura produtiva brasileira. O principal instrumento, como apontado, seria a implementação das Zonas Francas de Exportação, localizadas em cinco Estados principais: Fortaleza, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Cada região com setores especializados, a exemplo São Paulo, concentraria uma indústria 4.0 e produção de semicondutores. Contudo, o Brasil já possui proposta semelhante: às Zonas de Processamento de Exportação, que são zonas de livre comércio com o exterior e existem na legislação desde 1988.
Por fim, o projeto contém objetivos e metas ambiciosas, que visam, simultaneamente, a melhorar a posição do Brasil no cenário do comércio mundial e uma melhoria no que tange aos setores econômicos domésticos. Nesse sentido, o projeto vai além de ser uma política de exportação, mas é simultaneamente uma política industrial e tecnológica que ambiciona a integração entre a política de exportação. Entretanto, desde 2003 com a criação do programa Brasil Exportador a integração política comercial e tecnológica, já ocorre simultaneamente à industrial.
PROJETO 11: EMBAIXADAS EMPREENDEDORAS (PEE): A ERA DE OURO DAS EMBAIXADAS BRASILEIRAS
O Projeto Embaixadas Empreendedoras (PEE), denominado por Augusto Cury como a “era de ouro das embaixadas brasileiras”, propõe reorganizar a atuação das representações diplomáticas a partir de uma lógica econômica e promocional. O plano prevê transformar embaixadas e consulados em estruturas “4.0”, orientadas por dados, metas, inteligência comercial, turismo e promoção da marca Brasil. Entre as medidas estão a redistribuição de parte do efetivo dos Estados Unidos e da Europa para Índia, China, Oriente Médio e mercados emergentes, a realização de feiras de produtos brasileiros, núcleos de inteligência comercial e maior atuação digital dos diplomatas. O projeto ainda prevê programas com influenciadores estrangeiros e brasileiras residentes no exterior, além da meta de dobrar o comércio do Brasil com o mundo em oito anos. Esses elementos constam do Projeto 11 registrado no plano de governo.
A vinculação entre diplomacia e desenvolvimento econômico não constitui, contudo, ruptura com a tradição da Política Externa Brasileira. Historicamente, a busca por mercados, investimentos, tecnologias e maior integração aos
fluxos econômicos internacionais como objetivos da atuação externa do país. Neste sentido, a proposta aproxima-se da lógica do universalismo seletivo, pela qual a ampla rede de relações internacionais é combinada com a priorização de parceiros capazes de produzir ganhos concretos ao desenvolvimento nacional. A redistribuição de quadros para mercados asiáticos e do Oriente Médio representa essa seletividade em termos geoeconômicos.
No entanto, parte das atribuições apresentadas pelo PEE já integra a estrutura diplomática brasileira. Os Setores de Promoção Comercial e Investimentos (SECOMs) atuam na promoção de exportações, atração de investimentos, apoio a empresas brasileiras, informações de mercado e participação em feiras e missões comerciais. Atualmente, o próprio Ministério das Relações Exteriores registra SECOMs em representações brasileiras no exterior com essas atribuições. Além disso, a política externa brasileira passou a incorporar múltiplas agências estatais e atores empresariais, ampliando a relação entre ação diplomática e interesses econômicos. Deste modo, a novidade do projeto parece residir menos na criação de uma diplomacia comercial e mais na ampliação de sua centralidade, na adoção de metas quantitativas e no uso sistemático de comunicação digital e promoção turística.
Por fim, a proposta levanta questões sobre a coordenação entre o Itamaraty e instituições que já atuam na promoção econômica internacional. O plano estabelece indicadores de comércio, investimentos, turismo e alcance digital, mas não detalha os recursos necessários, a articulação com estruturas existentes ou como seriam avaliadas funções diplomáticas que não geram resultados econômicos imediatamente mensuráveis. Os programas de influenciadores e de “Mulheres Embaixadoras do Brasil” também ampliam a participação de atores não estatais, porém deixam pouco definidos aspectos de seleção, financiamento e responsabilidade institucional. Assim, o PEE associa política externa, desenvolvimento e promoção econômica, enquanto sua implementação dependeria de maior detalhamento sobre governança, custos e integração com a estrutura diplomática existente.
PROJETO 12: PLANO DE COMBATE MUNDIAL DA FOME
O projeto intitulado “Make Humanity Great Again” (Faça Grande a Humanidade Outra Vez) proposto por Augusto Cury em seu plano de governo, evidencia a necessidade do país enquanto ator global em criar mecanismos para erradicar a fome mundial. Para isso, o candidato propõe a criação do Fundo Internacional de Erradicação da Fome que distribuiria recursos em três grandes eixos – políticas públicas para o combate imediato à fome, apoio à agricultura familiar e a criação do Banco Mundial do Empreendedor. Em suma, a proposta sugere que o fundo seja administrado por órgãos internacionais como as Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Programa Mundial de Alimentos, o Banco Mundial e os países do G20.
