Governança chinesa rumo a um “Mundo Harmonioso”: O que o orçamento de 2026 revela sobre Política Externa, Tecnologia e Meio Ambiente na China

Ano VII, nº 121, 26 de março de 2026


Por Alexandra Rodrigues Sanches, Ana Carolina Vieira de Souza,

Eduardo Nascimento Lima, Giovanna de Araujo Veloso (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)

Em 5 de março de 2026, o primeiro-ministro da China Li Qiang apresentou, na Assembleia Popular Nacional (APN), os objetivos estabelecidos no Relatório de Trabalho do Governo anual. Entre as principais metas, destacam-se: crescimento do PIB entre 4,5% e 5%; manutenção do desemprego urbano em torno de 5,5%, com a criação de mais de 12 milhões de novos empregos; e limitação da inflação (CPI) a cerca de 2%, entre outros (Lobato et al., 2026, p. 245).

Em relação às metas orçamentárias, verificou-se um aumento significativo de investimentos destinados às áreas de Ciência e Tecnologia, Diplomacia e Estoque de Grãos, Óleos Comestíveis e outros materiais. Em contrapartida, enquanto a projeção para o setor de defesa apresentou uma diminuição de 0,2%, de 7,2% em 2025 para 7% em 2026, o orçamento para a educação se manteve constante (vide Tabela 1).

Tabela 1 – Metas de orçamento para 2026.

Área

Valor

Variação

Ciência e tecnologia

426,42 bilhões de yuan

10%

Diplomacia e relações exteriores

70,975 bilhões de yuan

9,30%

Defesa nacional

1,909561 trilhão de yuan

7%

Educação

192,476 bilhões de yuan

5%

Estoque de grãos, óleos comestíveis e outros materiais

110,684 bilhões de yuan

8,10%

Fonte: Elaboração própria com base nos dados de Lobato et al. (2026, p. 245).

O orçamento destinado à diplomacia é bastante significativo e está alinhado tanto às antigas tradições de diálogo e conciliação da política externa chinesa quanto às transformações na dinâmica das relações internacionais contemporâneas, sobretudo em reação ao segundo governo Trump. A esse respeito, o chanceler Wang Yi afirmou, de forma irônica, que um “certo país” estaria buscando ampliar desavenças, colocar-se acima dos demais e reviver a mentalidade da Guerra Fria (Ministry of Foreign Affairs of the People’s Republic of China, 2026).

Nesse contexto, este artigo busca explicitar a relação entre as metas orçamentárias e as tendências na condução da política externa, bem como seus vínculos com os investimentos em ciência e tecnologia.

À Luz de um Novo Modelo: As rotas da Política Externa Chinesa contemporânea 

A Política Externa Chinesa contemporânea apresenta diferenças importantes em relação  pensamento de Deng Xiaoping sobre política internacional. Partindo de um dos principais motes da Política Externa de Deng, sintetizada na frase “Tao Guang Yang Hui” (韬光养晦), que em tradução livre seria algo como “Esconda sua luz/força, mantenha-se na escuridão”, é possível observar sua relação com os “Nãos” (不 – bu), presentes na doutrina da política externa chinesa, exemplificados nos princípios de não interferência, não ser o primeiro a fazer uso de armas nucleares, não a hegemonia, não tomar a liderança, não desafiar (Pang, 2020).

Segundo Pang (2020), desde 2013 a influência do “Tao Guang Yang Hui” vem diminuindo, assim como alguns de seus “Nãos”, e em seu lugar há a construção do “Xin Xing” (新型), Nova Era/Novo Modelo em tradução livre, de Xi Jinping. Para Pang (2020), a transição de manter-se na escuridão para uma nova era começa no governo de Hu Jintao, seguidor do mote de Deng, e ganha força com o “Novo Panorama de Governança Global” (新型全球治理观: xin xing quan qiu zhi li guan) no Congresso Nacional do Partido Comunista da Chinaem 2017.

