Os EUA com Trump 2.0 e a China*
Apesar das acirradas divisões políticas internas, o que une as diversas forças nos EUA é o objetivo de barrar a ascensão chinesa. Continuar lendo Os EUA com Trump 2.0 e a China*
Apesar das acirradas divisões políticas internas, o que une as diversas forças nos EUA é o objetivo de barrar a ascensão chinesa. Continuar lendo Os EUA com Trump 2.0 e a China*
A ascensão da extrema-direita no Brasil, nos últimos anos, veio acompanhada de recorrentes tentativas de alterar a narrativa sobre a ditadura militar (1964-1985). Se no período imediato à redemocratização do país, na década de 1980, se evidenciou junto à sociedade brasileira a herança negativa deixada pelos militares, a partir do governo Bolsonaro, junto às constantes ameaças à democracia, se acentuaram as investidas para promover uma imagem positiva daquele período. As polêmicas que envolvem o inegável sucesso de “Ainda Estou Aqui” se constituem em um exemplo eloquente disso. O filme retrata, sob a perspectiva de Eunice Paiva, o desaparecimento de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, morto pelo regime autoritário. No dia 2 de março, o longa-metragem fez história ao ganhar o Oscar de melhor filme internacional, fato inédito para o Brasil. Entre efusivas comemorações do campo progressista e da direita moderada e a produção de fake news pela extrema-direita, o fato é que a memória sobre esse período continua sendo alvo de disputas. Continuar lendo Entre a resistência e a conivência: o Itamaraty e a ditadura militar
Em 2024, quando se completam os 30 anos da criação da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD), o país possui diversas regiões em situação de avançada degradação do solo o que indica estado de desertificação. Na COP 16 da UNCCD, realizada de 3 a 13 de dezembro, em Riad, Arábia Saudita, o Brasil se apresentou como protagonista da restauração ambiental Continuar lendo Brasil quer ser líder mundial de combate à desertificação
Em 2023, as importações de petróleo pela China alcançaram um recorde de 11,28 milhões de bpd (barris de petróleo por dia), um aumento de 11% em relação ao ano anterior. É neste sentido que a China, que comporta o escopo de maior importador líquido de petróleo desde 2013 (EIA, 2018), encara o aumento da demanda por energia em razão de seu crescimento econômico. Isto demonstra não só a importância do recurso em termos de segurança energética para a China, mas para as empresas estatais chinesas, o desenvolvimento econômico e as questões militares intrincadas à ela. Continuar lendo A contribuição da China para a ascensão do Brasil como potência petrolífera
Ao longo de 2024, os direitos humanos enfrentaram grandes desafios em nível mundial em meio a um cenário complexo, que envolveu conflitos armados, crise climática, aumento das desigualdades e tensões geopolíticas. A Organização das Nações Unidas (ONU) destacou que, embora mais de 150 países tenham renovado seu compromisso com a Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu 75º aniversário, as violações continuam prevalentes, especialmente em regiões afetadas por guerras e crises humanitárias. Ainda assim, há esperança em avanços através de mudanças na cooperação internacional. Continuar lendo O Brasil e a ampliação dos direitos humanos: a busca por protagonismo em 2024
As recentes declarações do presidente, reeleito em novembro de 2024, sobre impulsionar as atividades produtivas e comerciais relacionadas aos combustíveis fósseis e reduzir os incentivos às energias renováveis, alertam para a provável diminuição do papel dos EUA na cooperação internacional relacionada à mitigação da crise climática. Um novo desafio para a diplomacia brasileira, que vem assumindo protagonismo internacional no tema nos últimos dois anos. Continuar lendo A reeleição de Trump e o futuro da agenda climática global
A COMIGRAR, Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, emerge como um marco institucional no Brasil, reunindo diversos atores sociais, incluindo migrantes, refugiados, apátridas, pesquisadores e movimentos sociais, para a construção de políticas públicas inclusivas e eficazes. Criada com o objetivo de reunir migrantes, profissionais, pesquisadores, servidores públicos, estudantes, docentes e movimentos sociais para debater e propor políticas públicas para a população imigrantes no âmbito nacional, a conferência desempenha um papel essencial na promoção de uma cidadania plena e no fortalecimento dos direitos humanos no país. Continuar lendo II COMIGRAR – Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia : desafios para a participação social e cidadania de pessoas migrantes no Brasil
Quando se pensa numa indústria voltada para o desenvolvimento e a produção de armas de guerra, o Brasil apresenta uma trajetória acidentada. Em alguns momentos, como entre as décadas de 1970 e 1980, o país desenvolve uma indústria bélica como parte de um esforço mais amplo de modernização econômica. O período coincidiu como o regime autoritário militar, que possuiu um projeto de modernização autoritária com amplos investimentos na indústria pesada. Com o desenvolvimento de empresas estatais e de uma rede de universidades e escolas técnicas, majoritariamente públicas, foram criados quadros humanos com capacidade de construir equipamentos industriais, maquinários diversos, bens de consumo e obras de infraestrutura que transformou o país economicamente. Continuar lendo A entrada de capitais internacionais na Indústria Brasileira de Defesa
O acordo Mercosul-União Europeia representa uma negociação bilateral com a finalidade de integrar os blocos. A discussão se desenvolveu no final do século XX e tem como aspecto central o livre comércio entre os blocos. As primeiras negociações tiveram início em 1999, sendo confirmado a pretensão de fechar o acordo em 2019 e em 6 de dezembro de 2024 foram encerradas as negociações, destacando os assuntos pendentes. Continuar lendo Entre blocos e interesses: A Política Externa Brasileira em meio ao Acordo Mercosul-União Europeia
Enquanto o Brasil ostenta uma matriz elétrica predominantemente renovável, o setor de transportes expõe as fragilidades de uma matriz energética que ainda depende fortemente de petróleo. Enquanto a participação dos fósseis na matriz elétrica está em torno de meros 10%, na matriz energética (total do consumo de energia no país) ela está em torno de 50%, com destaque para o petróleo, com cerca de 35% do total. A chegada dos investimentos externos para carros elétricos e híbridos é o suficiente para traçar o caminho para a sustentabilidade? Continuar lendo Líder na transição energética? Matriz energética brasileira esconde desafios