De fato, a presença de programas de cooperação humanitária no que tange à questões de política externa, que ganharam relevância durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, são utilizados como um instrumento de soft power para demonstrar o desempenho brasileiro à temas de justiça social no cenário internacional. Neste contexto, a expressão soft power, refere-se a capacidade dos Estados em cooperar pelo combate à fome, sem que haja o emprego de elementos militares ou de poder. Deste modo, Cury propõe que Estados com diferentes capacidades se unam para alcançar metas e objetivos em comum, contribuindo para o bem comum.
Em análise, soa compatível atribuir ao Brasil uma estratégia global baseada na cooperação humanitária, alinhada ao governo atual, considerando a limitação de suas capacidades militares, tendo em vista que o humanitarismo está de acordo com a posição que o Brasil ocupa como liderança regional ajustada aos seus objetivos estratégicos. No entanto, garantir o consentimento simultâneo de todas as instituições mencionadas por Cury, que são representadas por diversos Estados, é uma tarefa que encontrará limitações no processo não apenas de execução, mas durante seu planejamento. Além disso, apesar da busca por justiça social e a luta pela não indiferença, a busca por diminuir as desigualdades e desafios sociais mundiais precisa ser vista com cautela pelo candidato, tendo em vista que deve-se buscar uma relação relativamente igualitária entre os Estados, e não somente um processo de ajuda e/ou financiamento humanitário.
Por fim, nomear o programa “Make Humanity Great Again” (Faça Grande a Humanidade Outra Vez) associando-o ao slogan utilizado pelo presidente norte-americano Donald Trump “Make America Great Again” (Faça a América Grande Novamente), traz uma carga ideológica ao projeto que absorve pautas políticas de extrema-direita, frequentemente utilizadas para defender políticas isolacionistas e anti-migração. É possível que Augusto Cury tenha utilizado a frase para gerar atenção midiática, no entanto, parece contraditório aplicar a nomenclatura em um proposta que exige cooperação internacional sem distinções, e que sugere solidariedade global em prol do bem-estar social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise do plano de governo de Augusto Cury permite identificar uma proposta de Política Externa Brasileira estruturada em três dimensões principais: a inserção econômica
internacional do Brasil, a reorganização de determinados instrumentos da atuação diplomática e a participação do país em iniciativas de cooperação internacional. De modo geral, o plano associa a atuação externa à diversificação das relações internacionais, à aproximação com países emergentes, ao multilateralismo e à utilização da política externa como instrumento relacionado ao desenvolvimento nacional.
No que diz respeito à dimensão econômica da inserção internacional, os projetos Brasil Exportador e Embaixadas Empreendedoras atribuem centralidade à ampliação das exportações, à diversificação da pauta exportadora e à expansão da presença brasileira em diferentes mercados. Enquanto o primeiro estabelece uma relação entre comércio exterior, política industrial e desenvolvimento tecnológico, o segundo propõe modificar a atuação das representações diplomáticas, incorporando de maneira mais sistemática funções relacionadas à promoção comercial, ao turismo, à inteligência de mercado e à comunicação internacional. Observa-se, portanto, que a dimensão econômica ocupa posição relevante na concepção de inserção internacional apresentada pelo candidato.
O Plano de Combate Mundial da Fome acrescenta outra dimensão à proposta ao relacionar a atuação internacional brasileira à cooperação humanitária. Nesse caso, o Brasil é apresentado como articulador de uma iniciativa de alcance internacional que envolveria Estados e organizações internacionais no enfrentamento da fome. Dessa maneira, a proposta combina objetivos econômicos e comerciais com iniciativas voltadas à cooperação internacional e à projeção do país em pautas de caráter social.
Em conjunto, os projetos analisados apresentam elementos de continuidade com características historicamente observadas na Política Externa Brasileira, como a busca pela diversificação de parceiros, a relação entre política externa e desenvolvimento e a participação do Brasil em mecanismos multilaterais. Ao mesmo tempo, o plano propõe mudanças na forma de organização e utilização de determinados instrumentos, sobretudo no que se refere às representações diplomáticas, à promoção econômica internacional e à comunicação institucional.
Entretanto, apesar da apresentação de objetivos, metas e diretrizes para as propostas analisadas, determinados aspectos referentes à sua operacionalização permanecem pouco detalhados. Questões relacionadas à distribuição de recursos, à coordenação entre instituições e atores envolvidos, às competências atribuídas a cada órgão e às etapas necessárias para a implementação das medidas não são desenvolvidas de maneira aprofundada. Dessa forma, o plano permite identificar as principais diretrizes e prioridades atribuídas pelo candidato à Política Externa Brasileira, embora permaneçam em aberto aspectos relacionados aos mecanismos concretos necessários para a execução de parte das propostas.
REFERÊNCIAS
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