A premissa da Nova Era de Xi Jinping incorpora o princípio de uma “comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade” (人类命运共同体: ren lei ming yun gong tong ti), que em suma representa um interesse multilateral e compartilhado globalmente: “se juntar para trabalhar em iniciativas que trarão benefícios mútuos, dada a interdependência e interconexão do mundo” (Pang, 2020, p. 11-12, tradução nossa[1]).

Zeng (2018) reitera o crescente interesse acadêmico no conceito de “Novo Modelo de Relações entre Grandes Potências” (新型大国关系 – xin xing da guo guan xi), oficialmente proposto por Xi Jinping em 2012, que representa uma Política Externa pautada no multilateralismo e respeito à soberania dentro de um sistema internacional multipolar interconectado; o estabelecimento de uma estrutura econômica que permite desenvolvimento mais inclusivo nas relações de interdependência; manutenção da segurança internacional e regional; e a promoção das trocas culturais e aprendizado mútuo (Ministry of Foreign Affairs People’s Republic of China, 2016).

Durante o encontro celebrando o 50º aniversário das Relações Diplomáticas entre China e França, ocorrido em Paris no ano de 2014, Xi Jinping reiterou em seu discurso que o “sonho chinês” é pautado na busca pela paz e bem comum (Xi, 2014). Encabeçado pelo presidente Xi, o pensamento chinês, em termos de Política Externa e Relações Internacionais, é conduzido pelos princípios de não intervenção, promoção de uma ordem global mais justa e menos assimétrica e construção de uma comunidade global orientada para uma coexistência harmoniosa, desenvolvimento econômico atrelado à sustentabilidade. Proferida pelo Secretário-Geral no discurso supracitado, a frase “Agora, a China, o leão acordou, mas é um leão pacífico, amigável e civilizado” (Xi, 2014, tradução nossa[2]), resumiu de maneira concisa os caminhos tomados pela Política Externa Chinesa nos últimos anos.

Futuro e conhecimento compartilhados: Ciência e Tecnologia na construção de uma Bela China

O orçamento destinado à Ciência e Tecnologia registrou um dos maiores volumes para 2026, correspondendo a 10% dos recursos estatais, acompanhando uma tendência observada tanto na condução da política externa quanto no desenvolvimento nacional da China. Isso porque os investimentos públicos nesse setor estão diretamente relacionados à agenda política conduzida sob a governança de Xi Jinping, que reúne objetivos em diversas áreas e busca delinear o tipo de socialismo a ser construído no país.

Contudo, antes de analisar sua relação com a ciência e tecnologia, é importante apresentar os fundamentos dessa agenda, sintetizados no discurso de 2017 do Secretário-Geral, publicado na íntegra no Relatório do 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, como mostra o trecho a seguir.

(…) devemos, conforme as novas práticas, fazer a análise teórica e oferecer a orientação de políticas sobre o trabalho em diversas áreas como a economia, política, estado de direito, ciência e tecnologia, cultura, educação, vida do povo, etnia, religião, sociedade, ecocivilização, segurança nacional, defesa nacional e as Forças Armadas, princípio de “um país, dois sistemas” e reunificação da Pátria, frente única, diplomacia e a construção partidária, com a finalidade de persistir e desenvolver melhor o socialismo com características chinesas (Xi, 2017).

As origens dessa nova agenda decorrem do fato de que a China alcançou a primeira meta centenária — a construção de uma “sociedade moderadamente próspera” —, prognóstico este criado por Deng Xiaoping em dezembro de 1979, quando questionado sobre qual seria sua visão acerca do futuro da China no final do século XX. De forma semelhante, Xi Jinping declarou, na cerimônia comemorativa do 100º aniversário da fundação do Partido Comunista, que a China agora avança em direção ao segundo objetivo centenário: a construção integral de um país socialista moderno (Embaixada da República Popular da China na República de Guiné-Bissau, 2021).

No âmbito desse novo objetivo centenário, uma série de conceitos são desenhados ou retomados na política doméstica e externa do país, como a  busca pelo “sonho chinês” e o início de uma “nova era”, apresentados por Xi Jinping (2014, 2017). Nesse mesmo imaginário, também encontra-se a construção de uma “bela China” e de uma “ecocivilização”, orientada por formas de crescimento sustentável e em harmonia com a natureza — convergindo, não por coincidência, com o princípio de “mundo harmonioso” na diplomacia chinesa —, com o objetivo de garantir às gerações futuras “terra verde e águas limpas” (Xi, 2014, p. 257),

A profunda ligação entre cada conceito e metas (que se manifesta por meio de diretrizes semelhantes em diferentes áreas, como a organização rural, a economia, a diplomacia, a educação e a ciência) está relacionada ao complexo sistema político chinês, que integra e dinamiza o planejamento central, a organização do Partido e do Estado, bem como os objetivos nacionais estratégicos. Além disso, a capilaridade entre os quadros governamentais e partidários e os diversos setores da sociedade — como escolas, universidades, bases do Exército Popular, sindicatos e cooperativas — favorece uma dinâmica de intercâmbio contínuo, capaz de captar demandas difusas e estimular a formação de debates (Zeng, 2016, p. 3-7).

À luz disso, é possível relacionar o elevado volume orçamentário destinado à Ciência e Tecnologia à formulação da agenda promovida pela política externa chinesa e ao projeto nacional de construção de uma Ecocivilização. Isso porque, em primeiro lugar, o Estado chinês tem realizado investimentos massivos em tecnologias voltadas à transição energética, como no caso de Shenzhen, selecionada como “cidade modelo” no primeiro grupo de 25 municípios pioneiros comprometidos com a meta de redução das emissões de dióxido de carbono (Shenzhen Government Online, 2024). Nesse contexto, o governo local construiu 128 fábricas de nível nacional até o final de 2023 e, em junho do ano seguinte, já contava com 88 projetos públicos de produção energética de baixa emissão de carbono, incluindo parques industriais, empresas, edifícios e comunidades (Shenzhen Government Online, 2024).

Vale ressaltar que a escolha de Shenzhen como uma das cidades-modelo não pode ser lida como mera coincidência, dada sua importância geoestratégica, especialmente pela proximidade com Hong Kong, restituída à China em 1997 após 156 anos sob domínio britânico. Nesse sentido, o próprio processo de negociação no encontro entre Deng Xiaoping e Margaret Thatcher, iniciado cerca de 15 anos antes da data prevista para a devolução da região, demonstra tanto a visão de longo prazo dos líderes chineses quanto a confiança de Deng no sistema nacional, expressa em sua proposta de “um país, dois sistemas” — à medida que, com o passar do tempo, as expectativas de Deng se confirmaram: o desenvolvimento industrial de Shenzhen, uma das Zonas Econômicas Especiais, ultrapassou Hong Kong em termos de PIB, tornando-se a cidade mais rica da província de Guangdong, o que pode ser explicado pela dependência excessiva de Hong Kong na indústria de serviços (Jiemian, 2019).

Assim, o caso de Shenzhen indica que a construção de uma Ecocivilização depende necessariamente do desenvolvimento de novas tecnologias e de investimentos no conhecimento científico em diversas áreas, como geografia, planejamento territorial, administração pública, ecologia, entre outras. Além disso, sugere a conformação de uma agenda diplomática que busca a inserção do país em regimes ambientais internacionais — afinal, como sustentar a ideia de um “futuro compartilhado para a humanidade”, expressão central da política externa chinesa atual, em um planeta ameaçado pelo colapso ambiental?

Nesse sentido, observa-se uma mudança de postura da China em sua disposição de dialogar sobre pautas ambientais. Essa inflexão é reconhecida pelo próprio Xi Jinping (2017), ao afirmar que houve uma elevação na consciência e na iniciativa do Partido e do Estado “(…) para implementar o conceito de desenvolvimento ecológico (…) e se verificou uma mudança visível na situação de negligência da proteção ambiental” (Xi, 2017).

Mas quais fatores estariam por trás desse movimento? É possível elencar, ao menos, três motivações diretamente relacionadas ao sistema internacional, além do próprio ritmo de desenvolvimento chinês. Em primeiro lugar, destaca-se a questão mais evidente: a deterioração da saúde da população associada ao agravamento da poluição. Como demonstrado por Sun et al. (2019), as megacidades chinesas enfrentam uma queda significativa na qualidade do ar em razão do intenso fluxo de veículos, o que torna fundamental a adoção de medidas voltadas ao enfrentamento desses problemas, especialmente por meio do incentivo ao uso do transporte público.

De acordo com Schutte e Debone (2016), o carvão foi uma das principais fontes energéticas para o crescimento da China, representando 66% do consumo total de energia primária no país em 2014. A poluição resultante do uso desse recurso, combinada ao elevado número de veículos, ao desmatamento e, em algumas localidades, ao fenômeno meteorológico conhecido como “Poeira Amarela” — formada em regiões desérticas do interior da Ásia e transportada pelos ventos para os grandes centros urbanos do país — tem gerado sérios problemas de saúde para a população chinesa, que passou a reivindicar a implementação de políticas ambientais e de combate às mudanças climáticas.

Diante deste cenário, o governo tem atuado através do planejamento e execução de um conjunto de políticas públicas que objetivam a redução e controle das emissões de SO₂, como a criação de um imposto sobre o enxofre, do projeto Total Emissions Control[3] (TEC), e de investimentos na melhoria da eficiência energética, especialmente no financiamento de programas vinculados à geração e utilização de energias limpas  (Xu; Masui, 2008, p. 315).

No enfrentamento da poluição associada ao elevado número de veículos particulares, Sun et al. (2019) descrevem a implementação de medidas rigorosas de gestão ambiental que têm transformado as paisagens urbanas do país, preenchendo-as com obras de expansão das frotas de ônibus e BRTs (especialmente de modelos elétricos, como em Shenzhen), além da construção de metrôs e de linhas de trem. Em relação ao transporte ferroviário, sua disseminação cumpre dupla função: aliviar a congestão nas estradas e promover uma urbanização mais organizada, em consonância com o planejamento estatal, ao mesmo tempo em que conecta o interior do país às cidades e amplia as rotas de escoamento de mercadorias.

As duas outras motivações para as transformações na abordagem chinesa em relação às questões ambientais estão diretamente relacionadas à necessidade imperativa de transição energética, tanto para possibilitar o aprofundamento da autonomia e da soberania no sistema internacional quanto para sustentar a continuidade do desenvolvimento nacional. Isso se deve ao fato de que atravessamos um momento particularmente crítico: segundo Cataia e Duarte (2022), o próprio termo “transição energética” foi disseminado por organizações internacionais como um eufemismo para descrever um cenário real de “crise energética”, uma vez que a preocupação transicional surge juntamente com a “(…) descoberta de que o crescimento econômico não seria acompanhado pelo fornecimento de energia nos moldes vigentes” (Cataia; Duarte, 2022, p. 766).

Segundo os autores, o esgotamento dos combustíveis fósseis já suscitava inquietações em análises sobre fontes de energia desde a décadas de 1970, de modo que a transição energética surge, inicialmente, como uma tentativa de superar a dependência de recursos escassos sem comprometer o ritmo dos padrões capitalistas de produção e consumo em escala global. Apenas no início dos anos 2000 o aquecimento global e as mudanças climáticas passaram a sustentar o discurso transicional, o que sugere que a preocupação com a crise ambiental permaneceu, por muito tempo, em segundo plano — caso contrário, também teriam sido questionados os próprios fundamentos da modernidade, como a hiperprodução, o culto ao consumo e o individualismo (Cataia; Duarte, 2022, p. 766).

Fato é que o discurso da transição energética, esvaziado de uma crítica sistêmica (tal como promovido por organismos internacionais, atores transnacionais, Estados e empresas) não apenas joga sombra sobre a crise energética iminente ao mesmo tempo em que preserva os padrões globais de produção e consumo, como também inaugura novos mercados, especialmente no setor de energias renováveis, desempenhando importante papel na reprodução da ordem mundial capitalista.

No contexto geopolítico, esse “mercado da transição energética” configura uma nova janela de oportunidade para disputas de poder inerentes à sobrevivência dos Estados diante de relações pautadas pela lógica da competitividade. Vale destacar que mesmo países socialistas estão inseridos nesse cenário, uma vez que participam do sistema internacional hegemônico, o que impõe a necessidade de uma atuação estratégica que viabilize sua coexistência em um mundo predominantemente capitalista.

Nesse sentido, articuladas às noções de soberania e autonomia, tanto a oportunidade de liderar a oferta de energias renováveis — em um contexto de aumento da demanda global e de busca pela diversificação das matrizes energéticas — quanto a necessidade doméstica de ampliar a produção de energia para sustentar o desenvolvimento das forças produtivas e da tecnologia nacional influenciam as mudanças no tratamento da questão ambiental nas políticas interna e externa da China.

Referências

CATAIA, Márcio; DUARTE, Luciano. Território e energia: crítica da transição energética. Revista da ANPEGE, v.18, n.36, p. 764-791, 2022. DOI: 10.5418/ra2022.v18i36.16356. Disponível em: <https://doi.org/10.5418/ra2022.v18i36.16356>. Acesso em: 26 mar. 2026.

EMBAIXADA DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA NA REPÚBLICA DE GUINÉ-BISSAU. Triunfo sobre pobreza e realização do sonho de uma sociedade moderadamente próspera. 2021. Disponível em: <http://gw.china-embassy.gov.cn/por/xwdt/202111/t20211110_10446620.htm>. Acesso em: 25 mar. 2026.

JIEMIAN. 深圳GDP首次超越香港,高新技术产业是关键. 界面新闻. 2019. Disponível em: <https://www.jiemian.com/article/2900376.html>. Acesso em: 25 mar. 2026.

LOBATO, André Costa; NEVES, Bruno; SANTIAGO, Anabela; SANCHES, Alexandra Rodrigues. China: diplomático, civil e ecológico. In: BUSS, Paulo Marchiori; KASTRUP, Erica; GASPAR, Fabiane (Org.) N. 3 (2026): cadernos Fiocruz de saúde global e diplomacia da saúde..Rio de Janeiro:  2026. Disponível em: <https://cadernossaudeglobalfiocruz.net/csgf/issue/view/4 >. Acesso em: 25 mar. 2026.

MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS OF THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA. Keynote Speech by H.E. Wang Yi at the 62nd Munich Security Conference Conversation with China. 2026. Disponível em: <https://www.mfa.gov.cn/eng/wjbzhd/202602/t20260215_11860435.html?>. Acesso em: 25 mar. 2026.

MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS OF THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA. Build a New Type of International Relations Featuring Win-Win Cooperation. 2016. Disponível em: <https://www.mfa.gov.cn/eng/wjb/wjbz/jh/202405/t20240527_11312136.html>. Acesso em: 25 mar. 2026.

PANG, Zhongying. From Tao Guang Yang Hui to Xin Xing: China’s complex foreign policy transformation and Southeast Asia. Singapura: Iseas-Yusof Ishak Institute, 2020.

SHENZHEN GOVERNMENT ONLINE. SZ leads country in carbon reduction efforts. Shenzhen Daily. 2024. Disponível em: <https://www.sz.gov.cn/en_szgov/news/latest/content/post_11342330.html>. Acesso em: 25 mar. 2026.

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XU, Yan. MASUI, Toshihiko. Local air pollutant emission reduction and ancillary carbon benefits of SO2 control policies: application of AIM/CGE model to China. European Journal of Operational Research, v. 198, p. 315-325, 2009. Disponível em: <https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0377221708007042>. Acesso em: 26 mar. 2026.

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[1]  No original: “(…) to come together to work on initiatives that will bring about mutual benefits, given the interdependence and interconnectedness of the world” (Pang, 2020, p. 11-12).

[2]  No original: “Now China the lion has awakened, but it is a peaceful, amicable and civilized lion” (Xi, 2014).

[3]  Os protocolos TEC, ou de “Controle Total de Emissões”, foram adotados no Nono Plano Quinquenal de Proteção Ambiental (1996–2000) e representam um conjunto de políticas voltadas ao combate à chuva ácida e às emissões transfronteiriças de poluentes (Xu; Masui, 2008, p. 316).

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