Tarifas e a integração na América Latina em risco

Ano VII, nº 123, 23 de Abril de 2026

Por Bruno Fabricio Alcebino da Silva, Giovanna Camily Rossato Gomes e Júlia Almeida Reis (Imagem: Official White House Photo by Daniel Torok/Flickr)

INTRODUÇÃO

O presente artigo tem como objetivo abordar o cenário contemporâneo na América Latina em relação aos EUA, entrelaçando o estudo das recentes tarifas americanas e do acordo bilateral entre a Argentina e os EUA. Com as imposições tarifárias de Donald Trump, questões de dependência e soberania vieram à tona, além dos impactos econômicos para os países latino-americanos.

Nesse cenário, observa-se que as relações comerciais entre América Latina e EUA passam a ser mais atravessadas por uma dinâmica geopolítica, em que tarifas e acordos deixam de ser de caráter econômico e passam a influenciar diretamente estratégias de inserção internacional e autonomia dos Estados na região em meio à Quarta Revolução Industrial. 

Tarifas como instrumento coercitivo e a reconfiguração das relações comerciais entre América Latina e EUA

A retomada de Donald Trump à presidência dos EUA, em 2025, reintroduziu uma política comercial marcada pelo aumento de tarifas e pela priorização de interesses nacionais, em linha com a lógica protecionista do “America First”. A imposição de barreiras sobre produtos estratégicos reacendeu tensões no sistema internacional e contribuiu para um ambiente de maior instabilidade econômica, afetando fluxos comerciais e cadeias globais de valor.

Essas medidas tiveram efeitos mais amplos, atingindo regiões como a América Latina e a Europa, que se viram diante de um cenário de crescente incerteza. Nesse contexto, o fortalecimento de acordos comerciais emergiu como uma estratégia para mitigar riscos e reduzir a dependência em relação ao mercado norte-americano, impulsionando iniciativas como a aproximação entre o Mercosul e a União Europeia. No contexto recente, no governo de Donald Trump observa-se o uso estratégico dessas medidas como mecanismo de pressão política, sendo aplicadas ou ameaçadas contra parceiros comerciais com o objetivo de influenciar agendas externas.

A nova rodada de tarifas implementada pelo governo de Donald Trump, a partir de abril de 2025, representou uma continuidade da agenda protecionista já observada em seu primeiro mandato. Inicialmente, as tarifas variavam entre 10% e 18% na América Latina conforme critérios de reciprocidade e interesses estratégicos. Ao longo de 2025 e início de 2026, houve a adoção de uma tarifa global ampliada, atualmente em torno de 15%.

Mesmo com tarifas mais baixas que outras regiões, essas tarifas exerceram impactos significativos, pois contribuíram para aprofundar a instabilidade global e evidenciar vulnerabilidades estruturais latino-americanas, especialmente a dependência de mercados externos e a crescente influência da China na região. Além disso, o uso das tarifas como instrumento geopolítico, e não apenas econômico, reforça uma dinâmica em que decisões comerciais passam a ser utilizadas para pressionar parceiros e reorganizar alianças, inserindo a América Latina em um cenário de maior competição entre potências e de crescente fragmentação do sistema internacional. Segundo o relatório do Banco de Espanha, os principais efeitos incluem a desvalorização das moedas locais frente ao dólar, aumento das pressões inflacionárias, queda no envio de remessas e desaceleração do crescimento econômico. 

No campo comercial, a imposição de tarifas tende a reduzir exportações para os EUA, afetando principalmente países altamente dependentes desse mercado, como o México. As projeções indicam impactos significativos, incluindo queda nas exportações, retração do PIB e aumento da inflação, evidenciando a dificuldade de redirecionar fluxos comerciais para outros destinos. 

No caso do México, a relação com os EUA tem sido marcada por uma combinação de tensão e negociação. Em janeiro de 2026, a presidente Claudia Sheinbaum realizou uma ligação considerada “produtiva e cordial” com Donald Trump, centrada em temas de comércio e segurança, especialmente no contexto da revisão do acordo T-MEC prevista para o mesmo ano. Durante a conversa, ambos os governos sinalizaram avanços nas negociações, incluindo discussões sobre possíveis reformas no acordo e críticas dos EUA a barreiras não tarifárias mexicanas, indicando que o processo de revisão tende a ser marcado por pressões e ajustes. Apesar do tom cooperativo, o episódio evidencia a natureza ambígua da relação bilateral: ao mesmo tempo em que há diálogo e tentativa de coordenação, persistem tensões estruturais relacionadas ao comércio, à segurança e à influência de terceiros atores, como a China. 

Ainda segundo o informe do Banco da Espanha, dada a situação geopolítica, aumenta-se a preocupação com a escassa margem de manobra da política fiscal e sustento da dívida pública, em especial no que tange ao Brasil e à Colômbia. Em relação ao primeiro, após a tarifa adicional de até 50% imposta pela Casa Branca, observou-se queda nas exportações para os EUA em 6,6% em 2025, prejuízo compensado parcialmente com o aumento de vendas para parceiros como a China (6%), Europa (6,2%) e aliados do Mercosul (26,6%), fechando o ano com o menor superávit comercial desde 2022 (US$ 68,3 bilhões). 

Nesse sentido, foi evidenciado o potencial da diversificação de parcerias ao mesmo tempo em que se exaltou o empenho do Itamaraty em negociar as tarifas, com cerca de 25% das exportações do Brasil para os EUA estando sujeitas à tarifa global de 10%, uma vitória considerando que 22% das exportações estavam com tarifas adicionais de 40 a 50%. O país também passou a atuar de maneira mais assertiva, com o Brasil bloqueando na Organização Mundial do Comércio, ao final de março, a extensão da moratória sobre as tarifas alfandegárias para transmissões eletrônicas no molde de 4 anos proposto pelos EUA. 

No que se refere à Colômbia, o cenário se mostrou complexo com a recusa do presidente Gustavo Petro em aceitar os voos militares de deportação de imigrantes provenientes dos EUA devido ao tratamento oferecido a seus cidadãos. Nesse caso, foi claro o uso das tarifas e restrições de visto como instrumento coercitivo de política externa, com a imposição de tarifas de 25% e a ameaça de escalada para 50%. Estas foram revidadas pelo governo colombiano e terminaram em um acordo de suspensão temporária de tarifas e do recebimento dos voos. Tendo em vista que os EUA se posicionam como principal parceiro comercial da Colômbia, o aumento das taxas afetou o setor agrícola, em especial o cafeeiro e a indústria açucareira. Estes, ainda que não encontrem compradores alternativos aos EUA facilmente, estão empenhados na diversificação de parcerias e no aumento da exportação para a UE. Ainda assim, o nível de exportações foi mantido e mesmo ampliado, com o setor pesqueiro crescendo mais de 11%, todavia, cerca de um terço de seus produtos exportáveis ainda permanece sujeito a tarifas. 

Em oposição ao caminho árduo dos vizinhos latino-americanos, a Argentina teve sucesso na redução de tarifas, com o presidente Javier Milei fechou um acordo, ainda com ratificação pendente, que garante a eliminação de tarifas de 1.675 produtos e o aumento de exportações para os EUA em 29%. É inegável que o alinhamento político de Milei e Trump atuou como um facilitador no processo, com acordos sendo celebrados na área de minerais críticos e um pacto firmado sobre comércio e investimentos, que ainda necessita da aprovação no Congresso argentino, prevendo a redução de barreiras ao comércio bilateral. Milei referiu-se aos acontecimentos como um passo do “MA&AGA” (Make Argentina & America Great Again ou “Tornar a Argentina e a América Grandes Novamente”). O governo argentino também concordou em eliminar tarifas sobre 221 produtos, incluindo essenciais para setores industriais, algo que pode prejudicar severamente a infraestrutura argentina e aumentar relações de dependência no futuro. 

Assim, as políticas tarifárias dos EUA não apenas reconfiguram o comércio internacional, mas também estimulam novas parcerias estratégicas entre outros atores, abrindo espaço para novas dinâmicas de cooperação e competição. Nota-se também a facilitação ao acesso do mercado estadunidense mediante alinhamento ideológico e concessões abrangentes, como no caso da Argentina. É nesse cenário que se insere o debate sobre setores estratégicos, a se destacar o de minerais críticos na próxima seção.

A fragmentação da Integração Regional: o bilateralismo entre Argentina e EUA

A dinâmica de integração na América Latina, historicamente marcada por tentativas de coesão através de blocos como o Mercosul, enfrenta atualmente um de seus maiores desafios estruturais. Enquanto o Brasil e a União Europeia buscam, ainda que com percalços, consolidar um acordo birregional que visa autonomia estratégica frente a polos hegemônicos e garantir acesso a mercados de tecnologia verde, a Argentina, sob a administração de Javier Milei, consolidou uma trajetória divergente ao formalizar, em fevereiro de 2026, o Acordo de Comércio e Investimento Recíproco (ARTI, na sigla em inglês) com os EUA. Este movimento não representa apenas uma escolha comercial isolada, mas uma guinada estratégica que coloca o país na “contramão” do projeto de integração regional sul-americano.

O ARTI estabelece um modelo de parceria bilateral que prioriza a segurança nacional e econômica de Washington. Através deste instrumento, a Argentina comprometeu-se a reduzir ou zerar tarifas para milhares de produtos estadunidenses, além de abrir cotas isentas para setores sensíveis como carne bovina e veículos. Mais do que o intercâmbio de bens, o acordo promove um profundo alinhamento regulatório: a Argentina passou a aceitar normas técnicas e certificações dos EUA, como as da U.S. Food and Drug Administration (FDA) e as normas de segurança veicular U.S. Federal Motor Vehicle Safety Standards (FMVSS) sem exigências adicionais, o que tende a fragilizar a Tarifa Externa Comum (TEC) e a harmonia normativa do Mercosul.

Um ponto central dessa aproximação é o foco em minerais críticos. Ao assinar o marco estratégico para fortalecer as cadeias de suprimento de insumos como o lítio, a Argentina posiciona-se como parceira preferencial dos EUA, visando reduzir a dependência global da China. Contudo, essa estratégia evidencia uma divisão entre dois modelos de desenvolvimento. Enquanto o Brasil utiliza esses recursos como alavanca para a reindustrialização, a Argentina aposta na liberalização radical através do RIGI (Regime de Incentivo a Grandes Investimentos). Este regime oferece benefícios fiscais, aduaneiros e cambiais extraordinários por 30 anos para atrair capitais estrangeiros, facilitando a exportação de matérias-primas com baixo processamento local. Sob a ótica da teoria da dependência, o RIGI corre o risco de consolidar a posição argentina como fornecedora de baixo valor agregado em troca de estabilidade econômica imediata.

Os possíveis efeitos dessa fragmentação são severos para a coesão da América do Sul. A falta de sintonia impede que a região se apresente ao mundo como um centro de poder capaz de ditar condições sobre o preço e a sustentabilidade de seus recursos. Enquanto o cenário internacional, marcado pelo protecionismo de Donald Trump, exigiria uma união sólida para enfrentar barreiras comerciais, a fragmentação sul-americana deixa a região vulnerável a pressões externas, onde os países competem entre si em vez de cooperarem para subir nas cadeias globais de valor. O contraponto argentino, portanto, funciona como um possível catalisador de instabilidade para o Mercosul, desafiando a viabilidade de um projeto de soberania econômica e política no século XXI.

Conclusão

Através do exposto, são evidenciados alguns destaques cujo impacto pode gerar mudanças extremamente relevantes a longo prazo para o Brasil, o Mercosul e o cenário mundial como um todo. 

A administração de Donald Trump em 2025 está reforçando o uso de ferramentas econômicas em mecanismos de coerção geopolítica. Como evidenciado, a imposição de tarifas globais não buscou apenas o reequilíbrio da balança comercial estadunidense, mas serviu como objeto de influência política que fragmentou a América Latina e fragilizou a soberania latino-americana. Enquanto nações como Brasil e Colômbia buscaram diversificar parcerias e resistir às pressões migratórias e fiscais, a Argentina de Javier Milei optou por um alinhamento ideológico profundo. Essa dicotomia revela fragilidades na resposta coletiva alinhada ao bloco latino.

No que tange aos minerais críticos, a região encontra-se em uma encruzilhada histórica entre a “janela de oportunidade” tecnológica e o risco de uma reprimarização subordinada. A tensão entre os projetos em disputa no Brasil, que opõem a estratégia de verticalização industrial à inserção passiva em cadeias globais de suprimento, sintetiza o dilema estrutural da periferia no contexto da Quarta Revolução Industrial. Sem uma coordenação estatal que priorize a agregação de valor local, as vastas reservas de lítio e terras raras da América do Sul podem acabar servindo apenas como combustível para a transição energética estadunidense, perpetuando o ciclo de dependência. 

Por fim, o caso do acordo entre Argentina e EUA sinaliza um perigo iminente para o projeto de integração sul-americano e para a sobrevivência do Mercosul. Ao aceitar normas técnicas e regulamentares de Washington e instituir regimes de incentivo radical como o RIGI, a Argentina não apenas fragiliza a Tarifa Externa Comum, mas abdica de sua autonomia regulatória em troca de um acesso preferencial ao mercado norte-americano. Essa fragmentação impede que a América do Sul atue como um polo de poder autônomo, transformando a região em um tabuleiro de competição entre as hegemonias. Em suma, o cenário contemporâneo exige que a América Latina supere suas divergências internas e a lógica de “vendedor de matérias-primas” para não ser meramente um espectador passivo na reorganização do sistema internacional do século XXI.

REFERÊNCIAS

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