O Império ataca pelas redes

A eleição brasileira de 2026 emerge não apenas como um pleito doméstico, mas como um ponto de inflexão para os rumos da influência estadunidense sobre a América Latina. A capacidade das instituições brasileiras de regular a atuação das big techs e de resguardar a integridade do processo eleitoral torna-se condição não apenas para a soberania democrática do país, mas para a manutenção de sua autonomia estratégica frente às pressões concorrentes das duas potências que disputam a ordem global.
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A COP17 de Desertificação: entre avanços de combate à seca no Brasil e impasses internacionais

O combate à seca continua a avançar como componente central nas agendas ambientais e o Brasil lança as Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra durante a COP17. Contudo, compromissos tardios, polarizações nas negociações entre países e descompassos na integração entre as três Convenções do Rio colocam desafios para o futuro da agenda de desertificação Continuar lendo A COP17 de Desertificação: entre avanços de combate à seca no Brasil e impasses internacionais

Tarifas, coerção e competição estratégica: uso da Seção 301 contra o Brasil

A política tarifária dos EUA contra o Brasil, entre 2025 e 2026, chama a atenção não apenas pelo seu impacto sobre as relações comerciais entre os dois países, mas também por estar inserida em um contexto de disputas com a China. Nesse sentido, questiona-se em que medida as tarifas funcionam como mecanismo de coerção voltado à manutenção da preeminência estadunidense no continente americano diante da crescente influência da China ao invés de atuarem como instrumentos de correção de desequilíbrios comerciais, e por que essa prática produziu o efeito inverso ao pretendido pelo Presidente Donald Trump.
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China em stories: como influenciadores estão redesenhando as relações entre Brasil e China

Enquanto a relação entre Brasil e China segue pautada oficialmente por acordos comerciais, fóruns multilaterais e visitas de Estado, um outro tipo de aproximação vem se consolidando fora dos gabinetes diplomáticos: a das redes sociais. Neste novo âmbito, que papel um fluxo de conteúdo cotidiano pode ter na reconfiguração de percepções brasileiras sobre a China? Neste artigo, mostramos como criadores de conteúdo, e o público que os acompanha, atuam como agentes que potencializam diferentes dimensões da relação bilateral entre o Brasil e a China.
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A recente emigração de brasileiros para o Paraguai: entre o paraíso fiscal e a tragédia social

Notícias recentes têm apontado um movimento migratório de brasileiros ao Paraguai: a revista Forbes, por exemplo, traz a reflexão do porquê esse movimento está acontecendo nessa fronteira. Essa etapa mais recente da emigração brasileira para o Paraguai deve ser compreendida, no entanto, no contexto mais amplo da intensificação da saída de brasileiros após 2014, período marcado por crise econômica, instabilidade política e reconfiguração das expectativas de mobilidade social. Embora a pergunta sobre emigração de brasileiros tenha sido retirada do Censo Demográfico de 2022, levantamentos do Ministério das Relações Exteriores (MRE) apontam que, como em outros períodos recessivos, a emigração brasileira se expandiu após 2014.
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De volta ao jogo: a Petrobras retorna ao cenário global em meio à disputa geopolítica por energia

Em meados de agosto, o presidente Lula chamou a atenção ao defender a internacionalização da Petrobras, fazendo referência explícita ao continente africano e à América Latina. A própria empresa afirmou, na mesma linha, ter bastante conhecimento geológico da costa oeste africana, um litoral em grande parte análogo ao das bacias sedimentares brasileiras, e, por isso, pretende ampliar novamente seu interesse pelas boas oportunidades naquele continente. A presença internacional da Petrobras passou por altos e baixos nas últimas décadas. A recente descoberta de grandes reservas de gás offshore na Colômbia mostra o potencial da retomada de seus investimentos no exterior com base na competência tecnológica para explorar petróleo e gás em alto-mar. Este artigo explora essa trajetória e aponta as características da atual fase de internacionalização da empresa.
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Além das fronteiras: assimetrias globais e a politização das migrações em Ceuta 

O enclave espanhol de Ceuta, incrustado no norte da África e banhado pelo Mediterrâneo, tornou-se um dos símbolos mais emblemáticos das assimetrias do mundo contemporâneo, e desde a última semana, protagonista de uma nova crise na Europa.
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A ilusão da autossuficiência:geopolítica dos fertilizantes, capitalismo dependente e os desafios rumo à COP 31

Ao expor a extrema dependência de insumos estrangeiros e rotas marítimas estranguladas, a crise atual demonstra a grande contradição do latifúndio agroexportador: a privatização dos lucros bilionários e a socialização do risco geopolítico junto ao Estado. Continuar lendo A ilusão da autossuficiência:geopolítica dos fertilizantes, capitalismo dependente e os desafios rumo à COP 31

A Remilitarização da Europa: Aumento de Gastos, o Contexto Alemão e a Influência da Guerra na Ucrânia

A Europa volta a se preparar para a guerra. Impulsionado pelo conflito na Ucrânia e pelas incertezas sobre o compromisso dos Estados Unidos, o continente amplia gastos, reestrutura suas forças armadas e fortalece sua indústria de defesa. Mas, ao buscar maior segurança, a remilitarização europeia pode alimentar uma nova corrida armamentista e tornar a região ainda mais instável. Continuar lendo A Remilitarização da Europa: Aumento de Gastos, o Contexto Alemão e a Influência da Guerra na Ucrânia

Copa, Imigração e Política Africana: porque os países africanos torceram contra a África do Sul?

Entre memórias do apartheid, pretensões de liderança regional e a recente escalada xenófoba, o isolamento da seleção sul-africana expôs as fissuras políticas que desafiam o ideal de solidariedade pan-africana.
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