Brasil e América Latina perante o desafio de integrar as cadeias produtivas dos carros elétricos e das baterias da transição energética

A transição para veículos elétricos cria uma intensa dependência de insumos minerais, envolvendo simultaneamente baterias, motores, sistemas eletrônicos e infraestrutura elétrica. Dessa forma, o fortalecimento da indústria de baterias assume caráter estratégico, não apenas para garantir maior resiliência das cadeias produtivas, mas também para sustentar o avanço da transição para uma economia de baixo carbono.
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As veias [ainda] abertas da América Latina e o avanço da extrema-direita 

A América Latina vem sendo atravessada nos últimos anos por processos eleitorais que culminaram com a vitória de partidos de direita e de extrema-direita. Até aqui são 12 governos articulados com os Estados Unidos, o que inclui a Venezuela, que teve seu presidente Nicolás Maduro sequestrado por forças de segurança a mando da Casa Branca.
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Mudanças climáticas e energia: como tornar a rede elétrica mais resiliente

A resiliência do sistema elétrico tornou-se um ponto importante para o planejamento energético no mundo e particularmente no Brasil. Com os eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos, a matriz elétrica brasileira tem mostrado fragilidades estruturais. Embora seja renovável, é profundamente dependente das condições do clima. Essa característica, que coloca o Brasil em posição de destaque na transição energética global, também torna o sistema mais sensível às mudanças climáticas. Continuar lendo Mudanças climáticas e energia: como tornar a rede elétrica mais resiliente

Entre o Combate ao Crime e a Suspensão de Direitos: A Política de Segurança de Nayib Bukele em El Salvador 

El Salvador tornou-se referência mundial pela política de segurança de Nayib Bukele, que reduziu a criminalidade por meio de um regime de exceção marcado por prisões em massa e denúncias de graves violações de direitos humanos. Diante disso, e de um cenário cada vez mais punitivista, fica a pergunta de como o modelo influencia o debate sobre segurança pública na América Latina e desafia países como o Brasil a conciliar relações diplomáticas com a defesa dos direitos humanos? Continuar lendo Entre o Combate ao Crime e a Suspensão de Direitos: A Política de Segurança de Nayib Bukele em El Salvador 

A diversificação do endividamento externo e o papel dos Panda Bonds

O endividamento externo tem sido, historicamente, uma questão de grande relevância econômica para diversos países em desenvolvimento, com o dólar estadunidense ocupando um espaço de centralidade como moeda utilizada na emissão de títulos no sistema financeiro internacional. Mais recentemente, outros atores têm apresentado instrumentos que podem diversificar essas dívidas, com destaque para a China
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O Multilateralismo em Reconfiguração: A reformulação da economia internacional e a diversificação das estratégias comerciais de Brasil e União Europeia

Embora a crise do multilateralismo contemporâneo seja frequentemente vista como uma mera falha institucional ou um reflexo da “globalização complexa”, suas raízes são mais profundas. Elas são também o resultado das transformações que, ao longo de décadas, remodelaram o padrão de produção e dos fluxos do comércio global — um movimento impulsionado, em sua origem, pela própria expansão monopolista dos Estados Unidos. Continuar lendo O Multilateralismo em Reconfiguração: A reformulação da economia internacional e a diversificação das estratégias comerciais de Brasil e União Europeia

Esporte e Relações Internacionais: a Copa do Mundo de 2026 como palco de disputas geopolíticas 

Muito além das quatro linhas, a Copa do Mundo de 2026 evidencia como o esporte permanece profundamente entrelaçado às disputas geopolíticas. Restrições migratórias, rivalidades diplomáticas e estratégias de poder transformam o torneio em um espaço privilegiado para compreender as relações internacionais contemporâneas.
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A fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos

Em 17 de junho de 2026, depois de 38 dias de guerra aberta entre Estados Unidos e Irã, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, firmaram o chamado Memorando de Entendimento de Islamabad. O documento de 14 pontos pretendia encerrar a Operação Epic Fury e fixou um prazo de 60 dias para a negociação de um acordo final. Em troca de reabrir o Estreito de Ormuz, que o Irã havia fechado durante o conflito, Teerã obteve o fim do bloqueio naval, a suspensão de sanções, a liberação de ativos congelados, a promessa de um fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares e a preservação de seu programa de enriquecimento de urânio. Em Washington, o memorando foi apresentado como o fim de uma guerra (provocada por eles mesmos), enquanto em Teerã foi comemorado como uma vitória. Continuar lendo A fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos